sábado, 23 de agosto de 2014

Saudade Idiota (Lucas Lucco)


- Você ligou e estou aqui!
Vanessa sorriu ao ver Zac abrindo a porta do apartamento. Eram amigos há algum tempo, e passavam juntos todos os tempo livres de ambos.
- O que ela aprontou dessa vez?
            - Acabou! – Zac disse se afundando no sofá – Dessa vez é pra valer!
Vanessa fechou a porta atrás de si, e o seguiu. Colocou sua bolsa e seu casaco na mesa de centro da sala, e sentou ao lado de Zac que estava com a cabeça para trás encostada no encosto do sofá. Ele estava com olhos fechados, e Vanessa sabia que ele estava triste pelo fim de seu relacionamento com Lily.
            - O que aconteceu?
            - Ela pediu um tempo! – Zac a encarou. – O que isso significa?
            - Que ela quer um tempo solteira, para transar com qualquer outro, e depois voltar com você! – Vanessa encarou Zac – Acho que isso!
            - Não sei o que seria de mim sem você! – Zac disse sorrindo.
            - Eu faço as pessoas se sentirem bem, por esse motivo todos me amam!
Vanessa brincava tentando fazer Zac sorriu mais uma vez. Durante a conversa, a porta do apartamento se abriu ferozmente, surgindo um casal em pleno amasso.
            - Desculpa! – Scott, companheiro de Zac no apart disse ao perceber que havia pessoas em casa – Não vai acontecer novamente!
            - Oi Nessa! – a garota que estava com Scott disse.
            - Oi Ash! – Vanessa sorriu.
Ashley e Scott seguiram rumo a escadas acima. Zac encarou Vanessa novamente que sorriu sem graça.
            - Eles estão bem! – Zac disse. – Passa a noite aqui?
            - Só se jogarmos vídeo game?! – Zac sorriu.
            - Está no meu quarto.

            - Ganhei! – Vanessa disse – Pela terceira vez consecutiva!
Vanessa estava de pé sobre a cama de Zac comemorando, enquanto ele ria presenciando a felicidade da amiga de anos. Vanessa sentou novamente ao lado dele na cama, e lhe encarou.
            - Como você está se sentindo?
            - Ah! Algumas coisas não passam batido e não são fáceis de ser esquecido. Talvez eu tenha sido apenas uma pessoa qualquer que durou mais que o combinado no jogo que ela inventou.
            - Talvez não tenha sido um jogo?! – Vanessa disse.
            - Estou mal, mas de qualquer forma isso foi um sinal. Ela disse que tudo isso é normal! - Zac riu sarcástico - Pra mim não existe esse lance te dar um tempo. Se ela queria terminar, que terminasse logo.
            - Acredito que ela não estava certa da decisão!
            - Depois me pediu desculpas, dizendo que não foi culpa minha – Zac prosseguiu sem ao menos ouvir as palavras anteriores de Vanessa - Se o tempo é quem cura, ele tá demorando. Sei que faz apenas algumas horas, mas a saudade idiota só aumenta. Que Deus me ajuda por que eu tô pirando. Eu tô pirando! 
            - Deus escreve certo em linhas tortas. – Zac a encarou.
- O número de celular é fácil apagar, as coisas que me deu eu também posso quebrar, mas dentro do meu coração tem fotos e lembranças. Tem saudade espalhada por todo lugar!
- Confie em mim – Vanessa disse sorrindo – Essa dor vai passar, e quando você estiver livre eu vou estar aqui. No seu lado. – Zac sorriu – Literalmente, porque vou dormir na sua cama!
Zac sorriu percebendo o quando sempre precisou de sua amiga. – Passa todas as noites aqui? – Vanessa o encarou e sorriu:
- Se me prometer que vai sempre estar ao meu lado?!
- Eu prometo! – Zac disse. 

sábado, 16 de agosto de 2014

“Cê” topa (Luan Santana)

Dedicado à Leticia Costa e Janaina Costa. As duas luanetes que mais amo ♥ ;)
Que hoje seja especial para nós três. A vitória de uma é de todas! 
- L

