quinta-feira, 15 de outubro de 2015

CAPÍTULO 17

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Quando o passeio terminou, Sam entregou a cada um de nós um horário para os próximos dias, detalhando o que faríamos durante nosso “treinamento de astronauta”. Lendo-o novamente no banco de trás do taxi que nos levava de volta ao hotel, senti-me tonta. Então talvez isso não fosse bem o que eu tinha imaginado, mas era, na verdade, a melhor lua de mel de todas as possíveis.
De alguma forma, enquanto estávamos fora, quase me esqueci de como nossa suíte era bonita. Fiquei impressionada novamente enquanto entrávamos e Zac apertou um interruptor, acendendo o lustre no meio do quarto.

            - É muito bonito - falei, como uma boba.
            - Eu fico feliz que você ache isso. – Ele disse sorrindo.

Fiquei no centro da suíte por um momento, apertando os braços contra o peito. Precisava dizer alguma coisa. Precisava dizer a ele o que estava passando pela minha cabeça, mesmo se não fizesse sentido algum.
Precisava dele. Nem conseguia olhar para a cama enorme, coberta por travesseiros bem altos, sem imaginá-lo pressionando-me sobre ela.

            - Zac.

Ele se virou para olhar-me. Não sabia o que planejava dizer exatamente, mas cada palavra que vinha à minha mente ficava presa na garganta. Engoli e tentei de novo, e para minha absoluta mortificação, percebi que lágrimas estavam saindo pelos cantos dos meus olhos. Tentei desviar o olhar, mas ele logo veio até mim, gentilmente pegando meu rosto em suas mãos e levantando-o em sua direção.

            - Tem alguma coisa errada? Quero dizer, você sabe. Além do óbvio. - Ele também tentava sorrir e não conseguia.
            - Nada - respondi, com uma voz abafada por estar chorando.
            - Sério? Por que eu não acredito em você? - ele indagou. Ri um pouco, por entre as lágrimas.        
            - Desculpa - respondi. - Desculpa mesmo.
            - Por favor, não se desculpe.
            - Não é por causa disso. Eu estou me desculpando por deixar as coisas ficarem pessoais demais. Você sabe o que eu quero dizer.
            - Por favor, não se desculpe por isso também - ele disse. - Eu não deveria, eu nunca deveria... – Ele hesitou. - Desculpa - disse, ao final.
            - Pode ser que, na verdade, nenhum de nós tenha algo pra se desculpar - falei.
            - Pode ser - ele disse, com um brilho nos olhos que fez meus dedos formigarem.
            - Foi estupidez, né? - falei, deixando cair a última lágrima. - Dizer que a gente não ia deixar as coisas ficarem pessoais? É claro que ia ficar pessoal. É natural. Não tem mal nenhum nisso, tem? Quer dizer, enquanto a gente manter a cabeça no lugar.
            - Será que a gente consegue
            - Isso importa? – Dei de ombros. Ele olhou para mim, seus lábios abriram-se um pouco. Como se ele quisesse dizer algo, mas não sabia como.
            - Tem certeza? - ele perguntou. - Você tem certeza absoluta?

Fiquei na ponta dos pés e pressionei os lábios contra os dele. Naquele instante, foi como se lhe tivesse dado um estalo. Mais do que quando eu o havia beijado. Percebi que ele estava se segurando desde então. Podia sentir isso em seu corpo apertado contra o meu, em seu toque. Percebi que ele mexia-se, empurrando-me para trás, até que senti meu corpo encostando-se à parede enquanto sua boca devorava a minha. Ele soltou meu rosto e pegou minha cintura, forte, quase ao ponto de machucar, levantando meus braços contra a parede também, prendendo minhas mãos sobre minha cabeça. Senti-me deliciosamente indefesa. Algo dentro de mim, um calor que vinha crescendo desde a primeira vez que coloquei os olhos nele, crescia e crescia. Meu sangue parecia derretido em minhas veias. Se ele não tocasse logo algo além dos meus pulsos, eu explodiria.
Ele pressionou o joelho entre minhas coxas. Gemi, sentindo-me intumescer contra o músculo duro de sua perna. Ele finalmente soltou meus pulsos. Peguei-o pelos ombros, puxando-o para o mais perto possível.
Quando pensei que ele não poderia beijar-me mais profundamente, ele encontrou um jeito. Quando finalmente se afastou, estávamos ofegantes; lembrei-me daquela noite no apartamento vazio e, de repente, fiquei com muito medo.
Mas ele apenas sorriu e pegou minha mão, puxando-me para o quarto. Ele parou ao pé da cama para beijar-me novamente. Não conseguia lembrar-me da última vez que tinha apenas beijado alguém por tanto tempo assim, ou talvez tenha durado apenas alguns minutos, não sabia mais dizer. O tique-taque do relógio de pêndulo na sala de jantar parecia, às vezes, estar muito, muito rápido, e então muito, muito devagar. Quando finalmente ele parou, de novo, meus lábios pareciam estar machucados. Cada respiração parecia muito curta, como se não conseguisse pegar o ar e encher novamente os pulmões. Sua boca curvou-se em um meio-sorriso.

