segunda-feira, 24 de agosto de 2015

CAPÍTULO 5


Ele parou em frente ao restaurante. Respirei fundo, alisei o vestido na altura das coxas e saí do carro.
Eu precisava admitir que o restaurante era encantador. E eu nem tinha entrado ainda. Eles tinham uma varanda bem grande onde os casais sentavam-se em balanços e cadeiras de jardim, conversando, rindo e bebendo vinho. Um cordão de luzinhas brilhava como vaga-lumes por toda a borda do telhado. Ao lado, havia um jardim exuberante e, conforme me aproximei para poder ver melhor, Zac apareceu.

- Nessa! - ele disse, calorosamente, vindo até mim e pegando minha mão. Ele a segurou por um instante e tive a estranha sensação de que ele iria colocá-la em seus lábios. Em vez disso, ele simplesmente a apertou levemente antes de soltá-la. - A propósito, este vestido é estonteante.
- Oi - falei. – Este... este lugar é muito bonito.”
- É legalzinho, né?

Essa não era exatamente a palavra que eu escolheria para um lugar tão caro, mas eu apenas concordei e sorri. Havia uma mesa reservada para nós lá dentro, cercada por velas.

- Você parece surpresa - Zac disse sorrindo.
- Eu não esperava que fosse assim- falei. - Não sei o que eu estava esperando.
- Não suporto restaurantes abafados - ele disse. - Até onde eu sei, não adianta um lugar ser ‘bonito’ se você não se sentir confortável enquanto estiver lá.

Nossa reserva era para o menu degustação o que, na verdade, era um alívio. Pelo menos eu não teria que escolher o prato que me faria parecer que não pertencia aquele lugar. Mas conforme o tempo passou, eu ficava menos preocupada em parecer um peixe fora d’água. Enquanto o garçom tirava nosso terceiro conjunto de pratos, cada um com um minúsculo filé de costela Angus sobre uma camada de batatas assadas e cebolas marinadas em vinho tinto, eu já estava falando e rindo à vontade. Estava terminando minha segunda taça de vinho e começando a sentir a agradável sensação inebriante. Devagar, mas certamente, eu estava ficando menos atenta a todos na sala, exceto a mim e ao Zac.

- Você não precisava me trazer aqui, sabia? - ouvi-me falar sem pensar no meio de uma conversa que nada tinha a ver com isso. Zac apenas riu. Percebi que ele estava começando a se sentir da mesma forma; seus olhos estavam mais brilhantes. Mesmo na luz baixa, sua transformação de homem de negócios para apenas homem era bastante perceptível.
- Sabia - ele respondeu tranquilamente.
- Não, quero dizer... - inclinei-me sobre a mesa, diminuindo um pouco o tom de voz - Poderíamos apenas ter dito que saímos.
- Acredite em mim - Zac contestou com seu rosto ficando sério de novo. - Nos círculos que eu freqüento, é melhor ter algo para endossar o que você diz com o máximo de fatos possíveis. Sermos vistos juntos aqui esta noite, irá provar minha história. - Ele sorriu, repentinamente. - E vamos ser vistos nos divertindo bastante, concorda? - Fiz que sim, voltando à realidade com a súbita lembrança do real motivo pelo qual estávamos aqui.
- Desculpe - falei. - Eu não queria falar sobre isso agora. Eu só... Não quero me deixar levar.

Se ele pensou o que eu quis dizer com isso, não perguntou. Nem eu tinha certeza do que quis dizer com isso. Eu não tinha a intenção de deixar transparecer que eu já estava começando a perder o foco do nosso “relacionamento”. Tenho certeza que a última coisa que ele queria era que eu me apaixonasse de verdade por ele. Iria tornar tudo tão complicado. Por que minha mente sempre tinha que fazer coisas assim? Por que ela tinha que ser tão estúpida?

- Entendo - ele falou. - Se algum dia você tiver algum questionamento ou preocupação sobre como eu estou escolhendo lidar com tudo... Isso - ele fez um gesto vago - por favor, não hesite em me perguntar.
- Claro - respondi, pegando minha taça de vinho que já estava cheia novamente e tomando um gole generoso.

Zac recostou na cadeira, mudando sua expressão para de um homem que estava se divertindo muito em seu primeiro encontro. Até eu poderia acreditar por um momento. Mas é claro estava fingindo.
Estávamos na sobremesa e eu mal podia sentir o gosto do pequeno tiramisu reinventado que enfiava na boca. Tudo o que eu podia fazer a essa altura era rezar para que as coisas ficassem menos estranhas conforme passássemos mais tempo juntos. Ou não. Eu conseguiria aguentar um ano de estranheza por dois milhões de dólares, não conseguiria? Poxa, eu tenho agüentado uma vida toda de estranheza por conta própria. E não tinha ninguém a quem culpar por isso a não ser eu mesma.

