quarta-feira, 30 de julho de 2014

10 Anos (Gusttavo Lima)


No decorrer da nossa vida tomamos diversas decisões. Decisões que podem mudar apenas um momento, ou pode alterar para sempre o nosso futuro. Casamento é a maior decisão que uma pessoa pode tomar. Decisão que ao mesmo tempo muda a vida de duas pessoas.
Viver felizes para sempre é o que todos querem, mas a realidade é diferente. Há brigas, discussões, confrontos que não nos deixam ser felizes para todo o sempre.  Quando acaba, você tem que se lembrar de apenas dos bons momentos, e deixar os maus para trás.
Entrar nesse apartamento depois de anos me faz relembrar do nosso começo...

“... – Você tem certeza disso? – ela perguntou desconfiada.
            - É claro que tenho! – eu a encarei – Você vai se formar daqui dois anos e vai ser uma ótima Advogada. – eu sorri – Já estou em um bom cargo na Agencia. Porque não tentar?
            - Eu estou com medo Zac!
            - Eu também! – ele disse a fazendo rir – Mas eu te amo Vanessa Hudgens!”

Estávamos no refeitório da universidade onde cursei Propaganda e Publicidade, o mesmo lugar em que me apaixonei pela morena mais linda que já havia visto. Vanessa cursava Direito, vinha de uma linhagem de advogados de sucessos. Estávamos juntos há três anos, mas nos conhecíamos há quatro.
Eu havia me formado naquele ano, ela ainda tinha mais dois anos de curso. Estava tentando convencê-la a morar comigo, mesmo sabendo que ela tinha condições bem melhores a mim, e podia muito bem bancar um AP sozinha, mas eu a queria do meu lado, e não me aguentei de felicidade quando ela disse que sim, que iria morar comigo.
Nos casamos assim que ela se formou. E logo após saímos do apartamento, para morarmos em uma bela casa presente dos pais dela que eram donos do maior escritório de Advogacia da Califórnia. Casei-me com a pessoa que eu acreditava que seria meu amor para sempre, mas depois de cinco anos de casados, ela pediu o divórcio, e eu sequer sei a razão.
Decidi voltar para o lugar onde começamos de certa forma a nossa história. Voltar pro meu apartamento que está totalmente vazio, me faz pensar se a culpa do fim é minha.

***
            - Oi! – eu disse ao abrir a porta.
            - Oi! – ela respondeu - Porque me chamou?
- Precisamos conversar.
Vanessa passou por mim, entrando no meu novo/velho AP. Ela parou no meio da sala vazia e ficou a me olhar. Naquele momento eu confirmei mais uma vez que ela era bela. A mais bela.
            - Por quê? – eu perguntei.
            - Porque o que? – ela fingiu de desentendida.
- É covardia ir embora sem dizer o por que. – ela me encarou com surpresa - Existem tantas páginas dessa história pra escrever. Não venha inventar um fim.
- O tempo inventou um fim. - ela respondeu tanto um passo para trás.
- Depois de tanto tempo juntos você vai deixar no ar. Será que pensa que agindo assim o amor irá mudar?
- Não estava dando mais certo. Há tanto ainda pra viver, você pode fazer tanta coisa sem mim, pode fazer tudo...
- Tudo é nada sem você!
Ela ficou quieta, estava pasma. Estava sem reação, apenas me olhava fixamente. Estava nítido em seu olhar que ela não estava tão convicta, como antes, em relação ao divórcio. Estava em dúvidas, e por um minuto em pensei que havia conseguido a fazer mudar de ideia.
- Zac... – ela começou a dizer
- Nosso amor não acabou e ainda digo mais, vou te fazer lembrar de tudo que me prometeu há dez anos atrás – ela me encarou - amor e muito mais. Tô pagando pra ver se você é capaz de me esquecer!
- Me perdoe – ela disse deixando uma lágrima solitária cair em sua face.
Vanessa passou por mim indo em direção à porta. Ela havia tomado à decisão, e eu só podia respeitá-la. Me virei e a vi com a mão na maçaneta, e antes dela abrir a porta eu apenas me despedi para sempre: - Se for capaz, me esqueça! – Caiu mais uma lágrima e ela se foi.

