sexta-feira, 17 de julho de 2015

Epílogo


                - Mãe, o Nicolas pegou a minha bolsa. Como eu vou sair agora?
                - Eu não pequei nada não! – Nicolas respondeu levantando as mãos em rendição.
                - Vocês dois não conseguem ficar um dia sem brigarem? – Vanessa perguntou.
                - É a Gabi que enche o saco! – Nicolas respondeu deitado no sofá.
                - Eu? É você que sempre some com minhas coisas, você é o chato da família. – Gabriela disse furiosa – Minha vida seria melhor se você não tivesse nascido!
                - Gabriela! – Vanessa gritou furiosa – Para o seu quarto agora.
                - Mas mãe!
                - Nem mais, nem menos. Você passou dos limites, sorte sua que seu pai ainda não chegou do escritório. – Vanessa reprimia a filha – Peça desculpas ao seu irmão!
                - Nem morta! – Gabriela disse e Nicolas riu.
                - Morta você vai estar! – Nicolas disse e Gabriela gelou.
                - O que está acontecendo?

Todos se paralisaram ao ouvir a voz de Zac. O tempo foi favorável para o casal. Havia se passado 18 anos, deste aquela tarde que se casaram. Ainda estavam apaixonados, mas agora com dois filhos. Gabriela, a primogênita com 18 anos, e Nicolas com 16 anos. Irmãos de sangue, mas no último ano se tornaram inimigos.

                - Alguém vai me dizer? – Zac perguntou e olhou pra esposa.
                - O de sempre! Um brigando com o outro. Nicolas começa, Gabi resmunga, Nicolas diz que não tem culpa, Gabi diz que nem morta ela pede desculpas.
                - E mais uma vez de castigo! – Zac disse olhando os filhos – Os dois de castigo!
                - Ele que começou! – Gabriela disse.
                - E eu terminei! – Zac disse sério – Quarto agora mocinha.
                - Eu tenho 18 anos, o senhor não manda mais em mim! – Gabriela desafiou cruzando os braços.
                - Você mora comigo, eu que banco todas as suas mordomias, então sim, eu mando em você. Não está contente, pega suas coisas e saia de casa. – Gabi olhou para a mãe e depois para o pai – Se você conseguir tomar conta de sua vida, ótimo, eu paro de dar palpite em sua vida, mas enquanto esse dia não chega, você tem que me obedecer.
                - Desculpa! – Gabriela disse ao pai e encarou o irmão que estava sentado no sofá – Me desculpa também!
                - Não foi nada! – Nicolas disse.
                - Para o quarto os dois! – Vanessa disse.

Nicolas e Gabriela passaram pelos pais, e caminharam até seus respectivos quartos. Vanessa encarou Zac que olhava para o topo da escada a espera de alguma rebelião dos filhos.

                - O que fizemos de errado? – ele a questionou.
                - Talvez, estejamos pagando os nossos pecados! – ela disse brincalhona.
                - Então foram os mais graves possíveis! – Zac disse entrando na brincadeira.
                - Como foi seu dia?
                - Números, números e mais números. – ele disse antes de beijá-la na testa – E o seu?
                - Brigas, brigas e mais brigas! – ela disse rindo – Parece que eles ainda tem três anos.
                - Eles eram calmos com três anos! – Zac disse fazendo careta. – E o trabalho?
                - Estou quase terminando, Sr Efron!

Vanessa cursou a faculdade de Arquitetura após um ano do nascimento de Gabriela, a surpresa foi quando descobriu que estava grávida pela segunda vez. Mas não desistiu, trancou o curso quase nos últimos dias de gestação, e retornou assim que ele desmamou. Enquanto as crianças ficavam com uma babá, Vanessa concluía mais um semestre, e assim por diante.