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Quando estamos na adolescência é normal temos amores platônicos. Para as meninas, geralmente, são os atores e cantores famosos, que chega a serem seus ídolos pra vida toda, já para os meninos é um pouco diferente, pode ser as famosas “Angels” da “Victoria Secret”, ou até a professora bonitona. Mas quem dera que o meu amor platônico fosse qualquer outra mulher em vez da minha melhor amiga.
Há três anos eu estudo no Urban Colégio, a melhor escola de todo o condado de Los Angeles. Mas pudera, com o preço que os pais pagam, seria quase uma sentença de morte não proporcionar a melhor educação. Estou no último ano. Isso mesmo. Estou me formando.
- Zachary Efron você quer vir explicar a matéria na louça? – a professora de matemática chamou minha atenção – Parece que você já sabe, já que está viajando na maionese aí no fundo.
Eu adoro matemática, mas nunca foi um gênio. E estou um pouco desconfortável em relação a professora Margareth me tirar dos meus devaneios. Meu coração parou quando Vanessa, que se senta na primeira cadeira se virou para me olhar assim como toda a classe. Coisa que acontecia raramente, já que me sento na última carteira.  A professora ainda me encarava.
- Acredito que seja melhor a senhora continuar a explicar – eu disse educadamente.
- Sábia resposta – ela disse – Preste a atenção na aula, por favor!
Professora Margareth voltou à atenção a louça, assim como os alunos, exceto Vanessa que sorriu em compreensão para mim. Eu apenas senti meus lábios se abrindo e esboçando um sorriso de orelha a orelha em resposta a ela, que logo depois voltou à atenção a professora.
Vanessa Anne Hudgens. Apenas ela me faz agir como um bobo, um completo idiota. Acredito que é assim o amor. Ela é a minha melhor amiga, e o meu primeiro amor.
A aula passou rapidamente, para alivio de todos, e logo tocou o sinal pra o intervalo. As pessoas começaram a seguir para a porta, todas ao mesmo tempo, como sempre esperei todos saírem, para somente depois eu me levantar e seguir rumo a fora da sala.
- Demorou hein! – Vanessa disse assim que saí da sala. Ela estava encostada na parede oposta do corredor me encarando com um sorriso em seu belo rosto.
Descemos as escadas juntos e fomos para a cantina, pedimos nossos lanches e nos sentamos em nossa mesa de sempre. Comecei a analisar todos em nossas voltas. Haviam grupinhos de vários tipos, os de apenas meninas, outros de meninos, os nerds, os descolados. Mas havia algumas semelhanças entre todos eles. Todos haviam, pelo menos, um casal entre eles. Casais que não se importavam dos olhares dos outros. Estavam todos abraçados.
- Não vai comer? – Vanessa me perguntou.
- Você já pensou se a gente for um pouco mais ousado?
- O que? – ela me encarou rindo – Do que você está falando?
- Já somos amigos a cinco anos, deste a sétima série. – eu a informei.
- E daí? – ela me encarava enquanto segurava seu sanduíche.
- Já imaginou transformar a nossa amizade em algo mais?
***
Ele estava doido. Essa era a única resposta cabível para aquele momento. Fui salva pelo sinal que tocou logo que ele tocou no assunto “algo mais”. O que quer dizer “algo mais”? Eu nunca quis perder a amizade dele, e não quero perder agora. Ele é o meu melhor amigo, não sei como conseguiria viver nessa escola sem ele ao meu lado.
            - Vamos pra classe! – eu disse me levantando.
            - Eu ainda não terminei de falar!
