sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

UM SONHO POSSÍVEL

           
- Tem certeza?

Ashley disse me fazendo sair dos meus pensamentos por um momento, encarei minha melhor amiga pelo espelho a minha frente, e sorri, tentando em vão a convencer que sabia o que estava fazendo.

- Tenho! – Disse por fim.
- Vanessa Hudgens se eu não te conhecesse, eu até acreditaria.
- Você é a melhor.
- Não acredito que você vai fazer isso, quer dizer, Austin é perfeito, mas sinceramente não acho que seja pra você.

Não foi possível me segurar e acabei rindo. Todos me diziam isso, deste que eu havia tomado a decisão que mudaria o resto dos meus dias. Adam, meu assessor entrou em meu quarto e sorriu.
  
- Desculpa interromper, mas todos os convidados já chegaram!
- Então vamos! – eu disse sorrindo.

Saímos e seguimos o corredor em direção as escadas. Ao chegar na sala, cumprimentei meus familiares e amigos, fui em direção a Austin que se encontrava na cozinha.

- Preparado? – perguntei o tirando do transe.
- Eu estou. E você?
- Porque todos me perguntam isso! – eu disse rindo e o beijei – É a coisa certa a fazer!
- Nem sempre. Algumas coisas podem parecer certas, mas ao longo do tempo vai perceber que errou, e o que era certo se tornou errado.
- Aonde quer chegar? – disse levantando as sobrancelhas.
- Seus pais! Eles merecem isso?
- Austin Butler o que você está fazendo?
- Tentando fazer você enxergar a burrada que estamos fazendo...
- Chega! – eu disse o interrompendo – Vamos acabar com isso logo! – eu disse dando as costas.
- Vai encontrar ele hoje? – Austin disse me fazendo parar de caminhar – Eu sei que às vezes vocês se encontram. Formam um belo casal.
- Austin – eu disse suspirando – Todos nos espera para fazer um anuncio, o anuncio do nosso casamento. Eu não quero brigar com você neste momento. Temos que cumprir o contrato.
- O contrato está no fim Vanessa – ele disse me encarando – Agora é a hora que terminamos, e você corrige a burrice que fez há cinco anos.
- Do que você está falando? – eu disse enigmática.
- Você não me olha, como olha pra ele. Você não ame, como o ama.
- EU NÃO O AMO! – eu gritei e Austin sorriu.
- O nosso namoro pode ter sido planejado, mas o de vocês não. Ele é um ótimo amigo, mas sei que você se morde de ciúmes toda vez que ouve falar dele com a Sami. Corra atrás do seu verdadeiro amor.
- Ele não fala comigo deste que começou a namorar a Sami!
- Talvez ele tenha se acostumado, assim como você se acostumou comigo!
- Eu não quero terminar com você! – eu disse verdadeiramente.
- Não se pode ter tudo nessa vida! – ele disse rindo – Vamos fazer assim, ficamos noivos, como o seu plano – meneei a cabeça concordando – e quando todos forem embora, você vai atrás dele, e vai dizer toda a verdade, tudo o que você sente por ele, e principalmente, vai pedir perdão por todos os erros.
- Não sei se consigo! – confessei.
- Vai conseguir! – ele se levantou da banqueta – Vamos lá? Pronta pra ficar noiva?

***
- Cadê a Sami? - Dylan disse aparecendo do nada ao meu lado, me fazendo perguntar a mim mesmo como ele fazia isso.
- Eu não sei. Parece que tinha um ensaio, ou reunião hoje à noite. – eu respondi.
- Que pena. Hoje a casa está cheia, ela ia adorar.

E ia mesmo. Sami adorava casa noturna lotada, e é assim que está a The Club. Mike, meu amigo de infância é o dono, e sempre que Dylan está Los Angeles viemos aqui.

- Sabe quem me ligou hoje? – Dylan disse sentando ao meu lado na banqueta do bar na área vip – Dez dólares se acertar! – disse rindo.
- Não tenho a mínima ideia. – eu disse rindo junto com ele.
- Ashley Tisdale – ele sorriu.
- O que a loira queria com você? – perguntei desconfiada.
- Queria marcar um encontro!
- Ela está casada Dylan! – disse como se fosse óbvio.
- Não com ela. – ele me encarou – Na verdade seria com ela, mas não deste jeito que você imaginou seu pervertido – eu ri e tomei um gole de minha água – Ela queria conversar comigo sobre a Vanessa.
- Vanessa? – eu levantei as sobrancelhas – Você a chamava de “V”, “Van” ou “Nessa”.
- Isso era antes. – ele disse sério – Ela acabou com nós dois, e você sabe disso.
- Ódio e rancor não te levará a lugar nenhum.
- Você a perdoou. Mas eu não sou trouxa. Só um pouco. – ele disse rindo – Mas não consigo a perdoar. Ela me fez acreditar em uma coisa, e depois arrancou tudo de uma vez. De uma única vez.
- Ela terminou comigo, não com você. E isso faz cinco anos. Esquece!
- É fácil falar. Mas, eu não consigo acreditar no amor, se vocês não estão mais juntos. Você entende? – eu meneei a cabeça negando – É como “Brangelina”!
- Brad Pitt e Angelina Jolie? – onde esta conversa vai chegar?
- Eles são perfeitos separados, juntos é mais perfeito ainda. Todos vêem que existe amor entre os dois, é nítido. Mas se eles se separar... Acabou. Não existirá mais o amor.
- Você está trágico hoje! – comentei rindo.
- Deixa pra lá!

