sábado, 12 de setembro de 2015

CAPÍTULO 8

·     
Eu poderia pressioná-lo sobre a roupa de cama macia, ridiculamente luxuosa e é aí que ele iria resistir. Mas não porque ele não me queria. Não, ele gostava de estar no controle. Sobre isso, eu tinha certeza. Ele iria virar-me e segurar-me pelos pulsos, rugindo em meus ouvidos, mas quando levantasse o corpo sobre mim, eu veria o sorriso malicioso em seu rosto. Ele me beijaria até esquecer que estava segurando meus braços e então os soltaria, suas mãos percorrendo todo o meu corpo, deslizando por baixo do leve tecido da minha blusa e pressionando meus seios. Eu então levantaria meus braços para ele, obedientemente, sentindo sua forte contração sobre minha coxa. Ele tiraria a blusa sobre minha cabeça e a jogaria para o lado. Eu morderia os lábios. Meus mamilos ficariam tão duros que ele seria capaz de dizer o quanto eu o queria, mesmo através do tecido do sutiã. Seus lábios desceriam pelo meu pescoço, sua respiração quente causando pequenos arrepios pela extensão da minha pele nua...
Voltei à realidade em um instante. Estava olhando para ele, com a boca levemente aberta. Por sorte ele parecia não estar prestando atenção. Ai, meu Deus. Eu tinha que parar de fazer isso. Eu ia ficar louca. Engoli com dificuldade; minha garganta tinha ficado completamente seca, e as batidas do meu coração pareciam ter se deslocado para algum lugar entre minhas pernas. Senti-me confusa e tonta, justamente como na noite passada, mas sem o vinho. Claramente, eu não precisava de álcool para tornar-me uma completa idiota por causa do Zac.

- Você quer ir para casa? - Ele finalmente falou, ainda sem olhar para mim.
- Sim - consegui dizer. Levantei-me rapidamente, descendo apressadamente as escadas e pegando meu vestido e minhas jóias. Zac desceu alguns minutos depois.
- O carro vai esperá-la aqui em frente, quando estiver pronta - ele falou. - Não precisa ter pressa.
- Obrigada pelo café da manhã - falei, sem conseguir olhá-lo nos olhos por mais do que alguns segundos. - E pela noite de ontem.
- Claro - ele respondeu. - Eu... Eu te ligo. - Ele parecia quase tão distraído quanto eu. Dei um pequeno aceno para ele e corri para a porta. - Nessa, espere um minuto. - Ele colocou a mão no bolso e tirou uma chave brilhante, parecendo ter acabado de sair do chaveiro. - Fiz isso para você.
- Tudo bem - falei, voltando até ele com os pés pesados e pegando-a.
- Acredite em mim - ele disse. - Vai parecer estranho se você não tiver. É melhor se acostumar a carregá-la agora.

A carona até em casa pareceu ter levado uma eternidade. Respondi superficialmente as perguntas do motorista; sim, o encontro foi muito legal, sim, a comida estava excelente. Sim, o restaurante tinha uma atmosfera agradável. Sim, o apartamento do Sr. Efron era maravilhoso.
Só estar de volta em casa, era alívio por si próprio, mas não relaxei de verdade até despir-me das roupas desconhecidas e passar um tempo de qualidade com meu chuveirinho massageador. Era um dos poucos luxos que eu me permitia na vida, e uma vez estando finalmente satisfeita, inclinando-me contra as paredes do banheiro com as bochechas coradas e as pernas moles como geléia. Rezei para que funcionasse como um tipo de exorcismo para meus desejos inconvenientes. Eu tinha medo de entregar-me, mesmo dessa pequena maneira, mas após esta manhã, tinha ficado claro que não havia volta.
Quando estava seca e vestindo minhas próprias roupas novamente, estendi o vestido na minha cama e o alisei onde estava amassado. Provavelmente precisaria ser lavado a seco. Coloquei o colar e os brincos perto dele, esticando cada tirinha até que parecessem prontos para uma sessão de fotos.
Eram muito bonitos, certamente, mas ainda não sentia como se fossem meus. Não tinha certeza se algum dia conseguiria mergulhar de verdade em um estilo de vida que comprar coisas como essas, fosse comum. Era incrivelmente estranho para mim. A ideia do dinheiro como um recurso constantemente renovável; tecnicamente finito, mas a ideia de gastá-lo todo era incompreensível.
Você teria que comprar uma frota de naves espaciais ou um planeta de verdade até mesmo para começar a gastá-lo todo. Tive que sorrir para mim mesma com a ideia do Zac indo para a NASA e escolhendo naves tão casualmente como se estivesse em um supermercado.
Apesar de que era estranho. Para alguém que era rico por tanto tempo assim, ele não parecia confortável com isso. Era bastante curioso, não?
Mas eu não podia preocupar-me com isso agora. Agora, eu tinha que me concentrar em como raios eu iria sobreviver convivendo 24 horas por dia com a tentação que seria a vida com o Zac.