Zac segurou minha mão, me fazendo parar o movimento. Eu o encarei. Seus olhos estavam da cor mais escura do tom de azul possa ter. Estavam quase negros. Por um instinto eu soltei a minha mão, e subi as escadas, deixando ele para trás.
Quando cheguei à classe, a professora de Sociologia já estava organizando seus materiais sobre a mesa. Ela fez a chamada, mas nada do Zac aparecer na sala de aula. Quando estava começando a ficar preocupada, eu o vi parado na porta.
            - Posso entrar? – ele perguntou a professora que o encarou.
            - Onde estava Sr Efron!
            - Não estava passando bem!
A professora assentiu, e ele entrou e seguiu em silencio até seu lugar de sempre, o último da fileira do meio. Sem perceber eu olhei para trás, para ele, mas não tive nenhuma resposta, mesmo não sabendo quais eram as perguntas. Zac apenas me encarou por um instante, e logo voltou a sua atenção para a louça, sem se importar comigo.
As últimas aulas passaram como vulto. Era a hora de irmos embora. Enquanto guardava meu material, vi que Zac havia sido o primeiro que saiu da sala. O que eu estranhei, é lógico, já que sempre vamos embora juntos. Desci e o encontrei no portão de saída provavelmente a minha espera. Eu sorriu ao ver que ele não havia se esquecido de mim.
            - Pensei que já havia ido embora! – eu disse se aproximando dele.
            - Não seria possível deixar você para trás! – ele sorriu.
Começamos a nossa caminhada de volta para casa, sem perceber estávamos mais próximos do que nunca. Ao chegar à frente da casa dele eu parei, e ele continuou mais alguns passos.
            - Porque você parou? – Zac perguntou me encarando.
            - É a sua casa!
            - Qual é Vanessa?! – ele disse – Eu sempre te levo até sua casa, não vai ser hoje que vamos mudar isso.
            - Eu moro no quarteirão da frente eu posso muito bem ir sozinha.
            - Mas eu não quero que você vá sozinha! – ele disse irritado.
            - Porque não?
            - Simplesmente porque não quero!
            - Me diga uma resposta verdadeira Zachary David Alexander Efron! – eu disse irritada.
            - Por que eu te amo!
Eu ouvi o que eu tanto temia, mas ao mesmo tempo era o que eu queria. Zac encarava o chão, enquanto eu sorria feito uma besta. Eu me aproximei dele e levantei sua cabeça. Ele me olhou envergonhado.
            - Eu também te amo! – eu disse, vendo seu rosto relaxar. – Você queria transformar a nossa amizade em algo mais. O que era esse algo mais?
- Um lindo romance!
- Não estou entendendo? – eu disse surpresa.
- Já parou pra prestar atenção em tudo que a gente faz. – ele disse me encarando - Já somos mais felizes que muitos casais por aí.
- Zac, nós ficamos apenas uma vez. – eu disse o fazendo se lembrar da festa de meses atrás na qual nos beijamos. Mesma festa que fez eu me tocar que o amava de verdade.
- Eu tenho uma proposta pra te fazer! – ele disse.
- Qual é? – eu disse demonstrando um pouco de medo e ansiedade em minha voz.
- Eu, você, dois filhos e um cachorro. Um edredom, um filme bom no frio de agosto!
Eu sorri ao ouvir as palavras ditas por ele. Não resisti e lhe abracei como nunca havia feito antes.
            - “Cê” topa? – ele me perguntou ainda abraçados. Eu o encarei.
            - Com uma condição! – eu disse.
            - Qual? – ele sorriu.
            - Que você continue sempre do meu lado, e que nunca, jamais irá me deixar vir embora sozinha, mesmo quando eu estiver de TPM, mesmo se nós estivermos brigados, porque isso vai acontecer diversas vezes...
            - Eu topo! – ele disse me interrompendo.

