quinta-feira, 13 de agosto de 2015

CAPÍTULO 2

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Passei a noite em claro. Não é todo dia que você recebe uma proposta como essa. Dois milhões de dólares! Eu poderia viver o resto da minha vida sem ter que trabalhar, mas antes teria que contratar ajuda financeira para isso acontecer. Vamos devagar Nessa! Nem assinei nada ainda.
- Preciso falar com o Sr. Efron. Sobre um projeto especial. Ele disse que eu poderia vir a qualquer hora. – disse a Monique que estreitou os lábios, enquanto pressionava o botão do interfone.
- Sr. Efron, a Srta. Hudgens está aqui pra ver o senhor.
- Obrigado. Peça pra ela entrar, por favor.

Entrei devagar, fechando a porta atrás de mim. Tinha certeza que ele olharia para cima, mas sua cabeça permaneceu abaixada, enquanto folheava uma papelada. Limpei a garganta.

- Srta. Hudgens. Bom dia. Você está bem... Adiantada. - franzi levemente as sobrancelhas.
- Eu chego essa hora todos os dias.
- É claro! - ele disse - Por favor, sente-se.
- Eu só tenho algumas perguntas sobre o acordo proposto – falei segurando meu broquinho contra o peito enquanto me sentava - Posso voltar depois, se não for uma boa hora.
- Não, de forma alguma - ele rebateu. - Por favor, continue.

Olhei para o papel. As perguntas pareciam todas estúpidas agora que eu estava na frente dele, sob seu olhar azul penetrante.
- Só há uma cópia do contrato, quem vai ficar com ela?
- É uma excelente pergunta. – ele sorriu - Meu advogado é responsável por manter o documento confidencial e seguro. Eu entendo que isso pode parecer um conflito de interesses, já que sou eu que o pago, mas garanto a você que ele vai representar nós dois igualmente nesse acordo.
- Durante o nosso casamento, enquanto eu estiver morando com você - hesitei. - Entendo que eu devo agir como se fosse sua esposa. Tem outras restrições ou expectativas quanto ao meu comportamento que eu deva saber?
- Não, nenhuma - disse Sr. Efron.
- Você disse que vai me sustentar. Eu vou receber uma quantia diária ou...?
- Meu cartão de crédito - ele respondeu com facilidade. - Não tem limite. Você vai ser incluída como segunda titular da conta e vai ter seu próprio cartão. Você vai poder usá-lo para qualquer coisa que quiser. Olha, Srta. Hudgens, todo este acordo inclui uma confiança mútua. Mas durante o tempo que você trabalha aqui, nunca vi nenhum motivo pra acreditar que você é desonesta ou que tira vantagens indevidas das situações. Essa é outra razão pela qual eu escolhi você. - Olhei para ele.
- Pensei que tinha me escolhido porque eu não acredito em casamento.
- Esse foi o fator decisivo, mas eu já tinha avaliado o seu caráter.
Ele entrelaçou os dedos, pensativo. Ficamos em um silêncio constrangedor, um encarando o outro.
- Podemos continuar? – ele perguntou.
- Claro – eu respondi.
- Devemos ser profissionais. Com um acordo deste, os limites podem ficar meio confusos. Mas espero que possamos agir de forma controlada e equilibrada um com o outro pra garantir que as coisas se mantenham apropriadas. Você claramente é uma pessoa sensata, então não acho que isso vai ser um problema. Mas seria ingênuo fingir que não somos humanos. - ele lançou-me um olhar penetrante, fiquei apreensiva. - Se você sentir que as coisas estão ficando pessoais demais, por favor, não hesite em me falar. E eu farei o mesmo com você.
Concordei, tentando ignorar o arrepio em minha nuca. Parecia que ele podia ler meus pensamentos. Ele ficou quieto por um instante e percebi que estava esperando algum tipo de confirmação verbal.

