terça-feira, 18 de agosto de 2015

CAPITULO 4

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A lembrança do sonho ainda estava viva em minha mente enquanto eu entrava no escritório. Mantive a cabeça baixa, indo até minha mesa antes que alguém tentasse puxar conversa comigo. E tomara a Deus que eu não encontre Zac. Mas, na verdade eu nunca tinha visto chegar ou ir embora.  Me entreguei ao trabalho.

- Nessa?!

Senti uma onda de calor em minha nuca ao ouvir sua voz. Virando devagar, encontrei seu olhar. Ele estava lá, como se fosse à coisa mais natural do mundo, com o braço apoiado em cima da divisória do cubículo.

- Bom dia, senhor. - Todos dos cubículos vizinhos viraram lentamente para nos olhar. Eu sabia que era exatamente isso que Zac queria, mas ainda assim não conseguia evitar ficar vermelha.
- Fico feliz em te ver aqui tão cedo - ele disse. - Tem planos pro almoço hoje? - fiz que não. – Excelente. Espero no meu escritório às onze e meia. Vou pedir pra entregar aqui. O que você quiser.
- Claro - respondi. - Até lá, então.
- Ótimo - ele balançou a cabeça, sorriu, e então foi embora.

Os olhos de todos o seguiram até que ele desaparecesse e então todos se voltaram para mim. Debrucei-me sobre o teclado, fingindo não sentir o olhar deles perfurando minhas costas. Agora eu tinha que passar todo o meu horário de almoço sentada do outro lado da mesa dele. Como eu evitaria ficar vermelha e dar risadinhas o tempo todo? Ou pior, como eu evitaria olhar para ele como se estivesse em estado de choque? Eu odiava ser reduzida a uma adolescente desmiolada por causa de um sonho bobo, mas parecia tão real.
As horas passaram voando e a hora temida chegou. Caminhei com passos lentos até a sala dele, que estava com a porta entre aberta, entrei e encontrei conversando com Monique.

- Srta Hudgens, já está pensando em pedir o nosso almoço. – ele disse a me ver – Que tal pedirmos no Vivian’s?
- Parece ótimo! – eu disse. Vivian’s era simplesmente a churrascaria mais cara da cidade.
- Monique eu vou querer o filé de 340 gramas com purê de batatas e aspargos grelhados. Quase ao ponto. E você, Srta. Hudgens?
- Na verdade, eu não sei o que eles têm. - Zac e Monique estavam olhando para mim na expectativa e senti como se, de alguma forma, eu estivesse sendo testada.
- Eles fazem qualquer coisa. Do que você gosta, bife? Frango? Frutos do mar? Acho que eu já provei tudo de lá pelo menos uma vez, posso te recomendar algo.
- Eu não sou exigente - respondi, com sinceridade. - Eu ia comer uma barrinha de cereal, praticamente qualquer coisa seria melhor que isso. - Zac riu, mas Monique lançou-me um olhar arrogante.
- Você prefere comer alguma coisa mais leve, então? - perguntou Zac. - Talvez uma salada? A salada Ceaser com camarão grelhado deles é excelente; o molho é uma receita especial da casa.
- Isso parece fantástico. - Monique saiu apressada da sala - Você sempre almoça no Vivian’s?
- Só algumas vezes por semana.- Ele estava sorrindo para mim, intencionalmente. - Eu te prometo que a minha vida não é tão estranha assim. Você vai se acostumar. O que me leva ao próximo assunto. Acho que a gente deve sair pra jantar como nosso primeiro encontro oficial o quanto antes. Tenho certeza que as fofocas no escritório vão começar logo.
- Minha colega de cubículo me perguntou ontem por que eu estava passando tanto tempo no seu escritório - informei, tentando não parecer agitada em meu assento. Mas não conseguia parar de olhar para os lábios dele, tentando lembrar se a imagem do meu sonho parecia com o real. Eu podia sentir um arrepio quente subindo pelo meu peito enquanto meus olhos viajavam pela superfície brilhante e polida da mesa, lembrando como eu a “senti” embaixo do meu corpo.
- Vai ser em algum lugar chique? - indaguei sem pensar, tentando interromper minha linha de pensamento extremamente perigosa. - Quero dizer, o jantar do encontro. Acho que eu não tenho nada pra vestir.
- Sim, eu já ia perguntar. - ele pegou a carteira e tirou um cartão de visitas de cor creme novinho - Se você for nessa butique vai ver que os funcionários são bastante prestativos. Eles têm meu cartão de crédito registrado. Vou ligar antes pra avisar que você vai. Pode comprar qualquer coisa que você gostar.
Olhei para o cartão. - Obrigada.