Dylan saiu e foi pra pista de dança. Eu entendi o que ele me disse. Cada palavra. Cada significado. Deste o término do meu namoro com Vanessa, ele jamais foi o mesmo no quesito amor. Namorou uma garota da faculdade, mas não durou um mês. Motivo? Ela não o olhava como eu olhava pra Vanessa, ou vice versa. Mas isso não vem ao caso.

***
Toquei a campainha. É só esperar.
Porque demora tanto.

- Você? – Sami abriu a porta – O que faz aqui?
- Ah... Zac está?
- O que você quer com meu namorado? – Ciumenta? Só um pouco eu acho.
- Está ou não? – a encarei.
- Não, saiu com o Dylan.
- Obrigada!

Agradeci e corri até o carro, quase caí no meio do percurso, mas ninguém tem que saber desse detalhe, eu acho.

- Saiu com Dylan! – eu disse ofegante.
- Para onde? – Austin perguntou e eu o encarei no banco do motorista.
- Você não percebeu o quanto isso é ridículo? Você é o meu noivo, e estamos atrás do meu ex, que está com o irmão que me odeia, em um lugar que eu sequer imagino.
- Tem uma pessoa da família que não te odeia! – Austin disse sorrindo.
- Quem? – perguntei temerosa.
- Starla Basquett!
- Não. Eu não posso ligar pra ela.
- Porque não? – Austin disse ligando o carro e acelerando.
- Ela vai contar pra minha mãe, você sabe que elas ainda são amigas. E vão falar um monte de mim, eu conheço aquelas duas quando se junta.
- Então como vamos achar eles?
- Ashley! – eu disse dando um pulo – Ela sempre sabe tudo!

***
- É impressão minha ou você está pensativo? – Mike me perguntou detrás do balcão.
- Dylan me fez pensar.
- No que? – eu sorri – Ou em quem?
- Você achava que eu e Vanessa era amor verdadeiro?
- Se eu achava? – Mike riu alto – Todos acreditavam nisso. Vocês eram o casal perfeito, casal magia Disney – rimos juntos – Era verdadeiro!
- Se era verdadeiro, porque acabou?
- Talvez não acabou! – Mike disse dando um sorriso e indo pro outro lado do balcão.
- Achei você!
- Vanessa? – eu perguntei pra mim mesmo. Como ela apareceu do nada? Esquece.
- Obrigado Mike! – ela sorriu agradecendo a água que meu amigo lhe trouxe. – Demorou, mas te achei. – ela sorriu. Que sorriso!
- O que faz aqui? – perguntei curioso.
- Estou noiva!
- Ah! Parabéns? – eu disse.
- Me poupe! – ela disse séria – Austin está do outro lado do balcão me esperando.
- Te esperando?
- Ele não quer que eu me case, se eu ainda tiver uma chance com meu verdadeiro amor. – ela sorriu – Me perdoa?
- Te perdoar?
- É. De tudo que eu fiz, meus erros, e sei que foram muitos, por ter rompido o nosso namoro daquela forma, eu não sei o que me deu – ela riu nervosa – Mas eu não te esqueci. E é por isso que estou aqui. Só mais uma chance, é só o que eu te peço!
- Uma chance? - perguntei temeroso.
- A gente ainda pode dar certo, né?
- Eu estou com a Sami.

Ai Meu Deus. O que eu fiz? Estraguei tudo? De novo?
Vanessa suspirou, e vi Dylan logo atrás nos encarando como se quisesse dizer algo, mas eu não entendia. Nada do que está acontecendo eu entendo.

- Entendi – Vanessa disse pegando a água, saindo dando as costas pra mim.
- Espera! – eu disse em impulso. Dylan e Mike me olharam. – O que você quer de mim?
- Eu não sei. Eu só sei que não consigo mais viver sem você ao meu lado!

Ela me queria.
E eu?
Também!
Desci da banqueta e fui a sua direção, passei uma mão pelo seu cabelo e outra a segurei pela cintura, e sem pensar a beijei. Como há muito tempo não beijava. Era ela. Sempre foi ela. A minha, e só minha Vanessa Hudgens.

- E a Sami? – ela disse ofegante.
- Amanhã a gente conversa!

E a beijei novamente. Mais uma, duas, três vezes...

TRIMMMMMMMMMMMMM

- Que Droga!
- Que foi Nessa? – Stella perguntou me encarando curiosa.
- Só... Um sonho! – eu sorri – Apenas um sonho!