Meses depois...
Estava no supermercado analisando os produtos na prateleira quando senti alguém se trombar comigo. Estava tão lotado que estava demorando para isso acontecer.
            - Desculpe! 
Ouvi a pessoa dizer. Parei naquele momento. Fazia meses que não ouvia aquela voz. E como eu sentia a falta dela. Me virei rapidamente, e quando a vi sorri para mim mesmo.
            - Vanessa!
Eu a chamei. Ela parou e se virou. Ela não havia me reconhecido no momento em que se trombou comigo. Ela está me encarando e em segundos um sorriso brotou em seus lábios.
- Zac! Quando tempo!
- É o que eu diga!
Vanessa estava com os cabelos mais curtos e com as pontas loiras, mas ainda era a mais bela. E sempre seria em minha opinião.
            - Quer tomar um café comigo?
Ela perguntou me surpreendendo. Apenas assenti. Como não estávamos com compras nas mãos, saímos do supermercado e atravessamos a rua e fomos para a Cafeteria. Sentamos em um mesa afastada, fizemos os pedidos. Ela me encarava como nunca havia feito.
            - Como está? – eu perguntei quebrando o silêncio entre nós.
- Levando a vida – ela sorriu - e você?
            - Também estou levando a vida!
- Você estava certo! – ela disse repentinamente - Sempre esteve
- Sobre o que?
- Eu não fui capaz de te esquecer – ela deixou caiu uma lágrima – Cada dia que passa a saudade fica maior, detalhes do meu dia não é o mesmo sem você. Desculpe por tudo o que eu fiz você passar. Sei que fui covarde por não enfrentar com você os problemas que surgiram, eu tomei o rumo mais fácil e decidi inventar um fim. Me perdoe!
- Não tenho nada pra te perdoar! – ela negou com a cabeça, e eu segurei sua mão.
- Me deixe cumprir tudo o que eu te prometi há dez anos atrás?
- O que você quer dizer com isso?
- Eu ainda te amo Zac!
Ela disse deixando mais uma lágrima solitária cair. Eu me levantei do meu lugar, dei a volta e a abracei.  Naquele momento percebi que os acontecimentos passados, só serviram para aumentar mais ainda o nosso amor. E ao abraça-la novamente eu disse o que as palavras que mudam tudo. As mesmas ditas por ela segundos antes: - Eu também ainda te amo! E tenho sérias dúvidas se um dia não iria mais te amar!
Ela sorriu. E em milésimos de segundos, nos beijamos. E o divórcio que se dane!


Fim.

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Estou de volta rsrsrs ;)
Obrigada a todos que estão comentando, sou lisonjeada por ter vocês ao meu lado.
Queria notificar que estarei postado todos os sábados, é um compromisso que assumo com vocês. Pode surgir algumas publicações durante a semana, mas... quem sabe!
Até a próxima!
- L

PS: Eu não decidi qual era o sexo do bebê em "Amor por obrigação", fica a critério de cada um de vocês... ;)




sexta-feira, 25 de julho de 2014

Amor por obrigação (Final)

           
            - Eu não estou me sentindo bem!
            - Só falta dizer que está grávida do Zac? – Ashley disse – Seria tão legal e mostraria que ele acerta de primeira! – Vanessa a encarou – Ou na segunda, terceira... Quantas vezes foram?
            - Cinco!
As amigas estavam rindo. Vanessa estava na loja de Ashley, uma das boutiques mais glamorosas de Nova York. Faltava apenas um dia para que Zac voltasse para casa. Vanessa e ele conversavam por horas durante os seis dias que passaram distantes, e sempre se despediam com um “Eu te amo”.
            - Eu sinto falta dele – Vanessa disse e Ashley a encarou largando a peça na arara a sua frente – A chatice dele faz falta! – elas riram.
            - Amanhã ele estará aqui e você poderá matar a saudade com mais cinco vezes!