Ficamos jogando conversa fora, ou melhor, ele ficou. Falou desde o calor fora de estação, até um artigo no jornal que ele leu de manhã. Não imaginei que ele era tão falante, ou nunca o imaginei dessa forma tão informal. Monique voltou com nossa comida em tempo recorde. Zac estava certo. A salada estava deliciosa, mas eu quase não consegui sentir o gosto. Meus olhos continuavam voltando-se para sua boca, observando o jeito como fechava a cada mordida, o jeito como sua língua lambia os lábios para limpá-los. Tudo bem, eu tinha um problema sério nas mãos. Eu só podia esperar que ele fosse sumindo, uma vez que a memória do sonho desvanecesse. Porque, se isso fosse permanente, o próximo ano da minha vida seria uma forma mais elaborada de tortura.

Fui à butique no sábado, vestindo o jeans mais novo que eu tinha e uma blusa bonita e decente, sem uma única mancha. Ainda assim, no momento em que o sininho soou acima da minha cabeça, quando entrei pela porta, senti-me completamente deslocada. Eu deveria ter usado salto alto, ido ao cabeleireiro, ou algo assim. Uma das vendedoras veio até mim e senti que o sorriso dela foi meio forçado.

- Posso ajudá-la? - ela perguntou, olhando-me de cima a baixo.
- Preciso de um vestido - respondi. - Foi Zac Efron que me disse pra vir aqui, ele falou que...
- Ah, é claro.- A frieza dela quebrou-se instantaneamente. - Por aqui, Srta. Hudgens. É um prazer conhecê-la. Meu nome é Emma. Separei algumas peças pra você. Vamos ver o que você acha. O Sr. Efron não sabia qual era o seu tamanho, mas eu tenho certeza que a gente pode encontrar, caso você goste de alguma coisa.
- Pra ser bem sincera nem eu sei qual é o meu tamanho. - Olhei o que ela tinha escolhido para mim; havia um preto justinho e outro roxo bem escuro e mais alguns atrás que eu não conseguia ver.
- Tudo bem - ela disse. - Alguns desses devem servir direitinho em você, mas também podemos experimentar outros. Por que você não prova o preto primeiro?”

Tirei minhas roupas e o vesti por cima da cabeça, girando em frente ao espelho enquanto as dobras do tecido se ajustavam às curvas e contornos do meu corpo. Olhei para a Emma, pedindo uma opinião. Ela fez que não. Experimentei o roxo. Quase, mas ainda não havia ficado bom. Emma estava puxando a bainha. Ficou em lugar estranho, abaixo dos meus joelhos, o que estragava todo o estilo do vestido.

- Podemos fazer alguns ajustes - ela falou. - Mas vamos experimentar outra coisa. Acho que o Sr. Efron quer que você leve algo já pronto. Ele falou como se o tempo fosse um fator importante e tenho alguns clientes na sua frente para fazer alterações.

Concordei e ela ficou vasculhando as peças, até que puxou algo no tom mais escuro de azul que eu já tinha visto. Não sei explicar porque, mas algo naquela cor sempre fazia meu jovem coração inchar com sua beleza. Emma estava sorrindo.
Era leve e sedoso, vestindo-me como se fosse uma segunda pele, mas sem ficar muito apertado. Perdi até o fôlego quando vi meu reflexo no espelho. Quase que instintivamente, soltei o cabelo, deixando-o cair pelos meus ombros. Inclinei a cabeça. Agora sim eu parecia como alguém que pudesse estar com o Zac. O sorriso de Emma ficou mais largo, iluminando todo seu rosto com a satisfação de um trabalho bem feito. Senti algo arranhar minha axila e lembrei pela primeira vez que estes vestidos vinham com etiquetas de preço. Mas conforme eu levantei o braço e tentei pegar a etiqueta com a outra mão, Emma veio até mim e tirou minha mão.

- Desculpe, tenho instruções muito claras para não deixá-la ver o preço.
Olhei para ela. - Você está falando sério? - Ela sorriu.
- Venha. Vamos escolher alguns acessórios para você.

Meu telefone tocou assim que eu entrei pela porta do meu apartamento. Suspirando, deixei as compras no sofá e peguei o telefone na bolsa. Nome desconhecido, número desconhecido. Quase deixei cair na caixa postal, mas mudei e ideia no último minuto.