Agora eu estava namorando. De verdade. Meu melhor amigo se transformou em meu namorado. Eu sorri para Zac que sorria para mim, e segundos depois colamos nossos lábios. 

domingo, 10 de agosto de 2014

Domingo de manhã (Marcos e Belutti)


Estar há horas no aeroporto e nem sequer saber a hora que seu voo vai decolar, é pior coisa que pode acontecer. É estressante. Estou horas sentado em uma poltrona nada confortável à espera de anunciarem meu voo.  Os voos estão todos atrasados, uns alguns minutos outros em horas. A única coisa que eu queria era estar em casa, longe desse barulho ensurdecedor.
Peguei meu celular para me distrair, discou um número já conhecido, não somente na memória do aparelho, mas sim, em meu coração.
            - Fala. – eu escutei do outro lado da linha.
- Tá com voz de sono, foi mal se te acordei.
- Me acordou sim, você sabe que horas são?
- Não! – eu disse.
- São três da manhã Zac.
- Desligue e volte a dormir. Depois me ligue aqui.
Vanessa desligou na hora. Eu tinha quase toda certeza que ela atenderia assim, nunca se pode interromper o sono de uma mulher, ou de qualquer pessoa. E eu sei que horas são, já que tem um painel a minha frente me mostrando as horas. Eu nem sei o que faria nesse inverno, qualquer coisa que não fosse com ela, me causaria tédio.
Meia hora após falar com Vanessa meu voo foi chamado, e me dirigi rapidamente para a sala de embarque. Ao entrar no avião, guardei minha bagagem de mão, e me sentei. Uma moça (bonita) estava sentada ao meu lado. Percebi que ela me olhava pelos cantos de seus olhos.
            - Oi! – ela disse.
            - Olá! – Eu disse educadamente.
Ela tentou puxar assunto, mas ao perceber que eu só estava dando respostas curtas, ela desistiu. Bom, foi o que eu imaginei.
            - Você é casado, não é?! – eu a ouvi dizer, e lhe encarei.
            - Sou sim! – eu sorri – Como você percebeu?
            - Está me dando respostas curtas e secas, e essa a primeira fez que me olha deste que começamos a conversar, quer dizer, desde que eu comecei a falar.
            - Me desculpe! – eu pedi.
            - Eu entendo! – a moça sorriu – Ela deve ser ciumenta!
            - Não! – eu disse rindo – Ela não é ciumenta, o que acontece é que estou há uma semana fora de casa por causa de compromissos profissionais, e a única coisa que eu quero é chegar logo em casa, e passar alguns dias de sossego com ela, já que eu viajo semana que vem novamente. – eu disse à moça que me olhava intrigada.
            - Ela é uma mulher de sorte!
***
Quando cheguei em casa o dia já havia amanhecido, era sete da manhã e o silêncio reinava no ambiente. Passei pela sala de jantar e fui até a cozinha, tomei um copo d’agua, e me dirigi para as escadas. Ao abrir a porta de meu quarto, encontro ela. Vanessa estava deitada do lado direito da cama. Tirei meus sapatos e me aproximei, deitei ao seu lado lhe abraçando. Fazendo assim ela acordar e me encarar.
- Oi! – ela disse sonolenta.
- Oi! – eu disse lhe beijando na bochecha.
- Não era para você estar aqui Zac – ela disse com voz de sono que sou apaixonado.
- Eu poderia estar no espaço em um módulo lunar – eu brinquei.
- Que chato. – ela disse sorrindo.
- E se eu estivesse velejando num barquinho no caribe?
- Sem mim? – ela me encarou - Deus me livre!
- Poderia estar num hotel mil estrelas em Dubai! – eu disse e ela riu – Mas eu prefiro estar aqui te perturbando, em um domingo de manhã.
- Você é louco!
- Eu prefiro ouvir sua voz de sono, do que ficar em qualquer lugar sem você!
- Porque você gosta tanto de domingo? – ela disse me encarando.
- Não sei – eu sorri – Talvez seja porque é o único dia que posso te admirar de manhã.
- Domingo de manhã – ela disse antes de me dar um beijo – Eu adoro Domingos!
- O que vamos fazer hoje? – eu perguntei a ela.
- Não sei. – ela sorriu – Não tenho a mínima ideia.
- Sabe o que eu sei?
- O que você sabe? - Vanessa me perguntou com seus olhos fechados.
- Que eu te amo!
- É bom saber! - ela sorriu - Eu também te amo!