                - Acho que preciso de férias! – ela disse envolvendo os braços no pescoço do marido.
                - Eu também preciso! – Zac respondeu.
                - Podíamos ir para Nova Zelândia. – Vanessa disse animada – Mas só nós dois. Sem aqueles pestinhas!
                - Também acho! – Zac concordou – E se sumirmos pelo mundo e deixá-los sozinhos. Será que eles perceberiam que foram abandonados?
                - Acho que não. Dificilmente. Acho que nem conseguem sobreviver um dia sem nós. Eles morreriam!
                - Que desperdício de espermatozóide! – Zac disse.
                - Como assim? – eles ouviram uma voz e se separam e encararam os filhos nos últimos degraus da escada – Vocês vão nos abandonar? – Gabriela questionou e eles sorriram.
                 - Não é uma má ideia! – Vanessa respondeu.
                 - Vocês teriam coragem? – Nicolas perguntou com voz baixa.
                - Sim! – Zac respondeu naturalmente – Porque estão tão indignados assim? Vocês nem se suportam, brigam um com o outro a cada novo dia, eu e sua mãe fazemos tanto por vocês, e nem um “obrigado” nós recebemos. Estamos cansados de desperdiçar o nosso tempo com vocês!
                - Acho que você pegou pesado! – Vanessa disse ao marido, ao constatar que os filhos estavam quietos, e com olhos marejados.
                - Será? – Zac disse.
                - Talvez. Mas foi preciso! – ela sorriu.
                - Vocês estão brincando? – Gabriela disse temerosa.
                - Somos bons atores! – Zac concluiu.
                - Ainda bem! – Nicolas disse descendo as escadas e abraçando os pais – Eu prometo que vou melhorar as notas na escola, e vou ao escritório também pai. Desculpe pelos erros!
                - Pelo menos para um a brincadeira funcionou! – Vanessa disse sorrindo abraçando o filho.
                - Gabriela? – Zac questionou.
                - Eu não vou abraçar vocês! – ela disse brava – Vocês brincaram com o meu sentimento. É claro que eu iria perceber que vocês nos abandonaram, e sim, nós iríamos morrer sem vocês. Aprendi a lição. Eu encrenco com o Nico por que é divertido, mas estou cansada de ficar de castigo.
                - Então? – Vanessa a encarou.
                - Eu vou melhorar – Gabriela disse descendo os últimos degraus – Eu amo vocês!
                - E funcionou! – Vanessa gritou de alegria e se abraçaram.

A família estava unida, e se tudo der certo, continuariam assim.

                - Pizza? – Zac perguntou.
                - Sim! – Todos responderam em uníssono.







Fim.





-------------------------------

E chegou o fim!!!
Espero que tenham gostado do capítulo, e da ficção em geral.
Bom, novidades vem por aí!
Até breve!
- L

domingo, 12 de julho de 2015

15° Capítulo



POV VANESSA

O tempo passou mais rápido do que pude imaginar. Só foi eu abri o jogo com meus pais e meus sogros que o tempo voou. Eu apenas pisquei e já havia passado um mês. Estou com dois meses de gestação, não tenho ideia qual o sexo do meu bebê, a doutora disse que ainda é muito cedo, mas não estou preocupada com isso, estou preocupada com o vôo 169, que acabou de posar no LAX.

                - Relaxa filha! – olhei para o lado e vi o sorriso reconfortante de meu pai, e sorri.

Os minutos passaram e nada dele aparecer. Parece que vou ter um infarto. Deus me livre disso.

                - Ele ali!

Sorri ao ver meu pai apontar pro garoto mais lindo que já vi. Quando nossos olhares se cruzaram ele sorriu, e eu comecei a caminhar mais rápido em sua direção. Andar, já que não podia correr. Quando nos aproximamos, eu o abracei. Fazia um mês que eu sonhava com esse abraço, e não iria abrir mão dele nunca.

                - Também senti sua falta! – ele disse aos meus ouvidos. – Como está nossa cria?
                - Não o chame assim! – eu disse o encarando.
                - É menino? – Zac arregalou os olhos.
                - Não sei. Ainda não deu pra ver! – disse com uma expressão de choro.
                - E o nosso casamento? – ele me encarou sorrindo.
                - Às duas horas no cartório. Não se atrase!
                - Nem se eu fosse louco!

E nos beijamos. Se bem que demorou pra acontecer esse beijo, hein! Mas tudo que é bom dura pouco, e para meu pai, é bem pouco. Logo começou a tossir para chamar nossa atenção.

                - Eu sei que você vai ser meu genro, e é o pai do meu neto, mas ainda não acostumei com tanta informação! – disse meu querido pai ao cumprimentar meu noivo.
                - Eu sei! – Zac disse ao apertar a mão estendida – Nem eu consegui assimilar tudo!
                - Imagine eu então! – eu disse quebrando o “momento” deles. – Vamos? Tenho muito o que fazer até a hora do casamento.