No dia seguinte...
            - A senhora tem que comer!
            - Não dá! – Vanessa dizia – Sem chance!
            - O que está acontecendo aqui?
Vanessa se surpreendeu ao ouvir a voz da sogra. Ela nunca ia até a casa deles. Nunca mesmo. Dorota começou a explicar que Vanessa não queria comer, e já vinha se alimentando mal há alguns dias.  A senhora Efron, ou apenas Starla, tentava a convencer a se alimentar pelo menos um pouco. Vanessa comeu três fatias da panqueca que estava em seu prato, mas correu para o banheiro cinco segundos depois. Ela se trancou em seu quarto não queria ver a sogra tão cedo após ter vomitado. Ela encarou a gaveta da bancada do banheiro, abriu e tirou de lá os três testes de gravidez que havia comprado no dia anterior. Fez cada um deles. Eram de marcas diferentes. Era esse modo que ela confiaria se os testes estavam dizendo a verdade ou não. Eram necessários cinco minutos para o resultado. Aos três minutos o telefone tocou. E em cinco ela olhou os três palitinhos. Ouviu um toque na porta.
            - Sra. Efron temos que dar uma saída!
            - Já estou indo Dorota!
Ela verificou novamente o resultado. Suspirou. Colocou os testes dentro da gaveta. E saiu indo ao encontro de sua sogra e Dorota que a olhavam intrigada.
            - O que aconteceu? – ela perguntou com um sorriso no rosto.
            - A Sra. vai ter que ser forte! – Dorota disse.
            - Zac sofreu acidente! – Starla disse com olhos marejados.
***
Vanessa estava sentada no chão do corredor. Estava sozinha com seus pensamentos. A vida é curta, todos dizem isso, mas ninguém sabe o quando é o curto. Zac havia morrido há duas horas. Foi trazido para o hospital por causa de um acidente de carro que não teve feridos. Mas com o ocorrido ele teve um infarto fulminante, sem chance de sobrevivência. Há uma hora e meia Vanessa sabia que estava viúva, o mesmo tempo em que ela sabia que estava grávida. Ela teria um filho dele. Mas ele jamais saberia!
            - Vanessa!
Ela viu Ashley a chamar. A amiga se aproximou e sentou ao seu lado, lhe abraçou. Não disse mais nada.
            - Eu tenho que te contar uma coisa – Vanessa disse com a voz embargada.
            - Eu sei que está sendo difícil para você, e acho melhor não dizer nada agora. – Ashley disse.
            - Eu estou grávida Ashley. Eu vou ter um filho do homem que eu amo!
***
Dias depois do acontecimento fatal Ashley perguntou a Vanessa se havia alguma chance do filho ser de Austin e não de Zac, mas ela negou, afirmou que sempre se protegeu com Austin e com Zac não. Ela tinha certeza absoluta. E para ninguém desconfiar que o filho não fosse de Zac, ela se abriu e contou toda a história entre ela e Austin para as duas famílias. E eles a perdoaram, porque sabiam que ela nunca quis um casamento de fachada. Eles a respeitaram!
Após a missa de sétimo dia que todos participaram, se reuniram e foram para um almoço na casa de Vanessa. Ela estava no escritório da casa. Era onde ela se sentia mais próxima de Zac. Ela simplesmente sentada no sofá e chorava por horas sentindo a falta dele. Descobriu da pior maneira que ele tinha Arritmia Cardíaca. E ele sabia e negou a cirurgia. Ela sentiu raiva dele por isso.
            - Oi Vanessa! – ela ouviu alguém a chamar e sorriu ao ver que era Scott, amigo de Zac.
            - Oi Scott! – ela sorriu – Todos estão na área externa – ela o informou.
            - Eu sei... Eu precisava entregar essa carta pra você – ele estendeu o envelope branco – Zac me pediu que entregasse quando fizesse uma semana de sua morte – ela o encarou – Ele era louco! – ele sorriu sem graça - Eu sempre soube da doença. Era a única pessoa que sabia. Tentei convencê-lo de tantas formas para fazer a cirurgia, mas ele nunca me ouviu. Ele ouvia você.
            - Eu não entendo! – ela disse.
            - Você o desprezava, e o tratava mal. Ele dizia pra que viver se você não o amava!
            - Mas eu o amo! – ela disse entre lágrimas.
            - Era tarde demais. Ele ficou louco quando você disse que o amava – Scott sorriu – Lembro que ele foi para Los Angeles apenas no dia seguinte ao meio dia...
            - Dia seguinte? – ela perguntou sem entender.
            - Ele mentiu pra você... Ele passou o restante da noite em meu apartamento, de manhã foi conversar com o médico, fizeram exames, e o doutor disse que se abrisse o peito dele ele não aguentaria. Estava mais fraco, muito mais fraco que dois dias antes. A cirurgia seria a pior coisa naquele momento!
            - Obrigado por me contar isso! – Vanessa sorriu.
            - Leia a carta... Ele escreveu antes de ir para Los Angeles. Você terá uma bela surpresa!
Vanessa sorriu, e segurou firme o envelope em sua mão. Olhou para o porta-retrato sobre a mesa. Era a foto de seu casamento, e viu o sorriso verdadeiro nos rostos de ambos. Como aquilo era possível? Nem ela sabia. Abriu o envelope, e retirou a página dobrada ao meio. Respirou fundo.