Fim.

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Eh!!!!!
Surpresinha pra vocês.
Espero que tenham gostado. ;)
Bom, quero desejar Feliz Natal e um Próspero Ano Novo a cada um de vocês.
E quem sabe nós não voltemos a nos ver!
-L






terça-feira, 20 de outubro de 2015

THE FINISH


Acordei devagar, com o sol espreitando pela cortina. Mexendo-me na cama, percebi que estava envolvida por um abraço apertado.

            - Bom dia - Zac sussurrou em meu ouvido. Sorri, lentamente.
            - Bom dia - consegui dizer, enquanto ele dava beijos suaves e persistentes na minha bochecha. Virei para olhá-lo e nem reclamei quando ele beijou-me na boca.

A corda cor de vinho ainda estava jogada no chão onde havíamos deixado, após as atividades da noite passada. Com o tempo, ela tinha ficado mais macia e maleável. Lembrei-me de como ela me havia feito sentir, apenas algumas horas antes e estremeci com o calor de sua pele. Seus dedos percorriam meu corpo com um leve toque, fazendo surgir um fogo bem devagar por dentro. Ainda estava ardida pela noite passada, mas aparentemente ainda não havia tido o suficiente. Achei que ele sabia exatamente como me tocar na primeira vez que ficamos juntos, mas ele ficava cada vez melhor em decifrar meu corpo e dar-me o que eu queria, geralmente antes de eu mesma saber o que era. Seus dedos escorregavam entre minhas dobras, provocando-me. Testando-me.
Deslizei as pernas até o quadril dele, ficando bem aberta. Ele sorriu, e senti algo duro cutucando-me.
Ainda estava sonolenta, mas meu corpo estava bem acordado e pronto. Inclinei a cabeça para trás, enquanto ele deslizava para dentro de mim, de forma agonizantemente devagar, mas tão perfeitamente satisfatória. Ele me preenchia da mesma forma como sempre fazia, mas a sensação da pele dele sobre a minha ainda era nova, ainda era intoxicante. Eu girava os quadris com os movimentos dele. Ele colocou as mãos para baixo, para me acariciar, seus dedos massageando devagar em círculos exatamente onde eu precisava. Emiti um som baixinho, minhas pálpebras começando a pesar. Ele tinha atingido o ponto certo, e sabia disso.
Às vezes fazíamos umas brincadeiras – com cordas e algemas, fingindo ser pessoas que não éramos. Às vezes ele levava-me até o limite e me puxava de volta, sem parar, apenas para se afirmar, para lembrar-me de que eu podia controlar meu próprio corpo se ele exigisse isso de mim. E eu passei a adorar essas brincadeiras. Por mais frustrantes que pudessem ser, elas eram reconfortantes. Confiáveis. Íntimas.
Mas às vezes, não fazíamos brincadeiras.  Às vezes éramos apenas nós dois, sem artifícios. Sem consolos ou desculpas. Eu não diria necessariamente que preferia um jeito ao outro, mas era muito bom ter os dois. Nesta manhã, éramos apenas nós dois. Ele era meu marido, não meu chefe bilionário que uma vez havia tentado comprar um ano da minha vida. Este era nosso passado. Até recentemente, nosso futuro era incerto. Mas agora estava claro que não havia mais necessidade de um contrato para manter-nos juntos.
Eu derretia ao seu toque, perdia o ar e estremecia em seus braços. Eu nunca tinha entendido como ele conseguia reduzir-me a isso apenas com o ritmo devagar, constante de sua mão, mas certamente eu não reclamaria.
Então, num piscar de olhos, derreti-me. Em algum momento em meio ao prazer, senti-o metendo bem fundo, uma última vez, sua boca aberta conectada ao meu ombro, os dentes afundando o suficiente para deixar uma marca vermelha.
Quando recobrei os sentidos, Zac estava sorrindo e acariciando meu cabelo. Ele beijou a ponta do meu nariz, e fez uma careta.

            - Feliz aniversário de casamento - ele disse, com a voz ainda rouca de sono. Sorri.
            - Já faz um ano?
            - Eu sei - ele respondeu, agarrando meu cabelo. - É uma pena, né? Eu não comando mais você.
            - Vamos pedir pra sua advogada inventar algo novo - brinquei. Ele riu.
            - Eu te amo, meu amor. – disse beijando minha testa.
            - Eu também te amo - sussurrei, contra seu peito. Fechei os olhos, e apenas respirei.


Fim.