POV ZAC

As horas passaram rápidas de mais deste que eu desci daquele avião. Passou tão rápido que quando eu olhei para o relógio no meu pulso já estava na hora de começar a me arrumar para o casamento. Não. Não é o casamento. É o meu casamento. O dia que achei que demoraria anos pra chegar estava apenas uma hora de distância.

                - Está nervoso?

Olhei para a porta e vi minha mãe sorrindo.

                - Só um pouco! – eu disse tentando a acalmar.
                - Seu pai disse o mesmo pra mim a poucos segundos.
                - Você está linda! – disse admirando o vestido bege que ela vestia.
                - Sou a mãe do noivo! – ela respondeu como se fosse óbvio e sorri. – Você vai casar! – ela deixou cair uma lágrima – Achei que esse dia nunca chegaria!
                - Quer que eu chame o pai? Eu não sei o que fazer com mulheres chorando.
                - Você vai sofrer tanto com a Vanessa. Só estou te avisando.
                - Como assim? – eu perguntei sério.
                - Ela está grávida. Está uma manteiga derretida, assim como as avós! – ela riu. – Espero que vocês sejam felizes.
                - Eu também espero.
                - Seja o melhor marido que você puder ser.
                - Eu serei. Eu disse um ótimo exemplo.
                - Não diga isso ao seu pai. Ele vai ficar se achando!

Eu a abracei. Minha mãe estava emotiva, e eu também. Acho que isso acontece nas melhores famílias, afinal é um casamento.

                - Está na hora meu bem! – meu pai disse entrando no meu quarto. – Está tudo bem?
                - Está! – Dona Starla disse secando as lágrimas e sorrindo – Nosso primogênito irá se casar! Ainda não acredito nisso.
                - Se ela aceitar, não é? – meu pai disse fazendo eu e minha mãe o encarar – É brincadeira. É claro que ela vai aceitar. Quem é a louca de não aceitar esse bonitão como marido. Por sinal, meu espermatozóide fez um ótimo trabalho!
                - Nós fizemos um ótimo trabalho! – minha mãe deu um tapa de leve no braço de meu pai que já estava pronto com seu terno completo.
                - Obrigado! – eu disse – Por tudo. Obrigado por cada minuto da minha vida, por cada reclamação, cada sermão, cada... Obrigado por tudo mesmo. Eu amo vocês!
                - Eu vou chorar de novo! – anunciou minha mãe.
                - Meus Deus eu tenho que tirá-la daqui!

Eles me abraçaram, e logo em seguida meu pai retirou minha mãe as pressas. Eles tinham que confirmar se estava tudo correndo como previsto. Casamento civil no cartório? É uma ova. Vanessa merece mais, mesmo não querendo casar na igreja alegando que infringiu as leis de Deus. Eu entendo. Nós infringimos mesmos, fazer o que né?!

POV VANESSA

Estava pronta com meu vestido. E que vestido. Era lindo, tecido leve esvoaçante, com um pequeno decote em V, rendas nos ombros, e na marcação da cintura. Longo, mas quando é presente você não pode reclamar. Minha sogra havia escolhido, disse que mesmo se demorássemos alguns meses, o vestido poderia esconder a barriga, mas Zac é tão apressado que nem barriga eu tenho, mas já vou casar.

                - Está linda! – meu pai disse atrás de mim. – Já conversei com seu noivo.
                - Ele está pronto? – eu perguntei e meu pai assentiu – Cade ele? Combinamos que íamos juntos ao cartório.
                - Mudanças de plano. David passou mal, Zac ligou e disse que pode acabar chegando atrasado.
                - Ele está bem? O que meu sogro deve?
                - Zac acha que foi infarto, mas o médico ainda não chegou para averiguar.
                - Vamos logo pai!
Saí sem ao menos pegar meus pertences para o casamento. Meu pai saiu atrás de mim, mas antes pegou meu buque que eu havia deixado em cima da cama. Entramos no carro e em poucos minutos já estávamos entrando na mansão dos Efron’s. Havia carros, muitos carros tanto no estacionamento, como na rua.
Entrei quase correndo na casa, mas meu pai me chamou quando eu estava subindo as escadas.

                - Eles não estão lá em cima!
                - Como assim? – me perguntei.
                - Venha comigo – ele estendeu a mão - Isso é seu! – ele disse me entregando o buque.
                - Pai?