“Querida Vanessa,

Eu imagino o que esteja passando em sua cabeça. Como ele sabia que iria morrer? Todos nós sabemos que vamos morrer, mas não sabemos o dia. Mas acho que o meu dia chegou!
Essas palavras podem ser duras e pode até te machucar, mas você me conhece e sabe como eu sou.
Perdoe-me pelas grosserias. Perdoe-me de verdade. Você diz que errou, mas eu errei em várias vezes. A primeira vez foi quando eu dei a ideia do casamento. Okay. Eu sei que essa é a parte que você me odeia.
Eu sou apaixonado por você destes os meus quinze anos. Sinta-se honrada por isso. Ninguém me encantou como você foi capaz. Eu sonhava como seria bom ter você ao meu lado a cada dia, a cada vitória. Se eu passei um pouco dos limites, peço desculpas novamente! Nossos pais estavam conversando sobre fazer a união das empresas, mas alguns acionistas eram contra. Na época eu tinha 18 anos, e pensei em como dizer que uma união estável era o melhor para os negócios. Comecei a trabalhar com meu pai e ficar a par dos negócios. Aos 20 eu te venerava, e não conseguia sequer olhar para você com aquele seu namorado francês. Fiz ele ser pego em uma “traição”. E você terminou seu relacionamento com ele. Me desculpe por forjar a traição, mas eu te queria. Como te quero agora. Contei aos nossos pais sobre a minha ideia, e eles concordaram. A razão que fiz tudo aquilo é por que eu te amava. E eles – nossos pais - sempre souberam disso!
            A cada dia que passava eu te amava mais e mais, mas você não sentia o mesmo. Eu sempre soube que você me achava arrogante a metido a besta. Não sou idiota! (Ou não era.). Aos poucos fui percebendo que você odiava aquela situação. Então comecei a fingir que também não gostava. Entre bancos e barrancos começamos a nos dar bem de certa forma. Completamos quatro anos de casado, e eu descobri que tinha uma doença no coração. Arritmia Cardíaca. Acredito que você já saiba disso nessa altura do campeonato. Cheguei a casa naquele dia e te encontrei sentada no sofá assistindo TV. Percebi naquele momento que você nunca havia experimentado minha famosa lasanha. Fiz o teste com você te perguntando o que queria jantar, e você me surpreendeu dizendo “- Lasanha.”. Eu fiz o jantar com um sorriso bobo no rosto. E quando - depois das três garrafas de vinho que tomamos- fomos para o quarto e fizemos amor pela primeira vez, eu não pensei duas vezes e disse o que eu sentia. Você fingiu não ouvir. E no dia seguinte eu vi que havia sido um erro. Um erro gostoso, mas mesmo assim um erro. Você não me amava... Mas agora sei que você me ama sim!
Comecei a ser o mais grosso possível para ver se conseguia tirar você do meu coração e da minha mente. Foi em vão. Tudo fazia me lembrar de você. Comecei a ficar possessivo sem perceber. Descobri que você havia um amante seis meses depois. Eu precisava ver você, sem você me perceber. Eu te seguia alguns dias da semana durante meus horários livres. E te vi várias vezes com ele. (Não direi o nome dele, porque não quero estragar essa carta.). Eu sentia inveja dele. E sempre arrumava uma desculpa pra você deixar ele na mão (literalmente!).
Descobri que meu coração estava mais frágil há um mês. Doutor Rafael me implorava para fazer a cirurgia, mas eu nunca quis. Seria bom se eu morresse e você ficava livre de nosso acordo, e ficava com seu amante. Mas eu fiquei com raiva, muita raiva quando eu soube que você havia voltado a se encontrar com ele depois de três meses sem o ver. Fiquei com ódio mortal de vocês dois.
O jantar seria o melhor lugar pra colocar tudo sobre a mesa. E foi que fiz. Descobri que os pais de Austin eram sócios de outra empresa, mas não moram em NY. Ficamos próximos, e enviei o convite para o evento. Eles não recusaram. O filho, eu mandei convidarem logo após você ter saído do apartamento de sua amiga onde vocês se encontravam. É um belo jeito de se encontrarem, eu não descobriria tão fácil. Como descobri não vem ao caso... Mas como eu já morri, não tem nada demais eu contar que tinha um investigador profissional sempre ao meu dispor. Você não pode me bater mesmo!
Espero que não esteja brava comigo, porque tudo que eu fiz tinha alguma razão.
Chegamos ao divórcio. Eu nunca imaginei que te pediria o divórcio, mas acredito que quem começa com algo, tem que terminar. Eu quis terminar, porque não aguentava mais ver você me odiando. Eu via isso. E sabia que seria melhor se você vivesse sem mim. Minha morte nunca chegava, parecia uma eternidade. Por isso que pedi o divórcio. No dia seguinte, tive uma consulta e meu coração estava pior. Também, eu havia aberto mão do meu bem mais precioso... Você!
Desculpe por contar tudo em uma carta, mas daria tempo.
Cada minuto que passei ao seu lado valeu a pena. Lembra-se disso.
Agora, neste momento, eu só consigo pensar se algum dos meus espermatozoides te fertilizou, porque seria um sonho ter um Nicholas ou uma Gabriela com você. Sei que meu tempo está acabando (acabei de voltar do médico) e sei que a viagem pode piorar a doença, mas vou me arriscar. Só quero que você saiba que eu sempre te amei... E sempre vou te amar!

PS: Queria contar tudo isso a você em Paris... Mas cai em mim e percebi que você não faria uma viagem romântica comigo nem em pensamento. E eu te compreendo. Eu também não viajaria comigo! Percebe-se que sou bem mais legal com a escrita do que com a fala. Isso se chama medo! Eu sempre tive medo de me abrir com você.

Me perdoe por tudo.
Não se esqueça de que eu te amo.
Cuide de nosso Nicholas/Gabriela. (#sonho).
Se cuide!
Estarei sempre por perto... Eu sempre vou te amar”

- Zachary David Alexander Efron







Fim.