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Chegou ao fim :/
Deixem as sua opiniões nos coments.
Mas agora, vamos para os esclarecimentos.
Bom, quero agradecer a todos que me acompanham deste " Believe In Zanessa" (minha obra prima rsrs). Aos que chegaram no percurso desta caminhada, o meu mais sincero obrigado.
Mas chegou o fim!
Isso mesmo galera. Não postarei mais. Não posso dizer nunca mais - vai que eu apareço com uma mini fic por aqui rsrs.
Enfim, obrigado a todos. 
Nossa caminhada se encerra aqui.
Beijos e abraços.
- L

  

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

CAPÍTULO 22

·       
Brittany chegou sexta-feira à noite, cheia de sorrisos e brincadeiras, como sempre. Ela abraçou-me forte, então prontamente nos levou para jantar e pagou tantas bebidas para nós que conseguimos até agir como um casal de novo.
Zac foi para a cama mais cedo, deixando eu e Brittany sentadas no sofá, conversando baixinho sobre qualquer coisa que viesse à cabeça. Ela conseguiu arrumar outro cliente grande que era ainda mais insuportável que o último, então nós rimos das suas histórias por um tempo enquanto escutávamos o tique-taque do relógio baixinho ao fundo. Depois de um momento de silêncio, ela mudou de assunto.

            - Está tudo bem entre vocês dois? - Hesitei. Obviamente, não estávamos fingindo tão bem quanto pensávamos.
            - Acho que sim - falei apesar de isso estar muito longe da verdade. - Só está um pouco difícil agora. Eu não sei bem o motivo.
            - O Z costuma trazer o estresse do trabalho pra casa junto com ele. - Brittany disse, esticando as pernas à sua frente. - Ele não consegue deixar isso pra trás. Eu sei que não deve ser fácil pra você.
            - É - concordei, vagamente, abraçando os joelhos contra o peito. A vontade de falar a verdade para ela estava quase acabando comigo. Estava entalada na minha garganta. Mas eu não podia.
            - Ei, você está com fome? - Brittany olhou para o relógio. - Meu Deus. Já faz muito tempo que a gente jantou. Não é de se admirar. Acho que eu vou pedir uma pizza, você quer?
            - Quero, eu acho. Qualquer uma. Eu não tenho preferência.

Fiquei brincando com um fio solto da minha camiseta enquanto Brittany fazia a ligação. Estava tentando pensar em um jeito de conseguir alguns conselhos dela sem ter que contar o que estava acontecendo de verdade. A oportunidade de obter sua perspectiva única sobre o comportamento do Zac era muito tentadora. Quando ela se sentou, eu já tinha algo preparado para dizer.

            - Você já sentiu como se o Zac fosse meio... Distante?
            - Ah, o tempo todo - Brittany respondeu. - Ele só está tentando se proteger, não sei por que, mas sempre achei que ele baixa a guarda perto de você.
            - Talvez não tanto quanto eu pensava - admiti. - Às vezes é como se eu não conseguisse decifrar o
Zac. Eu não faço ideia do que ele quer de mim. - Brittany fazia que sim, devagar.
            - Não é fácil - ela disse. - Eu queria ter uma resposta simples pra você, mas nem eu consigo fazer ele se abrir, na maioria das vezes. Ele precisa se resolver sozinho. A maioria das pessoas consegue, na verdade. Aquele lá é como uma noz dura de quebrar. - A campainha tocou. - Nossa, que rápido! - Brittany comentou, levantando-se. - Alguém vai ganhar uma ótima gorjeta.

Ela abriu a porta. Uma voz entrou na sala, vinda do corredor: - Onde ele está?
Meu coração quase saiu pela boca.  Ashley entrou como um raio, despenteada e encharcada pela chuva, pingando por toda a sala.
Devo ter olhado atônita para ela. Mesmo eu já sabendo sobre tudo, ainda não conseguia conciliar a imagem dela, assim enlouquecida, com a mulher que eu conhecia.

            - Porra, quem é você? - Brittany perguntou. Ashley já estava correndo até a escada. Brittany correu atrás dela, agarrando seu braço e arrastando-a de volta. - Ei, ei, ei, calma aí, sua maluca. Aonde exatamente você pensa que vai? - Ashley se contorceu, com os olhos perigosamente selvagens.
            - Eu preciso falar com ele - insistiu. - Eu preciso falar com o Zac. Ele vai querer falar comigo.
            - Nessa, chama a polícia. - Brittany estava mantendo o controle da situação. - Eu não acho que o Z precisa falar com você, querida.
            - ZAC!

Ashley gritou alto o suficiente para fazer-me recuar. A porta do quarto abriu-se alguns instantes depois. O olhar em seu rosto era inestimável.
Ele desceu correndo as escadas, usando apenas as calças do pijama, mas ainda assim conseguindo parecer incrivelmente ameaçador. Eu de fato até dei um passo para trás quando ele chegou ao andar de baixo, puxando o braço da Ashley das mãos de sua irmã e encarando-a.
           
