sexta-feira, 25 de julho de 2014

Amor por obrigação (Final)

           
            - Eu não estou me sentindo bem!
            - Só falta dizer que está grávida do Zac? – Ashley disse – Seria tão legal e mostraria que ele acerta de primeira! – Vanessa a encarou – Ou na segunda, terceira... Quantas vezes foram?
            - Cinco!
As amigas estavam rindo. Vanessa estava na loja de Ashley, uma das boutiques mais glamorosas de Nova York. Faltava apenas um dia para que Zac voltasse para casa. Vanessa e ele conversavam por horas durante os seis dias que passaram distantes, e sempre se despediam com um “Eu te amo”.
            - Eu sinto falta dele – Vanessa disse e Ashley a encarou largando a peça na arara a sua frente – A chatice dele faz falta! – elas riram.
            - Amanhã ele estará aqui e você poderá matar a saudade com mais cinco vezes!

No dia seguinte...
            - A senhora tem que comer!
            - Não dá! – Vanessa dizia – Sem chance!
            - O que está acontecendo aqui?
Vanessa se surpreendeu ao ouvir a voz da sogra. Ela nunca ia até a casa deles. Nunca mesmo. Dorota começou a explicar que Vanessa não queria comer, e já vinha se alimentando mal há alguns dias.  A senhora Efron, ou apenas Starla, tentava a convencer a se alimentar pelo menos um pouco. Vanessa comeu três fatias da panqueca que estava em seu prato, mas correu para o banheiro cinco segundos depois. Ela se trancou em seu quarto não queria ver a sogra tão cedo após ter vomitado. Ela encarou a gaveta da bancada do banheiro, abriu e tirou de lá os três testes de gravidez que havia comprado no dia anterior. Fez cada um deles. Eram de marcas diferentes. Era esse modo que ela confiaria se os testes estavam dizendo a verdade ou não. Eram necessários cinco minutos para o resultado. Aos três minutos o telefone tocou. E em cinco ela olhou os três palitinhos. Ouviu um toque na porta.
            - Sra. Efron temos que dar uma saída!
            - Já estou indo Dorota!
Ela verificou novamente o resultado. Suspirou. Colocou os testes dentro da gaveta. E saiu indo ao encontro de sua sogra e Dorota que a olhavam intrigada.
            - O que aconteceu? – ela perguntou com um sorriso no rosto.
            - A Sra. vai ter que ser forte! – Dorota disse.
            - Zac sofreu acidente! – Starla disse com olhos marejados.
***
Vanessa estava sentada no chão do corredor. Estava sozinha com seus pensamentos. A vida é curta, todos dizem isso, mas ninguém sabe o quando é o curto. Zac havia morrido há duas horas. Foi trazido para o hospital por causa de um acidente de carro que não teve feridos. Mas com o ocorrido ele teve um infarto fulminante, sem chance de sobrevivência. Há uma hora e meia Vanessa sabia que estava viúva, o mesmo tempo em que ela sabia que estava grávida. Ela teria um filho dele. Mas ele jamais saberia!
            - Vanessa!
Ela viu Ashley a chamar. A amiga se aproximou e sentou ao seu lado, lhe abraçou. Não disse mais nada.
            - Eu tenho que te contar uma coisa – Vanessa disse com a voz embargada.
            - Eu sei que está sendo difícil para você, e acho melhor não dizer nada agora. – Ashley disse.
            - Eu estou grávida Ashley. Eu vou ter um filho do homem que eu amo!
***
Dias depois do acontecimento fatal Ashley perguntou a Vanessa se havia alguma chance do filho ser de Austin e não de Zac, mas ela negou, afirmou que sempre se protegeu com Austin e com Zac não. Ela tinha certeza absoluta. E para ninguém desconfiar que o filho não fosse de Zac, ela se abriu e contou toda a história entre ela e Austin para as duas famílias. E eles a perdoaram, porque sabiam que ela nunca quis um casamento de fachada. Eles a respeitaram!
Após a missa de sétimo dia que todos participaram, se reuniram e foram para um almoço na casa de Vanessa. Ela estava no escritório da casa. Era onde ela se sentia mais próxima de Zac. Ela simplesmente sentada no sofá e chorava por horas sentindo a falta dele. Descobriu da pior maneira que ele tinha Arritmia Cardíaca. E ele sabia e negou a cirurgia. Ela sentiu raiva dele por isso.
            - Oi Vanessa! – ela ouviu alguém a chamar e sorriu ao ver que era Scott, amigo de Zac.
            - Oi Scott! – ela sorriu – Todos estão na área externa – ela o informou.
            - Eu sei... Eu precisava entregar essa carta pra você – ele estendeu o envelope branco – Zac me pediu que entregasse quando fizesse uma semana de sua morte – ela o encarou – Ele era louco! – ele sorriu sem graça - Eu sempre soube da doença. Era a única pessoa que sabia. Tentei convencê-lo de tantas formas para fazer a cirurgia, mas ele nunca me ouviu. Ele ouvia você.
            - Eu não entendo! – ela disse.
            - Você o desprezava, e o tratava mal. Ele dizia pra que viver se você não o amava!
            - Mas eu o amo! – ela disse entre lágrimas.
            - Era tarde demais. Ele ficou louco quando você disse que o amava – Scott sorriu – Lembro que ele foi para Los Angeles apenas no dia seguinte ao meio dia...
            - Dia seguinte? – ela perguntou sem entender.
            - Ele mentiu pra você... Ele passou o restante da noite em meu apartamento, de manhã foi conversar com o médico, fizeram exames, e o doutor disse que se abrisse o peito dele ele não aguentaria. Estava mais fraco, muito mais fraco que dois dias antes. A cirurgia seria a pior coisa naquele momento!
            - Obrigado por me contar isso! – Vanessa sorriu.
            - Leia a carta... Ele escreveu antes de ir para Los Angeles. Você terá uma bela surpresa!
Vanessa sorriu, e segurou firme o envelope em sua mão. Olhou para o porta-retrato sobre a mesa. Era a foto de seu casamento, e viu o sorriso verdadeiro nos rostos de ambos. Como aquilo era possível? Nem ela sabia. Abriu o envelope, e retirou a página dobrada ao meio. Respirou fundo.