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E é isso pessoal! 
Amor por obrigação deve fim...
Logo volto a postar a fanfic de músicas.
Espero que vocês tenham gostado da mini fanfic!
- L

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Amor por obrigação (Parte4)

          
- Zac!
Ela o chamou assim que chegou ao closet. Ele estava terminando de fechar a segunda mala e a encarou.
            - Que foi? – ele perguntou rude.
            - Precisamos conversar!
            - Sobre o divórcio? – ela não respondeu – Não se preocupe! Você não ficará desabrigada, e sempre terá dinheiro em sua conta. Poderá ficar aqui, eu saio sem nenhum problema!
            - Há um problema! – ela disse se aproximando dele que estava em pé a fitando.
            - Qual o problema? – ele riu – O valor da mesada? – ela fechou os olhos. – Podemos...
            - Eu te amo! – ela sussurrou e ele se calou. Ela abriu os olhos e deixou uma lágrima cair – Não vá embora, eu sei que sempre fui uma péssima esposa, sei que você não precisa me perdoar pelos meus erros, mas eu te peço... Não vá embora, fica comigo!
Zac a encarava sem reação alguma. Ela estava tão próxima de si, que foi inevitável ficar abalado com o cheiro do perfume dela exalando pelo closet. Ele olhou as malas sobre o Puff, a encarou novamente e fechou os olhos. Precisava pensar, e para ele nada mais era mais propenso para alimentar a mente do que a escuridão. Ficou ali parado com os olhos fechados por alguns minutos, sem dizer nenhuma palavra.
            - Você não vai dizer nada?
Ele abriu os olhos ao ouvir a voz doce de Vanessa. Ela ainda estava na sua frente lhe encarando com receio. Zac percebia nos olhos cor avelã da esposa o medo e a insegurança. Ele acariciou o rosto dela com uma de suas mãos, enquanto a outra ele a envolvia pela cintura.
            - Há quanto tempo você sabe que me ama? – ele perguntou.
            - Faz mais de um ano que eu te amo, mas só hoje que eu consegui confessar para mim mesma!
Zac sorriu com a resposta. Ela o envolveu pela cintura e o abraçou. Ela nunca o tocava. Nunca! Ele segurou a cabeça dela entre suas mão ao se separarem do abraço, se beijaram como nunca haviam se beijado. O sentimento era recíproco. E Vanessa não se sentia com tanta insegurança como antes.
            - Eu tenho que ir! – Zac disse ao se separarem.
            - Você ouviu o que eu disse? – ela perguntou e ele riu.
            - Eu tenho uma semana de reuniões e palestras em Los Angeles.
            - Você não estava me abandonando? – ela disse o encarando.
            - Não! Ainda não! – ele disse e ela o beijou novamente.
            - Fica comigo? – Vanessa o encarou com um olhar suplicante – Pelo menos hoje?!
            - Eu tenho que trabalhar! – ele disse a ela.
            - Qual é! Você nunca tira férias? – ele riu e ela se lembrou da conversa com seu pai sobre Paris. – Você pode ir amanhã para Los Angeles! – ela deu a sugestão sorrindo.
            - É... Talvez eu possa!
***
Ashley estava na cozinha fazendo companhia para Dorota. Ambas estavam roendo as unhas de curiosidade. Queriam saber o que estava acontecendo entre os dois. Fazia uma hora em que Vanessa havia chegado a casa, e subido para falar com Zac. Depois disso nenhum sinal dela. E nem dele.
            - Será que estão brigando? – Ashley perguntou.
            - Não! Nós já teríamos ouvido gritos e coisas se quebrando! – Dorota acalmou Ashley.
***
Zac e Vanessa estavam sentados um do lado do outro na beirada da cama na suíte do casal. Vanessa encarava Zac que estava com cabeça abaixada, com cotovelos apoiados em sua perna.
            - Você não vai dizer nada né?! – ela riu. Ele levantou a cabeça e olhou para o horizonte além da porta de vidro que dava acesso a varanda do quarto.
            - Eu não tenho o que dizer!
            - Me conte de Paris! – ele a encarou.
            - Quem lhe contou? – ela levantou a sobrancelha – Seu pai, quem mais!
            - O que faríamos em Paris?
            - Nada Vanessa... Nós não faríamos nada!
Ela percebeu que ele não queria conversar. Ele queria ficar em silêncio. Apenas isso. Ela se levantou e saiu do quarto deixando ele a sós. Desceu as escadas e foi em direção à cozinha, onde encontrou Ashley e Dorota a encarando.
            - Que foi? – ela perguntou.
            - O que aconteceu? – Ashley disse – É isso que queremos saber!
            - Ele está pensando – ela sorriu – É muita coisa pra processar! E Dorota... – ela encarou a empregada – Ele não estava fazendo as malas pra ir embora.
            - Não? – Dorota se surpreendeu.
            - Não. Ele tem uma semana de reuniões e palestras em Los Angeles, por isso as malas.
Como não havia nada para as três fazerem, ela começaram a preparar a receita de um bolo de chocolate. Trinta minutos depois de colocarem no forno, o bolo estava totalmente assado, e começaram a cobri-lo com a cobertura. Quando estavam quase no fim, se surpreenderam ao ver Zac na porta da cozinha.
            - Preciso conversar com você!
Vanessa assentiu, e soltou os granulados que estavam em sua mão em um prato. Ela limpou a mão no pano de prato, sorriu para a amiga e serviçal, e seguiu Zac até o quarto.
Quando ela entrou no quarto, ele trancou a porta e a encarou. Vanessa ficava o encarando de volta, até que a surpreendeu e a beijou com força, puxando os cabelos dela com força. Vanessa não recuou, o beijou com volúpia como resposta. Os toques eram mais suplicantes. Os beijos mais emergentes. Zac a encarou, e ela começou a desabotoar a camisa branca dele. Em seguida, ele colocou as mãos sobre as coxas dela, e com rapidez tirou o vestido de tecido leve que ela usava. Vanessa se livrou de seus tradicionais Loubotin, assim como ele se livrou de seu Manolo Blahnik. Segundos depois, já estavam na cama, um sobre o outro. E assim, num piscar de olhos estavam completamente nus fazendo amor.