            - O que você está fazendo aqui? - ele rosnou, com o peito subindo e descendo rapidamente a cada respiração.
            - Eu só precisava ver você – Ashley disse, com a voz bem suave. Sua atitude havia mudado completamente. - A sua amiga aqui me deixou entrar.
            - Eu sou irmã dele - disse Brittany, friamente. - E eu pensei que fosse a pizza.
            - Eu só quero falar com você, Z. Por favor. Não me faça fazer algo que eu vá me arrepender depois.
            A mandíbula de Zac contorceu-se. - Eu não tenho medo de você - ele afirmou.
            - Ah, é? - Os olhos da Ashley miraram Brittany. - Ela já sabe?
            - Não tem nada pra ela saber - respondeu Zac, por entre os dentes cerrados.
            - Claro, eu acho que você tem razão - Ashley respondeu, ainda olhando para Brittany – Presumindo que você já sabe que o casamento dele é uma farsa. - Brittany fechou os olhos por um instante, suspirando longa e profundamente.
            - É claro que eu sei - ela confirmou. - Eu sou a irmã mais velha dele, sua lunática. - todos na sala estavam olhando para ela. - A gente pode falar sobre tudo isso depois - Brittany comentou, com um gesto de desprezo. – O importante é: você vai dar o fora daqui e deixar ele em paz pro resto da sua vida? Por que se não, você vai arrumar um enorme problema.
            - Tá bom - Ashley esbravejou. Zac soltou-a, rudemente, e ela foi rebolando até a porta. – Eu espero que vocês sejam muito felizes juntos.

E então, ela se foi.
Brittany bateu e trancou a porta.

            - Inacreditável - ela disse.
            - Por que você não me disse? - Zac perguntou - Você teria nos poupado de muita coisa.
            - Eu não sei - Brittany respondeu, indignada. - Isso importa? Você é que tem uma porra de casamento falso, irmãozinho.
            - Eu não acredito nisso - disse Zac, mas não havia uma real hostilidade em sua voz.
            - Eu que não acredito nisso - ela rebateu. - Mentindo pra sua própria irmã. Você já devia saber que isso não funciona. Qualquer um que tenha metade do cérebro pode juntar as peças.
            - Bom, pra sua informação, eu consegui a minha cidadania.
            - Bom pra você. Você pode enganar o governo, mas não pode enganar a mim. Mantenha isso em mente, tá bom? - Ela começou a andar em direção ao quarto, mas parou no meio do caminho e virou-se para nos olhar – Ah, a propósito, vocês já perceberam que estão apaixonados de verdade um pelo outro?
           
Depois que ela fechou a porta do quarto de hóspedes, Zac virou-se para mim.

            - Ignora o que ela disse - ele disse. - Ela só está tentando ser detestável. - Olhei para ele.
            - Foi isso o que você sentiu vontade de comentar? Sério?
            - O que é que tem mais pra dizer?

Na verdade, eu não tinha uma resposta para ele. A campainha tocou de novo.

            - Tem que ser a pizza dessa vez - falei.

Zac espiou pelo olho mágico cuidadosamente antes de abrir a porta.
Quando a pizza já estava paga, ele colocou-a na mesa e sentou-se, abrindo a caixa e pegando um pedaço.
            - A Brittany não vai ligar, contanto que a gente deixe um pouco para ela.
            - Você vai comer porque está nervoso? - provoquei, pegando um pedaço para mim.
            - Não - ele respondeu, indignado, com a boca cheia de queijo.
            - Da última vez que a gente comeu pizza juntos não acabou muito bem.
            - Eu me lembro - ele disse, secamente. Ambos mastigamos em silêncio por um momento. - “Eu sei que isso não significa muita coisa agora, mas se eu tivesse a chance de começar isso tudo de novo, faria as coisas de forma diferente - Zac comentou.
            - E casaria com outra pessoa? - sugeri. Ele não disse que não, mas também não disse que sim.
            - Eu deixei tudo subir pra minha cabeça. Eu realmente pensei que...
            - Você realmente pensou que? - instiguei. Ele balançou a cabeça.
            - Não, desculpa. Eu não devia ter dito nada. Eu já fiz você passar por situações indesejadas demais.
            - Ei - falei, gentilmente. - Eu me diverti muito sendo sua esposa. Bom... na maior parte do tempo.
            Ele riu um pouco. - É muito gentil dizer isso.
            - Eu só não quero terminar as coisas prematuramente - continuei. - Quero dizer, você sabe, caso aconteça mais alguma coisa. - Ele fechou os olhos por um instante, e então voltou a falar.
            - Desculpa por ter te chamado de egoísta - Zac falou. - Eu que sou egoísta. Desde o início. Você tem sido tão doce, e gentil, e tolerante diante das situações mais estranhas possíveis. Eu agradeço por tudo o que você tem feito. De verdade. Mas Nessa - ele hesitou, e respirou fundo. - Eu não posso mais ficar perto de você. - Minha pulsação palpitava ensurdecedoramente em meus ouvidos.
            - Por que não?
            - Eu preciso mesmo falar pra você? - Ele olhou para mim, um pouco incrédulo.
            - Eu gostaria muito que você falasse - respondi, com a voz parecendo bem distante.
            - Eu gosto de você! - ele disse, simplesmente. - Só isso. Mais do que qualquer pessoa que eu já namorei de verdade. No início eu pensei que não teria problema, dava um ar de autenticidade pra coisa toda. Não podia me fazer mal o fato de estar um pouco apaixonado, podia? -Belisquei-me.
            - Ah - murmurei. Ele olhou para mim.
            - Você acabou de se beliscar?
            - Não - respondi. - Você está falando sério agora?
            - Claro que eu estou - ele respondeu, gentilmente. - Desculpa, eu pensei que era óbvio.
            - Mas não era - retruquei. - Óbvio. De forma alguma.
            - Bom - ele disse. - Isso é estranho. - Eu ri. Tive que rir.
            - Então você pensou que eu sabia, e estava apenas brincando com as suas emoções pra ir pra cama com você?
            - Não parece muito sensato - ele disse devagar - quando você fala desse jeito.
            - Não parece muito sensato de qualquer jeito - rebati. - Por que raios você iria ficar tão paranóico?
            - Espera aí. Se você não estava brincando comigo, o que era, então? - ele indagou.
            - O que você quer dizer?
            - Você... Você... - Nunca o tinha visto completamente sem palavras.
            - Relaxa. Eu... Eu também gosto de você - admiti, tirando-o de sua aflição. Para ser sincera, a palavra “gostar” não era o suficiente. Mas eu não iria permitir-me falar a verdade. Ainda não.
            - Nessa - ele olhou para mim.
            - Ei, não vamos nos deixar levar desse jeito. A gente se conhece há o que, uns oito meses?
            - E ainda assim, você é minha esposa. - Palavras tão simples saindo de sua boca, mas de repente elas tinham um significado completamente novo.
            - Eu sei - falei. - Mas mesmo assim.
            - Mesmo assim - ele concordou, relaxando os ombros um pouco. Recostei-me no sofá e apoiei-me em Zac, deixando que ele me abraçasse. Igual a um casal de verdade. E pela primeira vez, esse pensamento não veio acompanhado de tristeza.
            - Nessa? - ele disse, depois de um longo silêncio. Mexi-me. - Não conta pra a minha irmã. Ela nunca vai parar de falar sobre como estava certa. - A porta do quarto de hóspedes se abriu.