“Querida Vanessa,

Eu imagino o que esteja passando em sua cabeça. Como ele sabia que iria morrer? Todos nós sabemos que vamos morrer, mas não sabemos o dia. Mas acho que o meu dia chegou!
Essas palavras podem ser duras e pode até te machucar, mas você me conhece e sabe como eu sou.
Perdoe-me pelas grosserias. Perdoe-me de verdade. Você diz que errou, mas eu errei em várias vezes. A primeira vez foi quando eu dei a ideia do casamento. Okay. Eu sei que essa é a parte que você me odeia.
Eu sou apaixonado por você destes os meus quinze anos. Sinta-se honrada por isso. Ninguém me encantou como você foi capaz. Eu sonhava como seria bom ter você ao meu lado a cada dia, a cada vitória. Se eu passei um pouco dos limites, peço desculpas novamente! Nossos pais estavam conversando sobre fazer a união das empresas, mas alguns acionistas eram contra. Na época eu tinha 18 anos, e pensei em como dizer que uma união estável era o melhor para os negócios. Comecei a trabalhar com meu pai e ficar a par dos negócios. Aos 20 eu te venerava, e não conseguia sequer olhar para você com aquele seu namorado francês. Fiz ele ser pego em uma “traição”. E você terminou seu relacionamento com ele. Me desculpe por forjar a traição, mas eu te queria. Como te quero agora. Contei aos nossos pais sobre a minha ideia, e eles concordaram. A razão que fiz tudo aquilo é por que eu te amava. E eles – nossos pais - sempre souberam disso!
            A cada dia que passava eu te amava mais e mais, mas você não sentia o mesmo. Eu sempre soube que você me achava arrogante a metido a besta. Não sou idiota! (Ou não era.). Aos poucos fui percebendo que você odiava aquela situação. Então comecei a fingir que também não gostava. Entre bancos e barrancos começamos a nos dar bem de certa forma. Completamos quatro anos de casado, e eu descobri que tinha uma doença no coração. Arritmia Cardíaca. Acredito que você já saiba disso nessa altura do campeonato. Cheguei a casa naquele dia e te encontrei sentada no sofá assistindo TV. Percebi naquele momento que você nunca havia experimentado minha famosa lasanha. Fiz o teste com você te perguntando o que queria jantar, e você me surpreendeu dizendo “- Lasanha.”. Eu fiz o jantar com um sorriso bobo no rosto. E quando - depois das três garrafas de vinho que tomamos- fomos para o quarto e fizemos amor pela primeira vez, eu não pensei duas vezes e disse o que eu sentia. Você fingiu não ouvir. E no dia seguinte eu vi que havia sido um erro. Um erro gostoso, mas mesmo assim um erro. Você não me amava... Mas agora sei que você me ama sim!
Comecei a ser o mais grosso possível para ver se conseguia tirar você do meu coração e da minha mente. Foi em vão. Tudo fazia me lembrar de você. Comecei a ficar possessivo sem perceber. Descobri que você havia um amante seis meses depois. Eu precisava ver você, sem você me perceber. Eu te seguia alguns dias da semana durante meus horários livres. E te vi várias vezes com ele. (Não direi o nome dele, porque não quero estragar essa carta.). Eu sentia inveja dele. E sempre arrumava uma desculpa pra você deixar ele na mão (literalmente!).
Descobri que meu coração estava mais frágil há um mês. Doutor Rafael me implorava para fazer a cirurgia, mas eu nunca quis. Seria bom se eu morresse e você ficava livre de nosso acordo, e ficava com seu amante. Mas eu fiquei com raiva, muita raiva quando eu soube que você havia voltado a se encontrar com ele depois de três meses sem o ver. Fiquei com ódio mortal de vocês dois.
O jantar seria o melhor lugar pra colocar tudo sobre a mesa. E foi que fiz. Descobri que os pais de Austin eram sócios de outra empresa, mas não moram em NY. Ficamos próximos, e enviei o convite para o evento. Eles não recusaram. O filho, eu mandei convidarem logo após você ter saído do apartamento de sua amiga onde vocês se encontravam. É um belo jeito de se encontrarem, eu não descobriria tão fácil. Como descobri não vem ao caso... Mas como eu já morri, não tem nada demais eu contar que tinha um investigador profissional sempre ao meu dispor. Você não pode me bater mesmo!
Espero que não esteja brava comigo, porque tudo que eu fiz tinha alguma razão.
Chegamos ao divórcio. Eu nunca imaginei que te pediria o divórcio, mas acredito que quem começa com algo, tem que terminar. Eu quis terminar, porque não aguentava mais ver você me odiando. Eu via isso. E sabia que seria melhor se você vivesse sem mim. Minha morte nunca chegava, parecia uma eternidade. Por isso que pedi o divórcio. No dia seguinte, tive uma consulta e meu coração estava pior. Também, eu havia aberto mão do meu bem mais precioso... Você!
Desculpe por contar tudo em uma carta, mas daria tempo.
Cada minuto que passei ao seu lado valeu a pena. Lembra-se disso.
Agora, neste momento, eu só consigo pensar se algum dos meus espermatozoides te fertilizou, porque seria um sonho ter um Nicholas ou uma Gabriela com você. Sei que meu tempo está acabando (acabei de voltar do médico) e sei que a viagem pode piorar a doença, mas vou me arriscar. Só quero que você saiba que eu sempre te amei... E sempre vou te amar!