Vanessa suspirava. Olhou para o relógio de cabeceira, e percebeu que fazia três horas que estavam trancados no quarto. Ela encarou Zac que estava com os olhos fechados, ela não tinha certeza se ele estava dormindo. Haviam acabado de transarem pela terceira vez. Vanessa estava ofegante, e sentia o ritmo do coração de Zac acelerado.
            - Acho que seu coração vai explodir! – ela brincou e ele abriu os olhos.
            - Quem sabe! – ele respondeu com brincadeira.
            - Você vai para Los Angeles? – ela perguntou mudando de assunto.
            - No voo da meia noite! – ele respondeu rindo.
            - Quer comer bolo? – ela perguntou apoiando o queixo no peito dele.
            - Só se for agora!


quarta-feira, 23 de julho de 2014

Amor por obrigação (Parte3)

           
- Bom dia Sra. Efron!  - Dorota sorriu ao ver Vanessa na cozinha.
- Bom dia! O Zac já saiu?
- Sim Sra. O Sr. Efron saiu logo que o dia começou. Me pediu para lhe entregar isso!
Vanessa fitou o envelope cor pardo tamanho A4 que estava em suas mãos. Ao abrir, respirou fundo ao ler as primeiras palavras e percebeu que se tratava dos papéis do divórcio.