Ele não me respondeu, apenas sorriu e começamos a caminhar até a porta que leva para o jardim, foi quando eu o vi. Sorrindo pra mim, ao lado de sua mãe e de seu pai, que estava ótimo por sinal.

                - Ele queria que você tivesse um casamento mágico, e não apenas em um cartório.

Olhei para o meu pai, que me explicou que meu casamento não seria como havia imaginado, mas sim, como Zac planejou. Eu sorri, imaginando quantas pessoas ele havia envolvido nesse plano. Sorri ao ver meus amigos, e familiares ali presentes. A música começou a tocar. Comecei a andar em direção a ele, que abriu o mais belo de todos os sorrisos.

                - Gostou da surpresa? – ele disse quando meu pai entregou minha mão para ele.
                - Gostei! – sorri em meio às lágrimas que brotavam em meus olhos – Mas não devia ter dito que seu pai sofreu um infarto.
                - Foi um pequeno erro de cálculo!
                - Analistas financeiras e seus cálculos! – ele riu com a minha resposta.
                - Estamos aqui reunidos para celebrar o amor de Zachary e Vanessa, que juntos decidiram oficializar esta união...

***


                - Nesse momento, eu agradeço a presença de todos, obrigado por fazerem parte desta data significativa pra mim e pra Nessa. Por este motivo, eu peço permissão para fazer um pequeno discurso! – todos aplaudiram as palavras de Zac, deixando as bebidas de lado e dando as atenções - Eu tive alguns problemas relacionados a drogas e bebidas, que foram superados com muito esforço, dando de mim como de meus familiares. Todo esse esforço, me fez acreditar que todos temos segundas chances na vida. E eu tive, e prometi que seria diferente. Até que em um belo dia, eu entrei em uma cafeteria, e a encontrei, sentada em uma mesa, e como estava lotado eu a questionei se poderia sentar junto com ela. Meio assustada, eu acho, ela aceitou, e dividimos algum tempo agradável. Mas eu fiquei com medo, e menti em alguns detalhes, e quando ela descobriu, eu achei que seria meu fim. Mas ela entendeu todos os meus motivos. E hoje eu agradeço a Deus, ou ao meu pai que demorou pra chegar ao escritório e por este motivo, eu fui à cafeteria – todos riram – onde encontrei a mulher da minha vida. Desculpe-me, pelos meus erros e defeitos. Sei que não sou perfeito, e como você mesma diz, ninguém é e nunca será. Eu agradeço por estar cheia a cafeteria, por você estar sozinha sentada no canto, e agradeço por você ter me aceitado. Eu te amo, e sempre vou lembrar-me daquele dia. Um dia qualquer em minha vida, que se transformou no mais belo e significado dela toda. Você é razão disso tudo. Eu te amo Vanessa Hudgens, e tenho o maior orgulho de dizer que sou seu marido. 

-------------------------------------

Capítulo quentinho pra vocês!
Espero que gostem.
E pra quem ainda não viu meu post anterior, dê uma olhada e comenta lá o que você acha da minha sugestão.

Até!
-L

Novo layout ♥

Olá meninas!

Aqui estou eu de novo rsrsr.

Desculpem o sumiço, mas prometo que vou retribuir nos próximos e últimos capítulos de "Um dia qualquer".

Estou aqui para anunciar a nova cara do blog. E aí gostaram?

Espero que sim *-*

Tenho novidades: Acabei de ler um livro em PDF e gostei bastante, como é curto, e acredito eu que não seja tão conhecido, estou pensando em transformar em uma nova fanfic. O que vocês acham?

Se vocês concordarem, eu prometo que vou dar o máximo de mim para vocês terem capítulo novo toda semana. Promessa feita!

Deixem as suas opiniões nos comentários, adoro lê-los!

Até breve!

- L

sexta-feira, 3 de julho de 2015

14°Capítulo


POV VANESSA

                - Eu não posso Ash!
                - Vai por mim – Ashley disse – Conte antes dele embarcar naquele avião!
                - Ou? – eu a encarei.
                - As bebidas! – Chris disse se sentando ao lado de Ashley.
                - Acho que batizaram o ponche! – Zac disse rindo me oferecendo um copo.
                - Não vou beber! – eu disse a ele.
                - Okay! – Zac respondeu.
                - Porque não? – Ashley se intrometeu.
                - Porque não quero! – eu respondi e ela riu.