            - Eu ouvi isso, seu idiota.

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Passando só pra avisar que o próximo será o último, season finale, epílogo, the end, finish...
rsrsrs
Mas, só postarei se tiver 5 comentários aqui em baixo. 
Então vai. 
Escreva qualquer coisa, qualquer coisa mesmo rsrs
Quando atingir 5 comentários eu posto capítulo!
Até breve! 

domingo, 18 de outubro de 2015

CAPÍTULO 21

·        
             - A gente se - ele hesitou por um longo momento. – envolveu, anos atrás. O término foi feio. Nenhum de nós soube conduzir bem o relacionamento, eu acho. Quando ela veio até mim mais tarde procurando um emprego, fiquei na dúvida, é claro, mas eu me sentia mal pelo jeito que tinha tratado ela durante aquela época; como eu poderia rejeitar seu pedido de ajuda? - Ele fechou os olhos ainda tentando processar tudo. Seus olhos se abriram.  – Meu Deus. O French. Eu preciso ir até lá, preciso fazer ele queimar o contrato. Imediatamente.
            - Por favor, não vai matar o cara - falei meio em tom de brincadeira.
            - Você acha que eu quero acrescentar um assassinato à minha lista considerável de crimes? – Ele pegou a jaqueta e as chaves. - Não vá a lugar algum.
            - Por que eu iria?
            - Não sei. Só não vá.

Sozinha com meus pensamentos depois que ele bateu a porta, tentei imaginar que tipo de ressentimento levaria alguém a fazer o que Ashley fez. Eu nem mesmo a contaria entre meus amigos próximos, mas ainda assim estava chocada por ela ter a capacidade de fazer algo desse tipo.
Deitei-me no sofá, olhando para o teto, até que Zac chegou. Ele parecia exausto. Jogou as chaves na mesa e veio até o sofá, desabando próximo aos meus pés.

            - Desculpa por nunca ter te contado - ele se lamentou. - Sobre eu e a Ashley. Eu não achava que tinha importância.
            - Você não tinha como saber - falei.

Eu não estava brava com ele. Por que eu deveria esperar que ele me contasse que já havia namorado com ela? Que diferença fazia? Não era como se estivéssemos em um relacionamento ou qualquer loucura desse tipo. Senti-me meio dopada e vazia por dentro.
Toda a minha vida, eu havia encontrado pequenos obstáculos, coisas pequenas que pareciam muito maiores à época, mas que acabavam sendo resolvidas, de certa forma. Mas isso era diferente. Eu nunca havia me confrontado com um problema que era verdadeiramente maior do que eu.
Isso não era uma conta atrasada ou um carro quebrado. Isso era uma potencial acusação de um crime grave, o que significava cinco anos de prisão. Isso era a minha vida, transformada para sempre. E não do jeito que eu havia concordado em assinar.
Em retrospecto, é claro, parecia loucura eu ter concordado com este acordo. Mesmo sendo cuidadosos como estávamos sendo. Todo o esforço que fizemos, tentando garantir que parecíamos um casal legítimo, tudo o que precisou para colocar isso em risco foi uma imprudente escorregada do advogado dele e de uma ex vingativa. Algo que nenhum de nós poderia prever, de forma alguma.
Fomos para a cama tarde aquela noite, e acho que nenhum de nós conseguiu dormir de verdade.