PS: Queria contar tudo isso a você em Paris... Mas cai em mim e percebi que você não faria uma viagem romântica comigo nem em pensamento. E eu te compreendo. Eu também não viajaria comigo! Percebe-se que sou bem mais legal com a escrita do que com a fala. Isso se chama medo! Eu sempre tive medo de me abrir com você.

Me perdoe por tudo.
Não se esqueça de que eu te amo.
Cuide de nosso Nicholas/Gabriela. (#sonho).
Se cuide!
Estarei sempre por perto... Eu sempre vou te amar”

- Zachary David Alexander Efron







Fim.

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E é isso pessoal! 
Amor por obrigação deve fim...
Logo volto a postar a fanfic de músicas.
Espero que vocês tenham gostado da mini fanfic!
- L

7 comentários:

  1. Aiiii liriane , mais um trauma aaaaaaaaaaa , responde uma coisa?era um menininho ou uma menininha?amei posta logo :'/

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  2. Aii to traumada dinovo,poxa eu ainda tava me recuperando da morte lá da outra
    fic,e tu me mata ele dinovo poxa,chorando muito aqui :'/
    Também quero saber se era um menininho ou menininha hehe
    Parabéns pela história,pq vc tem o dom de fazer com que todo mundo fique vidrado nas suas histórias,acompanhando e querendo sempre mais... Tá perfeito apesar dele ter morrido :'/
    Posta loguinho pq não consigo ficar mais um dia sem ler um capitulo das suas histórias haha
    xoxo ♥♥♥

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  3. Aaai chorando aqui!!!
    Tô viciada na suas histórias , finaal super triste né .. mas super lindaa
    Meninaaaaa to doida pela próxima.
    Beeijos
    Tizz

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  4. Não acredito que ela morreu!! chorando rios aki, ja tinha imaginado tanta coisa que poderia acontecer e em nenhuma delas ele morria kkkkkkkkkkkkkkk mais fazer o que ne?! posta logooooooooo bjss
    ps: a mini fic estava otima

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  5. Por que você faz isso? ;-(
    Estou aqui chorando horrores again.
    Ai que perfeito.
    Eu simplesmente amei essa fic.
    Nunca imaginei que o Zac poderia morrer no final.
    Como disse a Anne, você tem o dom da escrita.
    Pelo amor, não sei quantas vezes já chorei lendo suas fics.
    Você arrasa.
    Posta loguinho
    Bjos

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  6. Ótimo, agora estou chorando feito uma criança!
    OMG essa carta apertou meu coração, e me arrepiou
    a fic foi simplesmente perfeita, é oficialmente a que me fez chorar +
    Ameii...posta logoo

    Xoooxo

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  7. ok,essa é a parte que eu morro de tanto chorar né????
    que fic mais perfeita ♥♥♥
    desculpa ñ ter comentado antes,mas eu estava em um retiro...
    amei amore,posta outra logo,kisses

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