A noite passou rápido e agradável, Ashley não mais me afrontou, mas eu via os olhares que ela me dava em tempos e tempos. Após as escolhas do Rei e Rainha do baile, que era óbvio que Ashley e Chris ganhariam, olhei para Zac que estava rindo ao meu lado olhando para a prima e o amigo que estavam fingindo chorar de emoção em cima do palco. Não resisti e sorri vendo a cena, mas meu sorriso desapareceu quando percebi Megan vindo em nossa direção.

                - Esse ano foi surpresa não é Efron? – ela disse se dirigindo ao meu namorado.
                - Dessa vez não foi roubado, é o que você quis dizer? – ele disse estreitando os olhos para ela, que apenas sorriu com petulância.
                - Até breve – ela disse e o beijou na bochecha – Boa viagem!

Eu não sabia o que fazer depois de ver aquela cena. Nem ele. Zac apenas me olhou apreensivo, eu sorri em reação ao nervosismo dele, e limpei o que aquela vadia tinha deixado em meu namorado, uma marca feia de um batom de mau gosto.

                - É melhor irmos embora! – eu disse a ele.
                - Tudo bem – ele sorriu – Vamos se despedir da Ash e do Chris, e depois vamos!

E assim fizemos, caminhamos até o casal que havia acabado de descer do palco. Ashley estava sorridente ajeitando a coroa em sua cabeça.

                - Ficou linda amiga! – eu disse.
                - Agora é “Majestade”! – Ash respondeu rindo
                - Nós já vamos. – eu anunciei e ela me encarou – Não começa! – eu a repreendi.
                - Sete da manhã – ela disse – Nos vemos no aeroporto.

Ashley passou a ser mais do que amiga, ela se tornou uma irmã, e por ser prima de Zac isso aconteceu mais rápido que pude imaginar.

                - Pensa bem! Ele tem que saber. - ela disse me encarando.
                - Eu vou contar, só não sei se é hoje!

POV ZAC

                - Quer ir dirigindo? – eu perguntei e encarei a Nessa.
                - Por quê? – ela me perguntou e eu dei de ombros – Tava batizado mesmo?
                - Acho que sim. Você está meio embaçada. – eu disse estreitando os olhos e ela riu.
                - Você não me engana, sei que não está bêbado!
                - Assim você me magoa. – a respondi rindo. – Madame! – disse abrindo a porta do carro.
                - Você sabe que eu te amo, não é? – ela me encarou antes de entrar.
                - Acho que sim – eu sorri.
                - Estou falando sério Z!
                - Eu sei amor! – respondi a beijando em seguida – Eu também te amo!

Fazia dias que ela não estava sendo... Ela! Nessa estava estranha comigo, como se ela estivesse escondendo algo de mim, e não sabia como dizer. Começamos a fazer o caminho para a minha casa. Como essa seria a minha última noite em Los Angeles, ela preferiu passar a noite na minha de que na casa dela.

                - Você está quieta.
                - Estou pensando no futuro. – disse enquanto olhava a paisagem pelo vidro do carro.
                - Em que exatamente?
                - Nós vamos conseguir manter o nosso namoro? – ela me encarou.
                - É claro que vamos – tentei ser otimista – Virei todos os fins de semana para te perturbar!

Ela sorriu pra mim. Eu iria sozinho para outro lado do país, ela ficaria. Ambos estávamos apreensivos, sabíamos que não seria fácil, mas tentaria, e se dependesse de mim, conseguiríamos.
 
                - Minha mãe disse pra eu te pedir em casamento! – eu disse rindo e ela me encarou com um olhar assustado. – Mas não vou pedir. Não agora!
                - Acho que eu não seria uma boa esposa!
                - Você seria uma ótima esposa!
                - Me engana que eu gosto! – ela disse séria.
                - Quer apostar? – eu a encarei quando paramos em um sinal.
                - Quero!
                - Apostado então!

Rimos e voltamos ao nosso caminho. Menos de 10 minutos depois, já estávamos adentrando a garagem de minha casa, quer dizer, da casa dos meus pais.