Tornou-se algo normal almoçarmos juntos no trabalho. Chegou a um ponto em que ele nem precisava mais me chamar; eu já tinha o hábito de levantar-me e ir até o escritório dele todos os dias as onze e meia, e uma Monique sutilmente carrancuda anotava nossos pedidos. Ele deve ter comido em todos os lugares em um raio de quinze quilômetros. Ele sempre tinha recomendações e elas sempre eram boas.
Em pouco tempo, ele já me cumprimentava com um beijo na bochecha, bem na frente da Monique. Eu podia praticamente senti-la tentando estrangular-me com sua mente. Estranhamente, tudo o que eu sentia era triunfo.

- Sabe - falei para ele um dia, enquanto comíamos um prato de falafel e shawarma - todas as mulheres do escritório absolutamente me odeiam agora. - Ele olhou-me. - E alguns homens também. - Ele apenas riu.
- Isso não é nada legal da parte deles.
- Eu mal posso esperar as reações quando nós ficarmos... Noivos. - eu ainda tinha dificuldades em pronunciar a palavra. - Eu vou precisar de escolta policial só pra chegar até a máquina copiadora.
- Olhares furiosos não são letais de verdade, sabia? - Ele partiu um pedaço de pão pita e mergulhou em um pouquinho de húmus. - Mesmo se forem fulminantes.
- Eu acho que não.
- Você vai contar pros seus pais? - Aí estava. Eu ficava tentando ignorar essa pergunta, mas precisaria confrontá-la alguma hora.
- Não tenho certeza - admiti, empurrando algumas alfaces ao redor do meu prato. - Na verdade, a gente não conversa faz um tempo. Se eu ligar pra eles de repente, e disser que eu estou noiva...
- Uma hora eles vão descobrir, não vão? De um jeito ou de outro. Não é melhor ficarem sabendo direto de você?

Ele tinha razão. O contrato estipulava mesmo que eu precisava mudar meu status de relacionamento em qualquer rede social, o que era algo até razoável, e eu era “amiga” virtual de várias pessoas que conheciam meus pais. Não tinha chance alguma de fugir disso. A verdade era que eu havia mantido a maioria dos meus relacionamentos em segredo dos meus pais. Eles ficavam sondando e criticando a maioria das coisas que eu fazia e eu nunca queria passar por todo o transtorno de tentar apresentá-los a alguém, somente para mais tarde informá-los que havíamos terminado. “Mas por quê? O que aconteceu? O que você fez? Você disse algo que afugentou o rapaz? Talvez se você perdesse um pouco de peso... Quer dizer, você é uma garota atraente, mas a competição está feroz por aí...” Estremeci um pouco. A ideia de informá-los de que eu iria casar com um bilionário só para avisá-los em um ano que estávamos divorciando-nos, era horripilante. Mas eu não tinha escolha, se eu quisesse continuar com isso. Certamente valia a pena aturar alguns telefonemas desagradáveis por dois milhões de dólares.
Terminamos de almoçar em silêncio naquele dia. Zac sabia que tinha cutucado uma ferida e não falou mais sobre o assunto. Ao final do expediente na sexta-feira, ele foi ao meu cubículo bem quando eu estava arrumando minhas coisas. Ainda bem que Ashley já havia ido embora.

- Gostaria de te levar pra jantar essa noite - ele falou, e havia algo muito significativo em seus olhos. Ai, meu Deus. Era agora, não era? Ele iria pedir-me em casamento. Em público, certamente. Ele precisava chamar a atenção.
- Tudo bem - falei, com o coração já palpitando no peito.

- Esteja pronta às sete horas.

-------------------------------------------

Cheguei!!! rsrsrs
Desculpem a demora, mas prometo postar o próximo em breve!
Lembre-se: 5 coments.


6 comentários:

  1. Ameiiii... Estou amando cada vez mais a fic!! Morro de rir desses pensamentos malicioso da Vanessa Hahaha
    Espero q o Zac peça ela em casamento pq n vejo a hora deles viverem abaixo do mesmo teto :D
    Posta maiiiis
    Xoxo

    ResponderExcluir
  2. Ahhhh meu Deus será que é agora??? Quando vai rolar um beijo de vdd??? Ahhhh posta maiss
    Bjss mari

    ResponderExcluir
  3. Ameiii o capitulo ele esta simplesmente perfeito o.
    Postaa mais por favor
    Estou ansiosa para o pedido de casamento. Bjosss

    ResponderExcluir
  4. OMG
    É agora que vai rolar o pedido de noivado.
    Mal posso esperar.
    Quero saber o que o Zac vai fazer para chamar a atenção das pessoas.
    O capítulo ficou incrível e eu estou morrendo de curiosidade para o próximo.
    Posta loguinho
    Bjos

    ResponderExcluir
  5. A
    M
    E
    I
    Define minha cara de boba c esse capítulo ma-ra-vi-lho-so

    ResponderExcluir
  6. PERFEITOOO
    super curiosa e ansiosa para o próximo capitulo
    posta logo *-* Bjoo

    se não for pedir muito queria pedir para dar uma passadinha no meu blog to começando ainda e não tenho muita experiencia mais espero que goste :) obrigada

    tudoemfamilia-tef.blogspot.com.br

    ResponderExcluir

Expresse sua opinião e deixe sugestões ;)