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Desculpas por não ter postado ontem, mas estou postando agora. rsrsrs
Espero que gostem de mais uma mini fic. Sei que essa não ficou tão boa, mas prometo que vou caprichar na próxima. rsrsr
Até breve, não esqueçam de comentarem!
- L

sábado, 2 de agosto de 2014

O Melhor de Mim (Gusttavo Lima)

Começando as postagens de sábado com o meu xodó ;) rsrsrs
Sou apaixonada pelo Gusttavo Lima, e peço desculpas pras pessoas que não gostam de Sertanejo, mas sou do interior e amo sertanejo, estou avisando porque a maior parte (ou quase todas) das ficções, serão baseadas em músicas desse gênero.
Essa música é uma versão da All for me do John Legend. A melodia, não o enredo.
Espero que a história agrada todos...  Até breve!
- L

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O Melhor de Mim (Gusttavo Lima)

            - Oi!
            - Zac?! – Scott disse ao ver o amigo em sua porta.
Scott conhecia Zac deste a faculdade. Eram grandes amigos, mas ele nunca concordou com as atitudes tomadas por Zac que só vivia na farra com uma garota nova a cada dia, ou melhor, uma garota nova a cada noite!
            - O que aconteceu? –Scott perguntou vendo Zac sentar no sofá.
            - Vanessa descobriu da Alana! – ele disse calmamente.
            - E você diz isso com toda calma do mundo?
Zac se assustou ao ouvir uma voz por trás dele. Quando se virou se deparou com Ashley, melhor amiga de Vanessa e noiva de Scott, vestindo apenas uma camisa do noivo.
            - Bela camisa Ash! – ele disse tentando amenizar a situação.
            - Não faça piada Zac Efron! – ela disse com uma voz grave.
            - Eu estou com medo dela! – Zac disse para Scott. – Acho melhor eu voltar pro meu AP! – ele se levantou.
            - Porque você veio aqui? – Scott perguntou.
            - Eu queria conversar com alguém, mas não queria o Dylan!
            - Você não foi para o seu apartamento porque seu irmão está lá? – Ashley perguntou.
            - É! – Zac respondeu a encarando – Não quero conversar com ele, na verdade não sei nem se ainda quero conversar!
            - Você vem na minha casa às duas da manhã e agora diz que vai embora? – Scott o encarou – Senta aí que vamos conversar!
            - Eu pego o uísque! – Ashley disse.
Zac passou uma hora contando aos amigos o que havia acontecido. Ashley não culpava Zac, e muito menos o chamava de traidor. Ela conhecia Vanessa como a palma de sua mão, e sabia que a amiga era uma pessoa muito complicada em se lidar. E a culpa, de certa forma, era dela também e não apenas de Zac.
            - Ela pegou você com a Alana na cama? – Ashley disse
            - Não! – Zac disse – Mais ou menos! Havíamos acabado de transar e a campainha tocou, eu imaginei que era o Dylan que havia esquecido novamente a chave. O porteiro não interfonou, com isso eu confirmei que era meu irmão. Quando abri a porta ela me encarava com os olhos cheios de raiva, me encarou e somente ali percebi que estava apenas de cueca.
            - OMG! – Ashley disse.
            - Aí você se fudeu?! – Scott perguntou já confirmando.
            - Ela passou por mim, sem dizer nada. Seguiu até o meu quarto e pegou Alana saindo do banheiro de apenas roupa íntima. Eu estava atrás da Vanessa, e ela apenas se virou e me deu um tapa no rosto, que está doendo ainda – Zac disse colocando a mão no rosto – Ela me apontou um dedo, e disse: “- Acabou tudo entre a gente!”. E saiu!
            - Eu vou conversar com ela! – Ashley disse e os meninos a encaravam – Ela não deve estar tomando os remédios certos, já que ela mesma disse que não queria um relacionamento sério – ela encarou Zac – E pra mim isso não impede que você saia com outras.
            - Eu me importo com ela Ash!
            - Eu sei! – Ashley sorriu. – Você se importa porque a ama!
***
            - Eu não vou falar com ele!
            - Você tomou o remédio? – Ashley perguntou à amiga – Acredito que não!
            - O que você quer dizer?
            - Você tem transtorno bipolar Vanessa. Em um momento você está ótima, e logo em seguida quer se matar. Eu não te entendo!
            - O que isso tem haver com Zac?
            - Você impôs a ele um relacionamento apenas de sexo. Ele queria mais com você. E você negou dizendo que poderia machucá-lo.
            - Ela não te traiu! – Vanessa disse – Por isso está o defendendo!
Vanessa estava encarando a amiga do outro lado da mesa do restaurante. Ela olhou para os lados, encarou todos ao redor. Ashley a olhava intrigada. Vanessa havia passado poucas e boas com o antigo namorado, a partir daí ela nunca mais foi à mesma.
            - Venha comigo? – Ashley suplicou.
            - Eu não posso!
            - Você não quer! É diferente!
Vanessa sabia que tinha sido rude com Zac, mas não tinha a certeza absoluta que poderia ficar cara a cara com ele depois dos acontecimentos da noite passada. Ashley pagou a conta e se levantou. Vanessa seguiu a amiga, sabendo que esse era a única maneira dela ficar livre do assunto.