- Alô?
- Olá, Nessa. Tudo bem?
- Zac. - Parei no meio da sala, meu coração palpitando ao som da sua voz. Eu realmente estava esperando passar um fim de semana todo longe dele, evitando seu sorriso malicioso e seus olhos azuis penetrantes e todas as coisas que me faziam lembrar aquele bendito sonho. - Acabei de chegar da butique.
- Ah, a Emma te tratou bem?
- Sim, depois que eu falei seu nome. 
- Que bom. Sinto muito se ela foi fria com você no início. Eles tiveram problemas com ‘clientes’ que entravam sem ter a intenção de comprar nada, apenas para fazer um showzinho de moda para eles mesmos, armando, assim, uma enorme bagunça.
- Entendi. - Zac ficou quieto por um momento.
- Queria saber se você está livre para o jantar de hoje à noite? - ele disse, por fim.
- Mas já? Achei que você estava falando, semana que vem ou algo assim.
- Tenho pensado nisso e acho que seria melhor começar logo as coisas. Se você estiver livre, é claro.
- É claro.
- Vou mandar um carro para buscá-la às sete horas.
- Está bem - falei, desligando antes que ele pudesse despedir-se.

Mantive-me ocupada no apartamento pelo resto do dia, passando o aspirador e limpando os cantinhos que eu nem tinha tocado desde que me mudei. Meus olhos continuavam mirando a sacola da butique e não conseguia parar de pensar no que ela simbolizava. Anos de liberdade financeira. Mais dinheiro do que eu jamais havia sonhado. Um novo estilo de vida. Uma nova vida. Quando o carro chegou, eu estava esperando lá fora, segurando minha clutch preta e tentando não parecer estranha.

- Perdoe-me, senhora, mas você está adorável! - disse o motorista enquanto eu entrava no carro.
Tive que sorrir. – Obrigada! - respondi. - Vamos torcer para que o Zac concorde.
O motorista limpou a garganta e eu percebi que ele queria dizer algo.
- O que foi? - finalmente o incitei.
- Bom, eu não devia falar nada, mas... - Ele olhou nos meus olhos pelo retrovisor.  - Eu estava suspeitando que tinha algo entre vocês dois. - Estava suspeitando?  Senti um frio na espinha.
- Bom, você percebe bem as coisas - falei. - Aliás, aonde estamos indo?
- Ao restaurante do Hotel Grenarnia - ele respondeu. Senti vontade de gritar. Eu conhecia o lugar, eles já tinham sido destaque no jornal antes, com palavras de elogio pelos seus deliciosos cardápios de
$250 o prato. Como era possível que eu me comportasse naturalmente em um lugar como esse?
- Uau - consegui falar, depois do silêncio. - Que chique.
- Bom, o Zac é assim quando gosta mesmo de alguém. Não poupa gastos. Ele deve realmente querer impressioná-la.

Ou me intimidar. - Acho que sim - respondi.

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Um mega capítulo pra vocês!
Espero que gostem...
Próximo é outra mega capítulo, 5 páginas de word rsrsrs
5 coments pro próximo!

PS: Me perdoem se eu demorar pra postar ;) 

7 comentários:

  1. Essa Vanessa kkk, com certeza zac irá achá-la linda, será que rola algo ?
    Amei o capítulo flor, arrasou !!!

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  2. Também acho viu !!
    Eu estou amando essa fic , amei o cap, bjs !!

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  3. Aaaaaaahhhhhhh posta mais e urgente
    por favorr, to muito ansiosa por este encontro. Bjoss

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  4. Gente eu estou imaginando a nessa na minha cabeça , e posso dizer ela está muito linda ..... Zac sendo Zac , querendo chamar a atenção da nessa ..... Amo seus capítulos!!!

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  5. Eu simplesmente estou apaixonada por essa história, aliás sou nova aqui comecei a ver todas as suas história e eu amei, poste urgenteeeee!!!!
    Esta incrível !!
    Beijos

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  6. Amei amei amei ameei!! Ta mega perfeito! Quero ver a reação do Zac aí vê-la... E curiosa pra saber o q vai acontecer nesse jantar... Não vejo a hora de ver eles juntos!!
    Posta mais...
    Xoxo

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  7. OMG.
    Eu estou in love com essa história.
    Pelo amor, a ansiedade para o próximo capítulo está me matando.
    Zac e Vanessa, que fofos.
    Posta loguinho
    Bjos

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