            - As dores passaram?
            - Não... Elas estão mais fortes agora! – Zac respondeu.
            - Não temos mais o que fazer. A única solução do seu problema é a cirurgia...
            - Sem cirurgia! – Zac disse interrompendo seu médico.
            - Alguém sabe da sua doença?
            - Apenas um amigo!
            - Você precisa parar de beber! – Zac riu
            - A bebida não me faz mal!
            - Pro seu coração faz. – o Doutor o encarou – Se você quer estar vivo para ver seus filhos crescerem, eu suplico que você faça a cirurgia e pare de beber – Zac se levantou.
            - Eu não vou ter filhos! – ele sorriu - Sabe porque? – o médico meneou a cabeça em negativo – Porque vou morrer antes! – ele riu ao se aproximar da porta - Bebida sempre, cirurgia nunca!
            - Isso é uma bomba atômica Zac! – o médico o repreendeu.
            - Eu quero mais é que ela exploda!
***
            - Como foi o jantar de ontem? – Scott perguntou ao ver Zac indo para sala da presidência.
            - Foi bom! – Zac sorriu.
            - Transou?
            - Claro que não! – Zac riu enquanto sentava em sua cadeira.
            - Você devia aproveitar sua linda e sexy esposa...
            - Que não me ama! – Zac completou e Scott se calou – Vamos trabalhar!
As horas se passaram, Vanessa estava a espera de Zac para o almoço, mas ele não deu as caras, nenhum sinal dele. Se assustou ao ouvir o toque do celular e atendeu sem ver quem era.
            - Zac?! – ela perguntou esperançosa.
            - Não... Austin! – ela ouviu.
            - Estou sem tempo agora Austin!
            - Tempo pra ele você tem! Quando Ashley diz que você o ama, eu tento acreditar que ela é louca, mas a cada minuto que passamos juntos eu vou confirmando aos poucos essa teoria.
            - Eu não o amo, apenas é...
            - Ele é seu marido – Austin disse a interrompendo – Você tem todo o direito de amá-lo. Você o ama assim como ele a ama!
***
            - Austin tem razão!
            - Pelo amor de Deus Ashley! – Vanessa bufou – Eu não o amo!
Vanessa estava em um bistrô com a amiga. As palavras de Austin haviam ficado em sua cabeça, e decidiu pensar na questão. Era meio da tarde e ela estava colocando os últimos cinco anos de sua vida na mesa.
            - Vocês vivem juntos, dava na cara que uma hora iria rolar sentimento!
            - Ele nunca demonstrou que me ama! – Vanessa disse.
            - Qual é Vanessa! Ele sempre lhe dá presentes em todas as datas comemorativas, até no dia das crianças. – Ashley riu – Nunca lhe faltou nada durante o tempo que estão juntos, você vai a festas que só entra gente seletiva. Você sempre diz que ele sempre está a noite em casa, já parou pra pensar que ele nunca te traiu mesmo sendo um casamento de fachada?
            - Ele pode ter tido relações durante o dia! Ele não é santo!
            - Longe disso, ele é apaixonado! E sim, ele poderia ter relações durante o dia, mas eu lhe pergunto em que momento? Eu acredito que ser o presidente da maior multinacional do país tenha muito trabalho pra fazer. – Ashley levantou a sobrancelha.
            - Okay! – Vanessa disse – Mas nunca aconteceu nada entre a gente? Ele pode ser gay!
            - Pelo que me lembro você teve a resposta para essa pergunta há um ano atrás.
            - Tudo bem – Vanessa se deu por vencida – Ele não é gay!
            - Você transou com o cara que é seu marido, não é um problema, mas achar que ele é gay? Você é doente Vanessa Efron! – Ashley zombou da amiga – Como foi?
            - Como foi o que?
            - Não se finja de desentendida! Como foi a transa?
            - Normal, tirando o fato de estarmos bêbados.
            - E tirar o fato que ele é o cara mais sexy de toda a América. – Ashley disse.
            - Ele havia chegado em casa com uma cara de desanimo, me encarou no sofá e perguntou se eu queria jantar com ele, já que sempre jantávamos juntos, mas ele me surpreendeu ao me perguntar o que eu queria comer, eu respondi receosa “- Lasanha”. Ele riu e foi pra cozinha de terno e tudo. Meia hora depois ele disse que estava pronto e que podíamos comer. A lasanha acabou em menos de dez minutos, assim como o vinho que tomávamos. Ele pegou outra garrafa, que se esvaziou rapidamente.
            - Quantas garrafas vocês beberam? – Ashley perguntou curiosa.
            - Não sei ao certo... Mas acredito que foi três ou quatro! – ambas riram – Depois fomos assistir TV, não estava passando nada de bom, então começamos a conversar, e em seguida. – ela se calou.
            - Vocês se beijaram!
            - Ele me beijou! – Vanessa disse – Depois do beijo ele deixou escapar as três palavras mágicas.
            - Quais?
            - Eu te amo! – Vanessa fitou sua mão sobre a mesa – Fomos para o quarto, e quando percebi já estávamos nus. No dia seguinte, ele não disse nada a respeito do que havíamos feito, e foi assim todos os dias deste então.
            - Aí você começou a transar com Austin! – Ashley a lembrou.
            - Eu sentia tesão sempre que olhava Zac, independente do que ele estava fazendo, eu me sentia atraída por ele, e eu pensava como seria bom se ficássemos bêbados todos os dias, se esse fosse o modo de ficarmos juntos novamente! – seu celular começou a tocar – É o número de casa!
            - Atenda logo... Vai que é seu marido bêbado!
Vanessa riu com a observação de Ashley, mas perdeu o riso quando ouviu o que Dorota tinha a dizer. Ela desligou em seguida, e encarou a amiga.
            - Ele está indo embora!
            - Como assim?
            - Dorota viu que ele havia chegado, e quando subiu para ver se ele precisava de algo, ela o encontrou no closet fazendo duas malas grandes!
            - Vamos pra lá pra vocês conversarem! – Ashley disse se levantando.
            - E vou falar o que? – Vanessa perguntou ainda sentada.
            - Que você o ama!

terça-feira, 22 de julho de 2014

Amor por obrigação (Parte2)