****
            - Tem alguém em casa? - Ashley havia acabado de chegar ao AP de Zac.
            - Porque você tem a chave? – Vanessa perguntou curiosa.
            - Scott morava aqui até dois meses atrás!
            - Eu me esqueci desse detalhe!
Juntas olharam todos os cômodos, quartos, sala, cozinha, banheiro e varanda, mas não encontraram Zac. Ao voltarem a sala, viram a porta se abrir e ele entrar. Elas paralisaram!
            - Tudo bem com vocês? – Zac perguntou quebrando o silêncio.
            - Tudo! – Ashley sorriu – Já estava de saída, só vim acompanhar Vanessa!
            - Você é uma péssima amiga! – Vanessa disse sussurrando.
            - Até mais!
Ashley abraçou Vanessa e se despediu, passou por Zac e se foi embora. Ele encarava Vanessa com receio. Ele a amava mais do que havia imaginado, e se tivesse percebido isso antes, jamais faria o que fez diversas vezes.
            - É engraçado ela estar de saída do meu apartamento, sem eu ao menos saber que ela estava aqui! – ele deu um sorriso – Quer se sentar? – Ela olhou para o sofá – Está limpo!
            - O que? – ela não havia entendido.
            - Eu sei que você não gosta de sujeira, o sofá está totalmente limpo. Eu pago a diarista pra isso! – ele disse divertido.
Vanessa assentiu e se sentou ao sofá. Ele foi até o quarto para guardar sua mochila, e em seguida estava de volta à sala. Sentou ao lado de Vanessa.  O silêncio tomou conta do ambiente.
            - Eu não sei o que eu vim fazer aqui! – ela disse olhando pra todos os lugares, menos para ele. – Eu não sei o que dizer!
            - Eu não quis te machucar – Zac disse e ela o encarou – Eu sempre quis te ver bem, mas eu errei em me envolver com outro alguém. Inúmeras vezes eu falhei. Eu não sou perfeito...
            - Ninguém é! – ela disse o interrompendo.
            - Te quero te volta! Por você lutarei, farei de tudo pra te merecer e te reconquistar.  Esse amor corre em minhas veias. Você me prendeu sempre em sua teia.
            - Sou uma aranha agora? – ela disse brincalhona.
            - Só peço que não seja a viúva negra – ele fez a referencia a aranha que mata o companheiro – Você é minha escolhida. Não me vejo sem você na minha você. O melhor de mim, meu amor sem fim e dou só pra você, o amor que guardei.
            - Eu tenho uma coisa grave pra te contar – ela disse séria – Talvez você não consiga ficar ao meu lado como você diz!
Zac a encarava surpreso. O que podia ser grave. Milhares de coisas passavam por sua cabeça.
            - Eu sofro de transtorno bipolar! – ela disse e ele suspirou.
            - Já desconfiava! – ele disse e ela sorriu.
            - Como? – Vanessa perguntou curiosa.
            - Às vezes eu te abraçava e você ficava nervosa, minutos depois que eu te soltava você me abraçava. Você me ligava querendo me encontrar, e em seguida já não queria mais. Você fica irritada muito rápido. É só piscar os olhos e seu bom humor evapora...
            - Okay, já entendi! – ela o encarou – Eu não estou brava por você ter ficado com a Alana!
            - Não? – ele levantou as sobrancelhas.
            - Não! – ela disse sorrindo – Eu tive três namorados, e todos me traíram. O último foi o pior!
            - Austin Butler! – Zac disse.
            - Me investigou?
            - Alguns detalhes apenas. – ele brincou.
            - No seu dossiê mostra que ele me traiu com a minha prima no nosso primeiro aniversário!
            - Não! – Zac disse respeitoso. Ela sorriu.
            - Imaginei que não. Quando todos os seus companheiros de traem, você começa a imaginar que você é o problema.