- Então, Nessa - Zac falou - O que você fazia da vida antes de ir trabalhar para mim?

Suas palavras estavam carregadas de significado. Era assim que ele falava com as pessoas que estava tentando seduzir de verdade? Será que ele não pensou que enquanto a parte sensata da minha mente entendia que ele estava fingindo, ele ainda iria fazer meus hormônios enlouquecerem? Ele falava exatamente como no meu sonho. Eu tinha que esquecer aquela porra de sonho. Limpei a garganta, tentando ignorar o som do meu coração palpitante em minhas orelhas.

- Era vendedora - disse, simplesmente. - E fiz faculdade antes disso.
- Onde você estudou?
- No Instituto, no centro.
- Fez design gráfico? - Fiz que sim com a cabeça.
- Você é muito talentosa, sabia? - ele falou. Olhei ao meu redor, como se ele pudesse estar falando com outra pessoa.
- Obrigada - respondi. Minha voz parecia muito distante. Peguei meu copo d’água. O gelo já tinha derretido, fazendo o nível de água subir o suficiente para derramar um pouco em mim quando tomei um gole. Resmunguei, procurando um guardanapo para enxugar-me. Era isso mesmo o que eu tinha feito. Consegui virar uma bêbada descoordenada em meu primeiro encontro com um bilionário. Ótimo trabalho, Nessa! Zac riu, com os olhos brilhando.
- Acho que já chega de vinho por hoje - disse. - Gostaria de tomar um café?
- Café não te deixa sóbrio - murmurei. - É um mito.
- Eu sei - ele disse. - Mas você quer mesmo assim?
- Tudo bem. - Procurei sentar com uma postura mais apropriada na cadeira. - Posso lhe fazer algumas perguntas, Zac?
- Qualquer uma. – ele sorriu.
- Todo mundo diz que você é bilionário, é verdade? - Seus olhos examinaram a mesa. Ele parecia um pouco desconfortável, mas acho que eu estava enganada quanto a isso.
- Acho que sim - ele falou. - Não sou o Bill Gates ou coisa do tipo.
- Não - respondi incapaz de conter o sorriso torto que se abria em meu rosto. - Claro que não é.
Ele me olhou e retribuiu o sorriso, um pouco... Tímido?
- Eu vivo confortavelmente - ele disse. - Nunca tentei esconder isso.
- Desculpe! - Eu sabia que não era educado perguntar às pessoas sobre dinheiro. Mas não importa quanto dinheiro o cara tivesse, ele provavelmente não queria sentir-se como se estivesse sendo observado em um zoológico. Percebi que estava ficando vermelha.
- Tudo bem. Posso entender a curiosidade. E eu tinha falado que você poderia perguntar qualquer coisa. Na verdade, nem mesmo sei quanto dinheiro eu tenho no momento. Parece assustador, não? - Ele riu um pouco - Mas eu não sinto como se fosse meu de verdade. A maioria veio de investimentos que meu pai fez para mim quando eu era adolescente. Você deve estar quase morrendo de rir de mim.
- Desculpe - falei. Eu estava rindo entre os dentes. - É só que o fato de você poder ter todo este dinheiro e nem por as mãos nele. Não consigo nem imaginar, sabe?
- Sei. Acredite ou não, não fui sempre assim.  - ele bebeu um gole d’água e algo em seu rosto me disse que era o fim da conversa, por enquanto. Baixei a voz.
- Seus pais sabem sobre seu... Plano? - Ele hesitou por um momento.
- Eles já faleceram - ele respondeu, finalmente, olhando para mim.
- Sinto muito. - Ele deu de ombros.
- Quanto menos pessoas souberem, melhor. Podemos falar sobre isso depois, se quiser. Prefiro não continuar essa conversa em público.
- Claro.

Bem, tudo estava às mil maravilhas. Se isso fosse um primeiro encontro de verdade, eu teria estragado tudo. Inclinei-me para a mesa, olhando para a xícara fumegante de café gourmet orgânico torrado livre de impostos que eu não tinha nem tocado. Zac acenava para o garçom, pedindo a conta. Após ele tê-la assinado com sua caneta elegante, tirada de um bolso interno de seu blazer, ele se inclinou sobre a mesa de novo e falou murmurando suavemente.