            - Relaxa - ele disse. - Respire.

Estava tão óbvio assim?
Tentei, mas não estava fácil. Meu coração parecia que estava tentando escapar do meu peito. Cada parte do meu corpo formigava, desejando seu toque. Tudo o que eu sentia era desejo e vontade.
           
            - Não consigo - lamentei, odiando como eu soei patética.
            - Consegue sim - ele disse, gentilmente. - Fica concentrada no seu desejo. Esteja com ele. E apenas respire.

Fechei os olhos. Senti meus músculos por fim começarem a relaxar. Retomei a atenção ao palpitar do meu coração em vez de tentar diminuir sua intensidade. Quando abri os olhos de novo, finalmente consegui respirar bem fundo.

            - É isso aí - Zac falou, sorrindo, passando os dedos pelo meu peito ansioso. - É muito importante, em momentos como esses, se lembrar de como respirar.

Somente o leve toque de seus dedos em minha pele foi o suficiente para fazer-me abrir os lábios e suspirar de prazer. Nunca havia sentido nada assim antes. Quando ele tirou minha blusa por cima da cabeça, o mero deslizar do tecido sobre minha pele foi o suficiente para fazer-me estremecer.
Nunca imaginei que podia sentir algo assim. Devo ter sido um emaranhado de tensão e nervos todas as outras vezes que fiz sexo, porque isso não tinha precedentes. Nunca havia percebido. Por mais simples que fosse nunca tinha tentado apenas respirar antes.
Ele parecia extraordinariamente satisfeito consigo mesmo, a julgar pela expressão em seu rosto. Eu tinha vontade de rir e ao mesmo tempo não tinha.

            - Parece extremamente simples, eu sei - ele disse. - Você nunca ouviu falar disso antes?
            - Do quê? De apenas respirar? - Suspirei, enquanto ele colocava a mão sobre meu peito, pressionando-a contra o mamilo duro. - Não. Eu acho que não.
            - Fica comigo - ele pediu. - Eu vou te ensinar vários tipos de coisas.
            - Isso é muito generoso da sua parte.
            - Ah - ele suspirou - Vai ser um prazer.

Ele beijou-me de novo, apenas encostando a boca, inexplicavelmente comportado. Então, colocou as mãos nas minhas costas e abriu meu sutiã. Tirou-o e jogou-o de lado. Seus olhos percorreram meu corpo e quase senti isso como um toque físico. Finalmente, seus dedos pegaram o botão do meu short e desabotoaram.
Ele caiu no chão. Tirei-o, estranhamente não sentindo vergonha, parada ali no meio de um quarto de hotel caríssimo só de calcinha.

            - Não se esqueça de respirar - ele disse, provocativamente, ajoelhando-se devagar no tapete.

Precisava concentrar-me, enquanto seu próprio hálito quente fazia cócegas em minha pele, passando abaixo do meu umbigo, dos meus quadris e descendo ainda mais. Seus dedos deslizaram para baixo do tecido da minha calcinha e puxaram-na para baixo, devagar.
Ele chegou mais perto e deu um beijo quente, de boca aberta em meu quadril. Gemi um pouco. Eu sabia exatamente o que queria que ele fizesse, mas ao mesmo tempo, tinha medo que se ele fizesse isso mesmo, eu gritasse ou desmaiasse, ou os dois. Meus joelhos já estavam fracos. Quando sua língua passou pelas dobras da minha virilha, a meros centímetros de onde eu mais queria que estivesse, estremeci e ouvi-me suplicando.