            - Feliz aniversário! – Gina disse ao abraçar a filha.
- Você também lembrou?! – ela sussurrou.
- Como? – Gina não entendeu.
- Nada!
Estavam no magnifico salão de festas do famoso Palace Hotel. Ali se encontravam as pessoas mais importantes da sociedade elite de Nova York. Políticos, empresários, secretários... Todos presentes!
            - Você esqueceu? – Gina a encarou com reprovação
            - Não sou boa com datas, e é um casamento de fachada.
            - Você fez de propósito!
Vanessa encarou a mãe com raiva, como assim ela tinha feito de propósito? O que isso quer dizer?
Sentiu uma mão pela cintura e deparou com Zac ao seu lado.
            - Boa noite Senhora Hudgens, tenho que roubar sua filha por um momento! – ele sorriu
            - Ela é sua mulher, faz o que bem entender!
Gina saiu deixando o casal a sós no meio das pessoas ao redor. Vanessa riu ao perceber o brilho dos olhos de sua matriarca quando seu marido chegou. Ela o encarou.
            - O que você fez pra sua mãe? – Zac perguntou.
            - Porque veio atrás de mim?
            - Somos casados, não é bom que vejam nós separados!
            - Estou pouco me lixando – Vanessa respondeu.
            - Olhe o palavreado amorzinho! – Zac a encarou e ela estremeceu.
Vanessa tinha medo de Zac em várias vezes, ele era fechado e calado, não dizia nada, e quando a encarava sério, parecia estar consumido por raiva e ódio, isso a fazia estremecer.
            - Quero lhe apresentar um casal – ele disse.
            - Não vamos falar com seus pais? – ela disse já caminhando ao lado dele.
            - Eu já conversei com eles.
Zac respondeu. Desfiaram de algumas pessoas, e deram mais alguns passos para chegarem ao casal.
            - Vanessa esses são o Sr. e Sra. Butler! – ele sorriu.
            - É um prazer conhece-la – a senhora loira lhe cumprimentou.
            - Zac fala pouco, mas desse pouco é muito sobre você! – o marido cumprimentou-a.
            - É um prazer conhecer vocês também! – ela disse sorrindo.
            - E é claro – Zac disse – O filho deles, Austin Butler!
Ela gelou ao perceber que sim, os Butler eram os pais de Austin. Assim ela assimilou o desconforto que sentiu ao conhecer o casal. Austin a encarava com um sorriso no rosto e com a mão estendida.
            - Prazer Vanessa! – ele disse e ela lhe cumprimentou.
            - Com licença – ela disse – Eu preciso ir ao toalete! - Vanessa saiu rapidamente daquele círculo que Zac a colocou. Enquanto ele sorria aos novos colegas encarando Austin como todo seu ódio.
            - Um brinde – ele disse levantando a taça – A verdadeira felicidade!
***
Vanessa ouviu o sinal que dizia que o jantar estava servido. Ela respirou fundo e encarou seu reflexo no espelho. Respirou mais uma vez e saiu. Percebeu que Zac a esperava no fim do corredor de acesso ao grande salão. Ele estava sério, mais sério do que antes, de um jeito que ela jamais viu.
            - Pensei que tinha ido embora. – ele disse assim que ela se aproximou.
            - Porque eu iria? – ela sorriu falsamente tentando passar tranquilidade o que o fez rir.
            - Não sei como é ficar no mesmo lugar com sua família e seu amante – ela o encarou – Eu sei, não precisa fazer essa cara de assustada. – ele riu.
            - Zac... – ela tentou se desculpar.
            - Seu lugar na mesa é entre sua mãe e a minha. – ele disse mudando de assunto.
            - Como assim?
            - Depois me diz como foi o jantar! – ele a encarava – Essa noite pra mim já acabou!
Ele deu as costas para Vanessa e caminhou até a porta de entrada. Vanessa o seguiu, e o viu entrar no carro onde o motorista já estava à espera. O carro arrancou logo em seguida. Ela voltou para dentro do salão sabendo que não tinha outra saída, a não ser honrar com o nome da família e participar do jantar.
***
            - Zac falou com você?
Greg perguntou com um sorriso no rosto. Estavam de volta ao grande salão após o jantar.
            - Sobre o que? – ela disse.
            - Sobre vocês dois! – Greg disse como se fosse óbvio – Ele me procurou pedindo se eu assumisse a empresa durante duas semanas pra vocês irem a Paris.
            - Paris? – ela disse incrédula.
            - Ele não te contou? – Greg olhou ao redor – Cadê ele afinal?
            - Se sentiu mal e foi para a casa antes mesmo do jantar. – ela o respondeu.
            - E o que faz aqui?
            - Como assim?
            - Devia estar com seu marido e não em uma festa!
Vanessa seguiu as palavras do pai. Despediu-se dele com um beijo na face, pegou seu casaco e sua bolsa e saiu pela porta, se surpreendeu ao ver o motorista ali. Ela sorriu deixando o pensamento de que Zac a deixaria a pé por vingança evaporar.
Minutos depois de entrar no automóvel, Vanessa já estava em casa. Sã e salva. Ela abriu a porta principal da casa e ao fechar olhou para sua direita, a sala. Zac estava sentando no sofá, do mesmo jeito de antes de saírem, mas agora estava sem o blazer e a gravata borboleta estava em volta do pescoço desfeita. Ela se aproximou e sentou ao seu lado. Ele bebia mais uma dose de seu uísque predileto, ela pediu um gole, e ele não recusou, ela bebeu o restante do liquido âmbar.
            - Eu adoro esse uísque! – ela disse ao ver o copo vazio.
            - Então é você que bebe meu uísque quando não estou em casa?! – ele diz com a sobrancelha levantada, ela sorri como resposta.
            - As vezes! – disse por fim – Pra aliviar a tensão!
            - De ser casada comigo! – ela percebeu a magoa pela voz dele.
            - Zac... – ela tentou se desculpar pela segunda vez.
            - Não tem problema! – ele disse a interrompendo – Eu termino isso pra você! – ele ficou de pé.
            - O que quer dizer?
            - Eu quero o divórcio! – ele disse a encarando.