- Acho melhor irmos embora no mesmo carro. E gostaria muito que você fosse para casa comigo e passasse a noite lá. - senti um nó na garganta.
- Tão cedo?
- Bom, a esta altura, a gente já está tendo um caso há algumas semanas. Faria sentido se você fosse pra casa comigo depois do nosso ‘primeiro encontro’, até porque nem chega a ser nosso primeiro encontro.
- Tá bom - concordei.
- Você pode ficar em seu próprio quarto. – ele sussurrou e sorriu. - Com a porta trancada. Não pretendo aproveitar-me de você. Nesse momento, todos aqui estão pensando que estou falando sobre todas as safadezas que vou fazer com você quando formos embora. Sorria para mim. - sorri, mesmo com um arrepio tomando subindo por toda minha pele.
- Espero que a mente deles seja suja o suficiente para colocar as palavras certas na minha boca - falei, alisando devagar a perna dele com o dedo do pé por baixo da barra de sua calça. Foi a primeira vez que nos tocamos, além dos apertos de mãos. Podia sentir ele me olhando – e os olhares de alguns outros clientes também – mas recusei olhar para cima, em vez disso, colocando um pouco de creme no meu café, mexendo-o, e levando a colher à boca. Deslizei-a para dentro e a lambi até deixá-la limpa, com um gesto exagerado. Seria algo engraçado sob circunstâncias normais, mas espero que o álcool e a atmosfera estivessem ao meu favor. Se eu pudesse deixar o Zac desconfortável ao menos a metade do que ele me estava deixando, então eu ganharia.
Claro, o tiro estava terrivelmente saindo pela culatra. Eu não sabia dizer se o olhar dele era totalmente uma atuação ou não, mas eu estava toda arrepiada. Mesmo com minha meia-calça e o tecido da meia dele, eu podia sentir o calor da sua pele em meu pé. De repente, minha boca ficou muito seca. À luz baixa, seus olhos pareciam escuros. Era impossível dizer se suas pupilas tinham mesmo ficado maiores, ou se, talvez, outra coisa estivesse crescendo. Não, não, não. Sai dessa, Nessa!
Afastei o pé abruptamente, limpando a garganta e ajeitando-me na cadeira. O encanto foi quebrado.
O carro chegou alguns minutos depois, e deixei que ele me levantasse e me guiasse até lá fora, com sua mão na minha cintura. Sim. Lá estava. E tão cedo, também. Mais tarde, nosso relacionamento seria descrito como “furacão”. Eu tinha certeza disso.

Ele tinha um apartamento no centro da cidade, em um daqueles arranha-céus com porteiro. Um porteiro de verdade. Olhei para ele e o cumprimentei, sorrindo e apoiando-me nos braços de Zac. Fingia estar um pouco mais bêbada do que realmente estava. O porteiro me cumprimentou e me deu um sorriso como se soubesse de algo. O tempo no elevador parece que demorou uma eternidade. Um silêncio pesado permeava o ar. Passei os dedos pelos cabelos, minha cabeça ainda tonta por causa do vinho e a emoção do fingimento. O porteiro pensou que fossemos um casal. Todos iriam pensar que éramos um casal. Eu precisava admitir que havia certo prazer perverso nesta coisa toda.

- Qual é a graça?- Zac falou, e percebi que eu estava sorrindo como uma idiota.
- Não sei - respondi. - Tudo.

Ele pareceu um pouco incomodado quando finalmente saímos do elevador. Não sabia o que eu tinha dito ou feito para aborrecê-lo. Poderia também ter sido a combinação de todos os meus erros que foram se acumulando. E se ele estivesse arrependendo-se da decisão de me escolher? Esse pensamento deixou-me enjoada – por causa do dinheiro, tinha quase certeza. E, claro, porque eu nunca gostei de desapontar ninguém. Ele abriu a porta da frente e entramos.
A frente do apartamento parecia uma exibição de móveis. Meus sapatos faziam barulho nas madeiras polidas do assoalho enquanto eu caminhava pelo corredor, passando por uma mesa de madeira preta brilhante, com um vaso com flores em cima. Estava posicionada como se fosse um lugar para colocar as correspondências. Na sala havia dois sofás brancos impecáveis um de frente para o outro em cada extremidade de uma passadeira cinza que levava até uma lareira enorme. Tirei os sapatos e suspirei, resistindo ao desejo de massagear minhas têmporas.

- Volto em um instante - disse Zac, dirigindo-se até a escada que eu presumia levar até seu quarto. - Sinta-se em casa.

Desabei em um dos sofás, caindo de um jeito nada condizente com uma dama. O teto parecia estar a mil milhas de distância. Tremi um pouco, abraçando a mim mesma. Tetos excessivamente altos sempre me fizeram sentir frio, por alguma razão. Zac voltou descendo as escadas de dois em dois degraus, sem gravata, com a camisa para fora da calça e as mangas dobradas até os cotovelos.