- Sim - eu disse. - Isso parece bom.  Quer dizer, se eu decidir ir em frente com isso.
- Claro - ele falou - Nada é oficial até que nós dois assinemos o contrato na presença do meu advogado.
- Desculpa - respondi. - Só queria ter certeza de que você não estava me entendendo errado. - ele sorriu.
- Sou um homem muito cuidadoso, Srta. Hudgens.
- Bom, fico feliz em saber disso. - levantei-me. - Obrigada pelo seu tempo, Sr. Efron.
- Eu que agradeço - ele disse, levantando-se e estendendo a mão para cumprimentar-me. - Leve o tempo que precisar. Eu tenho alguns meses antes que eles soltem os cães de caça atrás de mim, então não é assim tão urgente. – eu ri e ele me acompanhou.
- Obrigada, mas acho que eu não vou conseguir dormir direito até tomar uma decisão.
- Eu nunca quis causar qualquer angústia a você - afirmou – Eu estava falando sério quando disse que se você recusar, isso não vai afetar sua carreira. Você pode continuar trabalhando aqui por quanto tempo quiser. Você vai ser tratada como qualquer outro funcionário e se quiser sair do emprego, eu sempre vou dar boas recomendações suas. Você tem a minha palavra.
- Eu sei. Eu só... Acho que não consigo decidir se o risco vale a recompensa. - ele pensou por um momento.
- Não vou fingir que não existe um risco - ele finalmente admitiu. - Mas... Não é um risco tão grande quanto você pode imaginar. Eu estou em... Uma posição vantajosa. - apertei os olhos.
- O que isso significa exatamente?
- Como você sabe, o dinheiro abre muitas portas, Srta. Hudgens.
- Se é uma questão de dinheiro, por que você precisa de mim?”
- Eu disse ‘muitas’ portas. Não todas as portas.

Saí de seu escritório. E agradeci por ser sexta, expediente até as quatro. Segui com meu ritmo de trabalho normal, mas quando tinha um segundo livre pensava no acordo proposto, assim no final do dia eu já havia roído cada pedacinho de minhas unhas.
Ao dirigir para casa, estava completamente esgotada. E só fui perceber que meu carro estava no mesmo estado quando ele começou a alavancar para frente, e morreu após atravessar o semáforo a quatro quadras de minha casa. Sim. Perfeito para uma sexta feira.

Minhas costas estão doendo, já são seis da tarde e ainda estou na oficina mecânica, em uma sala de azulejos que fede a óleo e borracha. E ao meu lado, só há revistas de dez anos atrás. Fiquei aliviada quando ouvi meu nome ser chamado pelo senhor no balcão, ele começou a dizer algo sobre “degradado”, “grande conserto”, “plano de pagamento”. Todas aquelas palavras não soaram bem ao meu ouvido. Não posso arcar com mais essa despensa.  Sem saída, pequei meu único cartão de crédito que ainda não tinha estourado e entreguei para fazer o primeiro deposito. Se eu viver a base de macarrão instantâneo, talvez eu consiga pagar até a minha aposentadoria. Mas, há outra opção. 
Enquanto ia para casa caminhando, me perdi nos meus pensamentos. Na fantasia de ser noiva de um bilionário. Mesmo que somente por um ano. Seria como um sonho realizado, uma vida sem problemas financeiros. Isso seria maravilhoso, muito além do que eu poderia imaginar. Eu ficaria preocupada em onde investi-la, como poupá-la – passaria todo o meu tempo livre pensando em como fazê-la durar. Mas enquanto estivesse fazendo o papel de esposa do Sr. Efron, eu ficaria despreocupada. Se eu precisasse de qualquer coisa – qualquer coisa mesmo – eu poderia ter.

Estava exausta de viver de salário em salário, tentando juntar dinheiro suficiente para adiar as faturas do meu cartão de crédito por mais um mês. Entre os pagamentos do meu empréstimo para os estudos e algumas antigas contas médicas, a maioria dos meus salários acabava antes mesmo que eu tivesse a chance de pensar em como gastá-los. Mas não precisava mais ser assim.

Adaptação do livro "Casei com um milionário" de Melanie Marchande.
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Oie  girls!
Primeiramente, desculpas pelo atraso. 
Mas, está aí! Capítulo postado... espero que tenham gostado!
5 coments para o próximo.
;)




5 comentários:

  1. Ela já aceitou ..... O poder dos olhos dele entraram em ação !!!! Muito lindo o capítulo

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  2. Amei o capituloo e já estou ansiosa pelo próximo. Posta logo vai. Bjosss

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  3. Aaaa ela já se entregou , vai aceitar, posta logo !! Estou amando Bj !

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  4. Amei !! Estou ansiosa para o próximo!!

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  5. Ela com certeza irá aceitar , estou amando a fic , Bj!!! Posta logo flor .

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