            - Por favor - sussurrei. Ele olhou para mim e sorriu.
            - Tudo o que você precisava fazer era pedir.

Ao primeiro toque de sua língua, inclinei-me para frente, agarrando seus ombros para apoiar-me. Ele pegou minha cintura e empurrou-a para trás.

            - Shhh, shhh - ele disse. - Estou te segurando. Apenas respire.

Continuei apoiando-me sobre ele, respirando longa e estremecidamente, como ele havia me dito para fazer. Quando consegui soltar seus ombros e ficar em pé sozinha novamente, ele inclinou-se e continuou com o que estava fazendo. Dessa vez consegui equilibrar-me, embora todos os músculos do meu corpo estivessem contraindo-se e estremecendo-se à agradável sensação. Pelo fato de eu estar tão concentrada em não cair, as sensações de alguma forma atingiam-me mais devagar, arrastando-se sobre meus nervos em vez de atingir-me violentamente, do jeito que o prazer geralmente fazia. Fui sendo tomada por uma dor deliciosa. Joguei a cabeça para trás e fechei os olhos enquanto soltava um gemido longo e trêmulo.
Coloquei os dedos sobre sua cabeça, acariciando levemente seus cabelos. Ele gemeu contra minha carne intumescida. Em vez de uma sensação crescente, inevitável até o clímax, eu estava sentindo algo diferente. Mais profundo. As sensações diminuíam e aumentavam, mas mesmo quando diminuíam, faziam meus dedos dos pés contraírem-se de puro êxtase sobre o tapete.
Ele acelerou o ritmo, levemente, o que eu não havia nem percebido que era o que eu queria; então, gemi e novo, balançando para frente. Mas dessa vez fui capaz de equilibrar-me. Consegui manter os pés firmes no chão, recebendo o prazer em vez de deixá-lo me dominar. Senti-me radiante por dentro.
Quando gozei, foi algo que veio surgindo profundamente de dentro de mim, mais forte do que qualquer coisa que eu já havia sentido. Mas não me deixei perder nessa sensação. Mantive-me forte, como um marinheiro agarrado ao mastro do navio, deixando os sentimentos fluir até que não pudesse mais contê-los dentro de mim. Então, eu gritei.
Quando ele se levantou, enxugando o rosto com a mão, eu ainda estava em pé, de alguma forma.
Ainda ereta. Minhas pernas doíam, mas ao mesmo tempo, não conseguia lembrar-me de alguma vez ter me sentido tão bem.
Com um rápido movimento, ele pegou-me no colo, do jeito que os noivos fazem, e carregou-me até a cama, colocando-me sobre o colchão com um sorriso maldoso. Caí, rindo, sem forças.

            - Não foi um momento bom? - ele disse, vindo para cima de mim no colchão, como eu havia sonhado tantas vezes. Fiz que sim, mordendo os lábios.
            - Você quer que eu retribua o favor? - Ele levantou a sobrancelha.
            - O que você acha? - Eu ri, abaixando as mãos para agarrar o que já estava duro e tenso sob seu jeans. - Sim? Não? Talvez?