                - E iremos morar onde? – ela disse assim que abri a porta do carro pra ela.
                - Debaixo da ponte é que não será! – eu disse divertido.
                - Estou falando sério.
                - Meu pai com toda certeza irá nos dar uma casa, ou um apartamento, no mínimo.
                - Você sempre recorre aos seus pais! – ela disse rindo.
                - Ninguém mandou fazerem filhos, agora arquem com as conseqüências.
                - Talvez foi um acidente! – ela disse.
                - Ninguém faz filho por acidente, pode ser não planejado, mas acidente não. Ninguém cai em cima do sexo do outro, tem um orgasmo, ou não, tem uma ejaculação, fertilizou e boom. – ela me encarava assustada – Está grávido! – eu a encarei – O que foi? – ela respirou.
                - Estou grávida!
                - Não cola Nessa! – eu disse rindo e ela permaneceu séria – Sério?
                - Eu não sei o que aconteceu. E antes que você começa a dizer todas as formas que isso acontece, eu tenho que dizer que estou apavorada, e não sei o que vou fazer sem você do meu lado.
                - Mais alguém já sabe? – eu disse com lágrimas nos meus olhos a vendo começar a chorar – Há quanto tempo você sabe disso?
                - 1 mês!
                - 1 mês? – eu repeti incrédulo – Você escondeu isso de mim por um mês?
                - Eu não sabia o que fazer. Pensei em até terminarmos.
                - Por quê?
                - Eu não posso atrapalhar o seu futuro! – ela disse chorando.
                - Você é o meu futuro! – eu disse calmo e ela me encarou negando com a cabeça.
                - Você tem que ir pra Universidade!
                - E eu vou! – eu disse rindo – E você também!
                - Você não ouviu nada do que eu disse? – ela me encarou furiosa – Eu estou grávida. Não vou poder fazer faculdade, tenho que trabalhar pra sustentar essa criança. Não vou dormir a noite pelo resto da minha vida, não vou...

Não a deixei terminar. Às vezes ela fala de mais, e esse era um desses momentos. A segurei e a beijei, como nunca havia feito antes. Eu ia ser pai. Okay. Isso poderia ter esperado sei lá, uns dez anos, mas não. Vai ser daqui a nove meses, quer dizer, oito meses.

                - Vai dar tudo certo. – eu disse a encarando – Você vem comigo. Acordamos cedo, vamos à sua casa, você arruma suas coisas, e vamos juntos pra Massachusetts.
                - Você está louco! – ela disse.
                - Não. Estou bem consciente.
                - Meus pais não irão admitir essa loucura!
                - De você ir comigo ou ser mãe aos 18?
                - Eu te mato! – ela disse furiosa.
                - Toma cuidado. Você não quer que nosso filho nasça sem pai, ou quer? – ela me encarou rindo.
                - Só você pra me fazer rir neste momento.
                - Então, vai comigo ou não?
                - Você não entende. Somos dois loucos que não sabe sobreviver sozinhos, e agora pra ajudar, chegará uma criança.
                - Agora, neste exato momento não chegará nenhuma criança. Creio eu! – ela riu – Mas temos que ficar juntos. Você vai comigo, está decidido.
                - Ah é? E como vamos nos sustentar, sabe tudo?
                - Oh sabichona, meu pais são ricos – ela começou a rir – muito ricos.
                - Seus pais e não você! – ela disse com braços cruzados.
                - Agora você me ofendeu! – eu coloquei a mão no meu peito e ela se aproximou de mim.
                - Eu te amo, e sei que você está falando sério, mas eu tenho que ficar e conversar com meus pais, e com os seus. Depois a gente decide o que vamos fazer.
                - Okay então! – eu disse – Eu posso pedir um favor?
                - Pode! – Vanessa disse sorridente.
                - Casa comigo?
                - Daqui a alguns anos: Sim!
                - Não. Agora, neste exato momento.
                - Não tem como. – ela sorriu – Nenhuma igreja e nenhum cartório estão abertos a três da manhã.
                - Mas você aceita?
                - Sim. Eu aceito.
                - Okay. Daqui um mês a gente se casa!
                - O que? – ela disse assustada.

                - Um mês pro casamento, mas a lua de mel pode ser hoje? Porque estou com uma vontade imensa de amar a mãe do meu filho?!

-------------------------------

E aí pessoal?
Desculpas a demora, mas estou com déficit de imaginação.
Bom, por este motivo vou começar, ou tentar, escrever a reta final.
Espero que vocês tenham gostado do capítulo, e que me perdoem.
;)

-L