Passei o dia de forma mecânica, sem prestar muita atenção no que estava fazendo, e Zac voltou mais cedo do trabalho apenas para sentar-se no sofá e olhar para o nada, com uma leve expressão triste no rosto.
As coisas continuaram desse jeito por dias. Nós mal nos falávamos, exceto para ter as mesmas conversas sem parar, como isso pôde ter acontecido, você consegue acreditar, o que aconteceria se...
Zac estava com olheiras, que ficavam mais fundas a cada dia. Tinha certeza que eu não estava muito melhor que isso, mas eu quase não saía de casa, então não importava.
Não conseguia lembrar-me da última vez que havia me sentido tão mal assim. Era o tipo de estresse que te vai corroendo aos poucos. Você não quer nada além de ignorá-lo, mas não consegue.

Numa manhã, após semanas assim, fui buscar a correspondência como sempre fazia. Apesar de tudo, ainda sentia uma mistura de medo e ansiedade cada vez que abria a caixa do correio, não sei o que esperava encontrar. Mas hoje, encontrei algo. Havia um envelope do INS.
Abri-o com as mãos tremendo e minha visão escurecendo enquanto eu lutava para concentrar-me nas palavras.

Caro Sr. Efron,
Seu pedido de residência permanente foi avaliado e aprovado...

Atrapalhei-me com o telefone, mal conseguindo ter a tranquilidade de voltar ao apartamento para ligar em vez de ficar gaguejando sobre o INS e o pedido de residência na frente de Deus e o mundo. Ele atendeu assim que eu fechei a porta.

            - Chegou uma carta - falei de maneira impulsiva - ela diz que aceitaram seu pedido. Isso significa...?
            Ele ficou em silêncio por um momento. - Acho que sim - ele disse. - Acho... acho que sim.
            - Parabéns - falei.
            - Eu vou pra casa mais cedo. Preciso acertar algumas coisas. E eu gostaria de ver a carta.
            - Claro - assenti.
            - Certo. Vejo você em um minuto.

Joguei-me no sofá. Então era isso. Era para isso que tudo tinha sido feito. Por que será que eu sentia vontade de abrir um buraco na porcaria da parede com um soco?
Quando Zac entrou pela porta, não me disse uma palavra, nem mesmo largou a maleta do laptop e o casaco. Ele apenas foi direto até mim com a mão estendida, e eu entreguei a carta obedientemente.
Seus olhos examinaram-na toda, rapidamente, de cima a baixo e então mais uma vez.

            - Que bom - ele disse, colocando-a sobre a mesa.
            - Que bom - concordei.

Ele finalmente levantou a alça da maleta por cima da cabeça, colocou-a no chão e tirou o casaco.
Sentou-se perto de mim e olhou para suas mãos por um momento.

            - Eu estive consultando algumas pessoas - ele afirmou. - A minha nova advogada, escolhida muito cuidadosamente, eu prometo. Acho que ela não vai ter uma queda pela Ashley como o French teve. E falei com algumas outras pessoas lá de dentro que estão torcendo por mim. Todos concordaram que já passamos pelo pior agora. Não vão ter mais entrevistas ou visitas surpresas. A decisão já foi tomada, o arquivo já foi fechado. Então, de verdade, não tem motivo pra gente continuar fazendo isso.
            - O quê? – o encarei.
            - Eu sei o que diz o contrato. - Ele finalmente olhou nos meus olhos. Eu não conseguia muito bem interpretar sua expressão. - Mais seis meses. Mas eu estou disposto a quebrar o acordo, se você estiver. Eu posso arrumar o seu dinheiro até amanhã. - Apertei os dedos bem forte no meu colo.
            - Eu acho que isso é um pouco prematuro. Prometo parar de jogar coisas na sua cabeça. - Ele riu.
            - Independente disso - ele falou. - Eu acho que vai ser melhor pra nós dois. Você não acha?
            - Eu sempre pensei que... Eu acho que eu só pensei que a gente ia manter os termos do acordo.
            - Eu também. Mas você não prefere ir pra casa?
            - Eu não sei o que você quer que eu diga.
            - Desculpa - ele falou, após um momento de hesitação. - Eu pensei que essa ia ser uma decisão fácil pra você. Caso contrário, eu não teria nem tocado no assunto.
            - Eu só não acho que seja uma boa ideia presumir que a gente já passou pelo pior. Você acha?
            - Por favor, não me entenda mal - ele disse - Mas eu realmente acho que vai ser melhor se a gente não tiver mais que se ver. - Minha garganta estava muito seca.
            - Melhor pra quem? - questionei.