Ele saiu de cima de mim e esticou-se na cama, dando-me acesso total. Por mais que eu quisesse despi-lo lentamente, absorver cada centímetro dele, também me senti obrigada a concentrar-me na parte de seu corpo que parecia precisar mais urgentemente da minha atenção. Abri o zíper do seu jeans e puxei-o com força para tirá-lo do caminho, arrancando sua cueca junto. Por um instante, perdi a respiração.
Mas ao mesmo tempo, estava com água na boca.
Abaixei-me e lambi-o todo, finalmente colocando tudo o que consegui na boca e acariciando-o com minha língua. Ele suspirou e curvou as costas, quase fechando os olhos. Fiquei pensando se ele tinha imaginado isso. Claro que tinha. Será que era sua fantasia favorita? Em sua imaginação, como ele gostava mais que eu estivesse?
Levantava e abaixava a cabeça, tentando manter meu olhar em seus olhos, observando todas as contrações de cada músculo do seu rosto. Não queria perder um instante sequer. Ele avisou-me antes de terminar, muito educadamente, mas eu não me importei de engolir tudo. Afinal, ele era meu marido.
Depois disso, deitamos juntos em silêncio por um tempo, ouvindo mais nada além dos nossos corações batendo. Eu não sabia o que dizer. Não tinha nem mesmo certeza se seria sensato falar alguma coisa. Certamente eu não planejava voltar da lua de mel e fingir que isso nunca aconteceu, mas eu tinha uma leve suspeita de que era isso o que ele esperava de mim. Ou pior, será que ele iria querer uma amizade colorida enquanto durasse nosso casamento, apenas para terminar tudo após o divórcio? Será que isso era algo ruim? Não era isso mesmo o que eu esperava, quando cedi a esse acordo? Tudo bem, então talvez eu desejasse que um dia pudéssemos ser um casal de verdade. Eu finalmente estava disposta a admitir isso para mim mesma. Mas eu sabia que isso nunca aconteceria. Eu havia compreendido que o melhor desfecho possível envolvia o que eu agora mais temia.
Eu poderia ter o Zac por um ano, ou por menos tempo. Essas eram as únicas opções possíveis. Saber disso pesou muito sobre minha mente enquanto jantávamos na suíte do hotel, silenciosamente, em frente à tevê. Imaginei se Zac estava pensando algo desse tipo tentando descobrir como ele iria separar-se de mim sem causar muito rebuliço. Não, isso não era justo. Não era justo, mas era só no que eu conseguia pensar.
Fiquei acordada na cama durante um bom tempo aquela noite. Mesmo sabendo que eu estava tão distante no meu lado da cama que mal dava para perceber que ele estava lá; mas ao mesmo tempo eu sabia bem que ele na verdade estava a apenas alguns centímetros de distância. Finalmente adormeci após o que pareceram horas olhando para a desconhecida escuridão do quarto.
Senti-me grogue e descontente na manhã seguinte, mas esperava que meu primeiro dia de “treinamento de astronauta” ao menos fosse suficiente para tirar minha mente de todas as coisas sobre as quais eu não queria pensar.
Quando chegamos, Sam recebeu-nos com um café da manhã de verdadeiras rações para astronautas – surpreendentemente comestíveis – e com um resumo de tudo o que faríamos durante aquele dia. Começamos com atividades mais leves, como instruções para uma missão, vestir os macacões, e nossas “atribuições de carreira.” Aparentemente, “astronauta” não era bem o termo específico que eu sempre pensei ser. Matemáticos, cientistas, engenheiros – todos eles pilotos das naves espaciais, mas vindos de tantas trajetórias de vida que me perguntei se algum deles havia começado querendo ser designer gráfico. Talvez eu tenha ficado confusa em alguma parte da minha vida. Talvez eu devesse ter sido um deles.
Aí eu teria ganhado dinheiro suficiente por minha conta para tornar tudo isso desnecessário. Aí eu poderia ter feito isso tudo de verdade, em vez de apenas fingir.
No final do dia, eu estava cansada e esgotada. Desmaiei no meio da enorme cama quando voltamos ao hotel, fechando meus olhos contra a luz. Poucos minutos depois, senti o colchão afundar quando Zac sentou-se ao meu lado.

            - Eu estava pensando em sairmos pra jantar - ele sugeriu. - Se você estiver com vontade.
            - Claro - falei, porque não tinha razão para não estar. Mas, na verdade, tudo o que eu queria era enrolar-me na cama e ficar sozinha pelo resto da noite.

Acabamos indo comer sushi, em um restaurante cinco estrelas, é claro. Eu estava mesmo começando a sentir-me confortável em lugares como esse. Passei a perceber que na realidade ninguém estava encarando-me, como eu presumia. Contanto que eu mantivesse a cabeça em pé e agisse como se fosse do meio, tudo ficaria bem.
Zac usava o hashi como profissional. Não sei por que isso me surpreendeu. Quando voltamos para o hotel, estava sentindo-me com um humor consideravelmente melhor. Nós rimos e brincamos no caminho de volta ao hotel, rolando na cama como um verdadeiro casal em lua de mel. Beijamos e despimos lentamente, e aquela noite eu o vi nu pela primeira vez. Deixei meus olhos percorrerem todo seu corpo, memorizando cada centímetro de sua pele. Não sabia o que aconteceria quando voltássemos para casa, mas percebi que seria bobeira não aproveitar tudo isso enquanto durasse.
Não conseguia lembrar-me da última vez que apenas relaxei desse jeito na cama com alguém; sem ter pressa, apenas deixando os momentos nos levarem. Lembrei-me de respirar. Respirações longas e lentas.