- Você quer alguma coisa? - fiz que não.
- Acho que só quero ir para a cama. - ele hesitou por um momento.
- Claro. Amanhã, se você não tiver outros planos, esperava que pudesse ficar e ensaiar nossa história para as entrevistas com a INS.
- Claro - falei, levantando-me. - Onde é o quarto?
- Você pode escolher entre os dois quartos de hóspedes. Aqui, vou-lhe mostrar. -ele foi à minha frente pelo corredor do lado esquerdo da sala, abrindo a primeira porta que encontramos.  - Aqui é o banheiro. Deixei umas toalhas limpas. - foi até a próxima porta, abriu e acendeu a luz. – Este é o quarto de hóspedes principal. - dei uma espiada. Era tão estéril e desabitado como o resto do apartamento.
- Está certo - falei.
- E aqui está o outro. É um pouco menor, mas algumas pessoas o preferem. - Continuei seguindo-o pelo corredor. Pelo menos este parecia um pouco mais com um quarto normal. Era aconchegante, do tamanho certo.
- Este está bom.
- Achei mesmo que você fosse escolher este aqui. Tem roupas limpas no armário; Emma ajudou-me com isso.
- Obrigada - falei. Poderia jurar que meu cérebro estava dizendo aos meus pés para andar, entrar no quarto e fechar a porta. Mas eu continuei parada na porta, a poucos centímetros de Zac, super concentrada no som de sua respiração.
- Você fica realmente estonteante neste vestido - ele disse me encarando - Eu não falei só por falar.
Engoli seco antes de responder. - Não foi isso que você disse antes!
- Não foi?
- Não! Você disse que era um ‘vestido estonteante. ’
- Eu quis dizer que você está estonteante. O vestido é só um complemento.
Meus olhos olharam para o chão, instintivamente. Aceitar elogios graciosamente não estava entre meus talentos.
- É muito gentil de sua parte dizer isso. - murmurei.
- Olhe para mim - ele disse, com a voz suave e persuasiva. Eu olhei. Ele parecia estar esforçando-se para dizer algo, ou talvez se esforçando para não disser.
- Estou muito cansada. Podemos conversar amanhã, tudo bem?
- Sim - ele disse, por fim. - É claro. Desculpe. Boa noite, Nessa.

Ele retirou-se abruptamente, e sumiu num instante. Tranquei-me no quarto e desabei na cama, tentando não pensar muito sobre o que havia acabado de acontecer entre nós. Pela primeira vez, tinha certeza que havia visto a fachada de Zac quebrar-se. Tinha certeza que ele tinha uma atração verdadeira por mim, que ia além do que ele deveria demonstrar por conta do nosso “relacionamento.” Droga, talvez ele tivesse tido um sonho sexual comigo. Sentei-me, mordendo o lábio. Parecia piada, mas só de pensar que eu estava tão presente em seus pensamentos que ele não conseguia escapar de mim nem mesmo em seus sonhos. Um homem poderoso desamparado, contorcendo-se entre os lençóis, querendo-me, precisando de mim.
Não, não, não. Eu tinha que tirar isso da cabeça. Não eram fantasias inofensivas; não enquanto eu fosse morar com este homem e fingir ser sua esposa. Eu ia perder o foco do que estávamos realmente fazendo. Ia apaixonar-me por ele se não tomasse cuidado. Aí estava. Foi a primeira vez que realmente admiti para mim mesma, com estas palavras. Eu era tão patética assim, para apaixonar-me por um homem simplesmente porque ele estava fingindo de forma bem convincente estar namorando comigo? Tenho que admitir que ele era bom nisso. O vestido, o restaurante, o jeito como ele me olhava, como se eu fosse à única coisa no mundo que ele já quis. Era o suficiente para mexer com a cabeça de qualquer pessoa.
Tinha quase certeza de que tinha lido em algum lugar – ou talvez aprendido em alguma aula – sobre como uma grande porcentagem da afeição humana uns pelos outros é puramente relacionada à proximidade.


- Bom, eu estou ferrada! - falei alto no quarto vazio.

6 comentários:

  1. Não ela não está ferrada ela está apaixonada ❤️❤️❤️

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  2. Essa história é tão perfeita.
    Zac e Vanessa estão ferrados.
    Kkkk...não vão resistir aos encantos um do outro.
    Estou ansiosa para o próximo capítulo.
    Posta loguinho
    Bjs

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  3. Adorei!!!
    Nessa está se apaixonando... Sabia que Zac a acharia linda. Estou amando essa fic, posta logo, beijos !!

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  4. Amei !!!!! Posta logo

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  5. Postaaa maiss por favor eu amei o capitulo e to amando ver que a Vane ta se descobrindo apaixonada pelo Zac. Bjoss ansiosa pelo próximo capitulo

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  6. Aí que perfeitooo!! Estou cada vez mais apaixonada... A Vanessa ta mesmo ferrada e sinto q o Zac sente um algo a mais pela Vanessa por isso a escolheu pra esse plano! Não vejo a hora deles dois estarem beem juntinhos...
    Posta mais, to mega ansiosa pra ler o próximo capítulo!!
    Beijos

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