Ele não respondeu, apenas levantou-se e saiu, subiu as escadas em direção ao quarto e fechou a porta. Parecia que nossa briga não havia terminado.
Ele tinha razão. Eu precisava lembrar-me disso, forçadamente, porque parecia que eu havia levado um soco no estômago. Estávamos nos envolvendo de uma forma que simplesmente não era benéfica. A proximidade nos havia feito acreditar que estávamos se não apaixonados, pelo menos algo próximo disso.
Sentada ali sozinha no sofá, lembrei-me de uma aula de psicologia que tive na faculdade, que fiz só porque parecia o jeito mais fácil de cumprir a exigência de ciências. O professor havia andado por toda a sala pedindo para cada dizer o lugar onde haviam encontrado sua última paixão, um coro de escola, trabalho, escola, trabalho, escola, escola, e trabalho seguiu-se. O professor explicou que as pessoas sentiam-se mais afeiçoadas e emocionalmente envolvidas com pessoas de quem são próximas.
Não namoramos colegas de classe e de trabalho somente porque é conveniente, mas porque estamos literalmente próximos a eles.
Eu tinha sido tão, tão estúpida em pensar que eu poderia viver com um homem que fosse como Zac e não ficar loucamente apaixonada por ele em poucos meses. Não importa o que eu “soubesse,” as partes mais profundas do meu cérebro, as que eu não conseguia controlar, sussurrariam palavras doces até que eu me perdesse em sentimentos que não faziam nenhum sentido lógico.
Um homem como Zac não tinha tempo para alguém como eu. Ele deixou isso completamente claro.
Consegui sair do sofá e arrastar-me até meu ateliê, no quarto extra. Dobrei meu cavalete e empacotei todos os meus carvões e gizes, deixando tudo pronto para eu me mudar para... Para onde eu iria?
Durante esse tempo todo, imaginava-me voltando para meu antigo apartamento. Mas é claro, não era mais o “meu apartamento”. Outra pessoa morava lá agora. Não esperava confrontar-me com essa questão tão cedo, e agora estava completamente perdida. Para que lugar desse mundo eu iria? E eu precisava considerar isso literalmente. Com dois milhões de dólares, eu poderia ir para qualquer lugar que eu quisesse e começar uma vida completamente nova.
Zac havia deixado a maleta do seu laptop na sala de estar, então peguei o computador e comecei a pesquisar. Após alguns minutos, sem perceber, peguei-me pesquisando apartamentos que ficavam a dez minutos de distância. Não gostava muito desta cidade, mas pelo menos era familiar. A familiaridade tinha suas vantagens.
Quando Zac finalmente saiu do quarto, eu meio que esperava que ele tivesse encaixotado todas as minhas roupas. Ele não havia feito isso, claro. Imaginei se ele esperava que eu fizesse. O que me fazia lembrar que eu precisaria de algumas caixas.
Enquanto ele estava em frente à geladeira aberta, olhando como se esperasse que os alimentos tivessem surgido ali nas últimas horas, ouvi o telefone tocar em seu bolso. Fiz o maior esforço para fingir que eu não estava ouvindo, mas é claro que estava.

            - Brittany - ele disse, virando-se para me olhar. - Oi. - Fiquei prestando atenção. - Você vem pra cá esse fim de semana? Que ótima notícia. Só você? - Observei seu rosto cuidadosamente, mas ele não entregava quase nada. - É claro que você pode ficar aqui - ele continuou. - A Nessa pode tirar o material de arte do quarto grande... Não, não, não se preocupa, não tem problema.

Após terem terminado seus planos e se despedido, levantei-me e fui até a cozinha. Zac colocou o telefone de volta no bolso.

            - Bom - ele disse. - Acho melhor a gente adiar as coisas até que ela tenha ido embora, pelo menos.
            - Está vendo? - indaguei. - É disso que eu estou falando. - Ele deu de ombros.
            - Se você já tivesse se mudado, eu ia falar pra ela que você tinha ido pra uma conferência de arte. -Ele pegou uma cerveja da geladeira. - Isso existe, né?
            - Com todas as minhas roupas e pertences pessoais? - contestei.
            - Ia falar que aqui está sendo dedetizado, então ela não ia poder vir.
            - Claro, não tem jeito de ela desconfiar.

            - A gente pode falar sobre isso depois que ela for embora - ele disse, significativamente, abrindo a cerveja e jogando a tampinha no lixo. Pelo seu tom de voz, ficou claro que ele não estava aberto a negociações. Bem. Veremos.

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Parabéns para o nosso Príncipe!
Que ele continua nos trazendo cada vez mais felicidades.
E que Deus o ilumine e o proteja dos males do mundo afora ♥
FELIZ ANIVERSÁRIO ZAC EFRON!!!