            - Você não é o problema! – ele disse e ela deixou uma lágrima cair.
            - Eu tive um surto psicológico há seis meses.
            - O que aconteceu? – Zac passava a mão pelas costas de Vanessa fazendo ela se acalmar.
            - Eu tentei suicídio! Passei um mês em uma clínica de reabilitação. Quando tive alta, Ashley queria me levar pra casa, e eu implorei para me deixar sozinha pelo menos uma noite. Ela não queria, mas acabou concordando. Fui a um bar – ela sorriu – E te conheci! – ela o encarou.
            - Foi bom me conhecer?
            - Um pouco! – ele sorriu – O resto você já sabe!
            - Me propôs um relacionamento envolvendo apenas sexo!
            - Isso... Eu não me arrependo!
Zac percebia que ela havia lhe contado a verdade, mas faltavam mais coisas. Ele não se convencia que era apenas aquilo... Ele queria mais...
            - Eu não entendo – ele disse.
            - O que? – ela o encarou.
            - Você havia me dito que fazia um ano que estava solteira, e agora me conta que deve um surto há seis meses. Por quê? Como? Isso eu não entendo.
            - Eu descobri meu transtorno há um ano, quando terminamos. Eu quis quebrar a cara dele, assim como eu fiz com os troféus da faculdade dele, assim como os porta retratos e TV.
            - Você quebrou a TV dele? – Zac perguntou assustado.
            - Eu sou bipolar! - ela disse o encarando – Não sabia naquela época, mas agora sei!
            - Okay – Zac sorriu temeroso – Espero que você não quebra a minha TV.
            - Não se preocupe! – Vanessa sorriu – Ele chamou a polícia naquele dia, me encaminharam para um hospital psiquiátrico, e os exames mostraram que eu tinha Bipolaridade. Comecei a tomar os remédios. Os meses passaram, e vi o convite do casamento dele com a minha prima em cima da mesa da casa de meus pais. E quis me suicidar!
            - Como?
            - Como? – ela o encarou e ele assentou – Eu tomei todos os remédios da minha mãe!
            - Ela percebeu?
            - Eu havia dito pra ela que iria dormir um pouco, fui ao banheiro e tomei todas, todas as capsulas que havia ali... Deitei na cama, e ao acordar estava no hospital! Havia se passado 24 horas deste que eu havia fechado os olhos. Me deram adrenalina na veia, e fui ressuscitada duas vezes.
            - Parada cardíaca? – ele perguntou.
            - A primeira de sete segundos, e a segunda de dez. Minha mãe diz que era Deus me dizendo para não desistir que havia coisa boa pra vim – ela riu – Ela é muito religiosa!
            - Minha mãe também! – ele disse e ela o encarou – Starla Basket!
            - Não é Efron?
            - Não! Meu avô não permitiu ela recebeu o nome da família, já que ela não era judia.
            - Você é judeu?! – ela o encarou e ele assentiu – Você é circuncisado?
            - Acho melhor eu não te responder! – ele riu.
            - Acabou de me responder! – ambos sorriram.
            - Quer ir pra cama? – ele perguntou.
            - Só se for com o meu namorado? – ela sorriu.
            - Namorado é aquele que sempre está junto. E eu sempre estarei ao seu lado! – ele se aproximou e se beijaram. – Podemos ir pra cama agora?
            - Okay! – ela respondeu.
            - Okay?
            - Okay! – ela disse novamente e ele se levantou a puxando pela mão.
            - Vamos parar de citar “ A culpa é das estrelas”.
            - Eu amo “A culpa é das estrelas”!
Zac a beijou de novo, a pegou no colo, e juntos foram para a cama como namorados.