            - Onde você aprendeu isso? - Perguntei, deixando minhas mãos em seu peito - Da respiração?
            - Eu acho que muitos homens têm uma mentalidade fixa sobre o sexo. Eles acreditam que nascem instintivamente sabendo tudo o que precisam saber, e se precisam buscar qualquer tipo de conhecimento por fora, isso seria um tipo de fracasso. Eu nunca pensei assim. Quando eu era adolescente, eu fazia as coisas meio desajeitadas, como todo mundo, mas quando eu cresci, eu queria aprender de verdade como fazer tudo do jeito certo. Então eu fiz como fazia com todas as outras coisas, tive aulas com alguém experiente.
            - Sexperiente. - Precisava admitir que era algo inteligente, mas só de pensar me dava vontade de rir.
            - Pode rir o quanto você quiser - ele disse. - Mas ela me ensinou como tirar o melhor proveito da experiência. Pra mim e pras minhas parceiras.
            - Eu não estou rindo de você - menti. - É que é muito legal. A maioria dos caras não faz o que você fez. A não ser que alguém empurre a cabeça deles nessa direção.
            - Que bobagem - ele riu, enquanto eu passava as mãos pela sua coxa. - Os estranhos obstáculos que as pessoas têm ao tentar melhorar sexualmente. Quer dizer, por que não? A gente faz aulas para tudo.
Ninguém espera que você seja um prodígio nas coisas sem nenhum tipo de treinamento.

Fiquei de joelhos e sentei-me sobre ele, cuidadosamente, pegando a camisinha que estava na mesa de cabeceira.

            - Você geralmente conta pras suas parceiras sobre o seu... treinamento?
            - Meu trabalho fala por si mesmo - ele disse, prendendo um pouco a respiração quando agarrei seu membro viril que endurecia rapidamente pela base e apertei um pouco.
            - Como você é humilde - falei, desenrolando a camisinha por sua pele macia feito veludo.
            - Pra responder a sua pergunta - ele fez uma pausa enquanto eu abaixei-me sobre ele, com meu calor interno envolvendo-o com vontade. - não. Acho que - Ele suspirou. - elas não iam entender.

Fiz que sim antes de jogar a cabeça para trás e perder-me no ritmo da cavalgada. Ele não podia contar isso para uma mulher que realmente gostasse, porque ela poderia se apavorar com a ideia de um homem propositalmente tendo aulas de sexo. Mas comigo, não importava. Comigo, não havia risco. Comigo? Não havia nada a perder.
Bani esses pensamentos da minha cabeça, concentrando todos os meus esforços nos movimentos dos quadris, observando quais deles particularmente faziam sua mandíbula contrair e suas pálpebras tremerem. Quando eu propositalmente apertei meus músculos internos ao seu redor, ele gemeu suavemente. Tinha esquecido como isso era divertido, ter um homem completamente à minha mercê.
De repente, sua expressão mudou. Ele estava novamente concentrado. Observando-me cuidadosamente. Seus olhos estreitaram-se.


            - Você está aproveitando isso um pouco demais, não acha?


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Só tenho uma coisa pra dizer: CHAMA O BOMBEIRO!!!
rsrsrs

3 comentários:

  1. Chama os bombeiros pq só um não vai apagar o fogo deles não

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  2. O que dizer desse capítulo?
    Simplesmente PERFEITO.
    Ainda não estou acreditando que os dois se entregaram um ao outro.
    \o/
    Espero que isso não dure somente na lua de mel.
    Amei demais o capítulo.
    Ansiosa pelo próximo.
    Posta loguinho
    Bjos

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  3. Genteeeee que isso! Eu simplesmente adoreiiii o capitulo e ate quem fim eles ficaram juntosss. Ebaaaa. Posta maiss. Bjosss

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